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	<title>Arquivos Fatos Históricos - Portal do Ipiranga</title>
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	<description>História, diversão, comércio e juito mais</description>
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	<title>Arquivos Fatos Históricos - Portal do Ipiranga</title>
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		<title>Milton Bigucci será homenageado no Museu do Futebol, neste sábado (5/10)</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/milton-bigucci-sera-homenageado-no-museu-do-futebol-neste-sabado-5-10/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2024 19:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="font-weight: 400;"><em>Há sete décadas no futebol amador, Bigucci está entre os pioneiros da várzea</em></p>
<p style="font-weight: 400;">
<p style="font-weight: 400;">Em solenidade aos 100 ANOS DO FUTEBOL DE VÁRZEA DO IPIRANGA E REGIÃO, o Memofut (grupo de literatura e memória do futebol) organizou uma homenagem a dez pioneiros, ex-jogadores e dirigentes, que tiveram papel fundamental nas primeiras décadas do futebol de várzea da região.</p>
<p style="font-weight: 400;">
<p style="font-weight: 400;">Os homenageados são: MILTON BIGUCCI, MANOLO, TROVÃO, WILSON, GATÃO, DEMINHA, BARDU, CHIQUINHO, JOSÉ MARQUES e NAPI.</p>
<p style="font-weight: 400;">
<p style="font-weight: 400;">Com mais de sete décadas no futebol amador, Milton Bigucci, que também preside a construtora MBigucci na qual mantém há decadas um campeonato interno de futebol, já jogou em diversos clubes de várzea, entre eles o Grêmio Esportivo Centenário do Ipiranga, nos anos de 1950 e 1960, clube que também dirigiu por um tempo, quando as camisas dos jogadores ainda eram de botões. Bigucci era o lateral direito, camisa 2 do Centenário. Hoje, prestes a completar 83 anos, permanece jogando, mas agora com a Camisa 10, no time do AVS seniores do CAY, Clube Atlético Ypiranga.</p>
<p style="font-weight: 400;">Essas e outras histórias da várzea também estão no livro &#8220;7 Décadas de Futebol&#8221;, lançado por Milton Bigucci, em 2014, no Museu do Futebol.</p>
<p style="font-weight: 400;">
<p style="font-weight: 400;"><strong>A homenagem é aberta ao público</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Dia 5 de outubro (sábado), às 8h30</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Local: Museu do Futebol &#8211;  Praça Charles Miller, s/n &#8211; Pacaembu, São Paulo (auditório Armando Nogueira)</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong> </strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Além dos homenageados e representantes do Museu do Futebol, do Memofut são esperados jornalistas esportivos e memorialistas do futebol</p>
<p style="font-weight: 400;"></div>
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		<title>Governos e Escandalos Declarados</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/governos-e-escandalos-declarados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos os títulos foram linkados com o Wikipedia para melhor consulta e contribuição de conteúdo. Governo Ernesto Geisel&#160;(1974&#8211;&#160;1979)1.&#160;Caso Wladimir Herzog2.&#160;Caso Manuel File Filho3.&#160;Caso Lutfala4.&#160;Caso Atalla5.&#160;Ângelo Calmon de Sá&#160;(ministro acusado de passar um gigantesco cheque Sem fundos)&#160;6.&#160;Lei Falcão&#160;(1976)&#160;7.&#160;Pacote de Abril&#160;(1977)&#160;8.&#160;Grandes Mordomias dos Ministros&#160; Governo João Figueiredo&#160;(1979&#8211;&#160;1985)1.&#160;Caso Capemi2.&#160;Caso do Grupo Delfim3.&#160;Escândalo da Mandioca4.&#160;Escândalo da Brasilinvest5.&#160;Escândalo das Polonetas6.&#160;Escândalo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Todos os títulos foram linkados com o Wikipedia para melhor consulta e contribuição de conteúdo.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Governo_Geisel&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Governo Ernesto Geisel&nbsp;</strong></a><strong>(</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1974" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>1974</strong></a><strong>&#8211;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1979" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;1979</strong></a><strong>)</strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wladimir_Herzog" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Wladimir Herzog</a><br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Fiel_Filho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Manuel File Filho</a><br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Caso_Lutfala&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Lutfala</a><br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Caso_Atalla&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Atalla</a><br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C3%82ngelo_Calmon_de_S%C3%A1&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ângelo Calmon de Sá&nbsp;</a>(ministro acusado de passar um gigantesco cheque Sem fundos)&nbsp;<br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Falc%C3%A3o" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei Falcão</a>&nbsp;(1976)&nbsp;<br>7.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pacote_de_Abril" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pacote de Abril</a>&nbsp;(1977)&nbsp;<br>8.&nbsp;Grandes Mordomias dos Ministros&nbsp;<br><br><a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Governo_Figueiredo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Governo João Figueiredo</strong></a><strong>&nbsp;(</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1979" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>1979</strong></a><strong>&#8211;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1985" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;1985</strong></a><strong>)</strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Capemi&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Capemi</a><br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Grupo_Delfim&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso do Grupo Delfim</a><br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Mandioca&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Mandioca</a><br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Brasilinvest&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Brasilinvest</a><br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_das_Polonetas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Polonetas</a><br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Instituto_Nacional_de_Assist%C3%AAncia_M%C3%A9dica_do_INAMPS&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS</a><br>7.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Caso_Morel&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Morel</a><br>8.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Crime_da_Mala&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Crime da Mala</a><br>9.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index...php?title=Caso_Coroa-Brastel&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Coroa-Brastel</a><br>10.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_das_J%C3%B3ias&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Jóias</a><br><br><a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Governo_Sarney&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Governo Sarney</strong></a><strong>&nbsp;(</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1985" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;1985</strong></a><strong>&#8211;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1990" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;1990</strong></a><strong>)</strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_da_Corrup%C3%A7%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI DA Corrupção</a><br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index..php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Minist%C3%A9rio_das_Comunica%C3%A7%C3%B5es&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Ministério das Comunicações</a>&nbsp;(Grande número de concessões de&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia...org/wiki/R%C3%A1dio" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rádios</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/TV" target="_blank" rel="noreferrer noopener">TVs</a>&nbsp;para políticos aliados ou não Ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio Ao presidente)&nbsp;<br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Carlos_Chiarelli&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Chiarelli</a>&nbsp;(Dossiê do&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Carlos_Magalh%C3%A3es" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Antônio Carlos Magalhães</a>&nbsp;contra o senador Carlos Chiarelli ou &#8216;Dossiê Chiarelli&#8217;)&nbsp;<br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index....php?title=Imbraim_Abi-Ackel&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Imbraim Abi-Ackel</a><br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Orestes_Qu%C3%A9cia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Orestes Quécia</a><br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Contrabando_das_Pedras_Preciosas&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas</a><br><strong><br>Governo Fernando Collor (</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1990" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>1990</strong></a><strong>&#8211;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1992" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;1992</strong></a><strong>)</strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Aprova%C3%A7%C3%A3o_da_Lei_da_Privatiza%C3%A7%C3%A3o_das_Estatais&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais</a><br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Programa_Nacional_de_Desestatiza%C3%A7%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Nacional de Desestatização</a><br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_INSS&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do INSS</a>&nbsp;(ou Escândalo da Previdência Social)&nbsp;<br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_BCCI&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do BCCI</a>&nbsp;(ou caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/S%C3%A9rgio_Corr%C3%AAa_da_Costa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sérgio Corrêa da Costa</a>)&nbsp;<br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Ceme&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Ceme</a>&nbsp;(Central de Medicamentos)&nbsp;<br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index...php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_LBA&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da LBA</a><br>7.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esquema_PP&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esquema PP</a><br>8.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esquema_PC&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esquema PC</a>&nbsp;(Caso Collor)&nbsp;<br>9.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Eletronorte&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Eletronorte</a><br>10.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_FGTS&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do FGTS</a><br>11.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia...org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_A%C3%A7%C3%A3o_Social&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Ação Social</a><br>12.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/w/index...php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_BC&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do BC</a><br>13.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Merenda&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Merenda</a><br>14.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_das_Estatais&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Estatais</a><br>15.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_das_Comunica%C3%A7%C3%B5es&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Comunicações</a><br>16.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Vasp&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Vasp</a><br>17.&nbsp;<a href="http://pt...wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Fundo_de_Participa%C3%A7%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Fundo de Participação</a><br>18.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_BB&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do BB</a><br><br><a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Governo_Itamar_Franco&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Governo Itamar Franco&nbsp;</strong></a><strong>(&nbsp;</strong><a href="http://pt..wikipedia.org/wiki/1992" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>1992</strong></a><strong>&#8211;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1995" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;1995</strong></a><strong>)</strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Centro_Federal_de_Intelig%C3%AAncia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro Federal de Inteligência&nbsp;</a>(Criação da&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/w/index.php?title=CFI&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CFI</a>&nbsp;para combater corrupção em todas as esferas do governo)&nbsp;<br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Edmundo_Pinto&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Edmundo Pinto</a><br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_DNOCS&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do DNOCS</a>&nbsp;(Departamento Nacional de Obras contra a Seca) (ou caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_Oliveira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Inocêncio Oliveira&nbsp;</a>)&nbsp;<br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index...php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_IBF&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da IBF</a>&nbsp;(<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ind%C3%BAstria_Brasileira_de_Formul%C3%A1rios&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Indústria Brasileira de Formulários</a>)&nbsp;<br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_INAMPS&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do INAMPS&nbsp;</a>(&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Instituto_Nacional_de_Assist%C3%AAncia_Previd%C3%AAncia_Social&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Nacional de Assistência Previdência Social</a>)&nbsp;<br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Programa_Nacional_de_Desestatiza%C3%A7%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização</a><br>7.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nilo_Coelho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Nilo Coelho</a><br>8.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliseu_Resende" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Eliseu Resende</a><br>9.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Queiroz_Galv%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Queiroz Galvão</a>&nbsp;(em Pernambuco)&nbsp;<br>10.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Telemig&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Telemig&nbsp;</a>(Minas Gerais)&nbsp;<br>11.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_do_Bicho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jogo do Bicho</a>&nbsp;(ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castor_de_Andrade" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Castor de Andrade</a>) (no Rio de Janeiro)&nbsp;<br>12.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ney_Maranh%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Ney Maranhão</a><br>13.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Paubrasil&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Paubrasil&nbsp;</a>(Paubrasil Engenharia e Montagens)&nbsp;<br>14.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Roberto_Requi%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Roberto Requião</a><br>15.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Cruz_Vermelha_Brasileira&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira</a><br>16.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Jos%C3%A9_Carlos_da_Rocha_Lima&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso José Carlos da Rocha Lima</a><br>17.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Colac&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Colac</a>&nbsp;(no Rio Grande do Sul)&nbsp;<br>18.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Funda%C3%A7%C3%A3o_Padre_Francisco_de_Assis_Castro_Monteiro&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro</a>&nbsp;(em Ibicuitinga, Ceará)&nbsp;<br>19.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Ant%C3%B4nio_Carlos_Magalh%C3%A3es&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães</a>&nbsp;(Bahia)&nbsp;<br>20.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Jaime_Campos&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Jaime Campos</a>&nbsp;(Mato Grosso)&nbsp;<br>21.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Roberto_Requi%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Roberto Requião</a>&nbsp;(Paraná)&nbsp;<br>22.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Ottomar_Pinto&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Ottomar Pinto</a>&nbsp;(em Roraima)&nbsp;<br>23.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Sudene_de_Pernambuco&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Sudene de Pernambuco</a><br>24.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Prefeitura_de_Natal&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Prefeitura de Natal</a>&nbsp;(no Rio Grande do Norte)&nbsp;<br>25.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_do_Detran&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Detran</a>&nbsp;( em Santa Catarina )&nbsp;<br>26.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Caso_Restaurante_Gulliver&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Restaurante Gulliver&nbsp;</a>(tentativa do governador&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/Ronaldo_Cunha_Lima" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ronaldo Cunha Lima</a>&nbsp;matar o governador antecessor&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/Tarc%C3%ADsio_Burity" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tarcísio Burity</a>, por causa das denúncias de Irregularidades na<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudene" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sudene</a>&nbsp;de Paraíba)&nbsp;<br>27.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_do_P%C3%B3&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Pó</a>&nbsp;(em Paraíba)&nbsp;<br>28.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Estacom&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Estacom&nbsp;</a>(em Tocantins)&nbsp;<br>29.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Or%C3%A7amento_da_Uni%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Orçamento da União</a>&nbsp;(ou&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_an%C3%B5es_do_or%C3%A7amento&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Anões do Orçamento</a>&nbsp;ou&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CPI_do_Or%C3%A7amento" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Orçamento</a>)&nbsp;<br>30.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Compra_e_Venda_dos_Mandatos_dos_Deputados_do_PSD&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD</a><br>31.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubens_Ricupero" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Ricupero</a>&nbsp;(também conhecido como &#8216;Escândalo das Parabólicas&#8217;).&nbsp;<br><strong><br>Governo&nbsp;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Fernando Henrique</strong></a><strong>&nbsp;(</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1995" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>1995</strong></a><strong>&#8211;</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2003" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;2003</strong></a><strong>)</strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sivam" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Sivam</a><br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Pasta_Rosa&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Pasta Rosa</a><br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_CONAN&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da CONAN</a><br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_Paulo_Maluf&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Paulo Maluf</a><br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BNDES" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do BNDES</a>&nbsp;(verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas)&nbsp;<br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Telebr%C3%A1s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Telebrás</a><br>7.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PC_Farias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso PC Farias</a><br>8.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Compra_de_Votos_Para_Emenda_da_Reelei%C3%A7%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Compra de Votos Para Emenda DA Reeleição</a><br>9.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Venda_da_Companhia_Vale_do_Rio_Doce_(CVRD)&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)</a><br>10.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Previd%C3%AAncia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Previdência</a><br>11.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_do_PT&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração do PT</a>&nbsp;(primeira denúncia contra o&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_dos_Trabalhadores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Partido dos Trabalhadores</a>&nbsp;desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Paulo_de_Tarso_Venceslau&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Paulo de Tarso Venceslau</a>)&nbsp;<br>12.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Precat%C3%B3rios&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Precatórios</a><br>13.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Banestado&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Banestado</a><br>14.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Encol" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Encol</a><br>15.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesbla" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Mesbla</a><br>16.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banespa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Banespa</a><br>17.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Desvaloriza%C3%A7%C3%A3o_do_Real&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Desvalorização do Real</a><br>18.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Fiscais_de_S%C3%A3o_Paulo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Fiscais de São Paulo</a>&nbsp;(ou&nbsp;<a href="http://pt..wikipedia.org/w/index.php?title=M%C3%A1fia_dos_Fiscais&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Máfia dos Fiscais</a>)&nbsp;<br>19.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mappin&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Mappin</a><br>20.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dossi%C3%AA_Cayman" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dossiê Cayman</a>&nbsp;(ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)&nbsp;<br>21.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index..php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Grampos_Contra_FHC_e_Aliados&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados</a><br>22.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Judici%C3%A1rio&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Judiciário</a><br>23.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Bancos&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Bancos</a><br>24.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_do_Narcotr%C3%A1fico&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Narcotráfico</a><br>25.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_do_Crime_Organizado&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Crime Organizado</a><br>26.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_de_Corrup%C3%A7%C3%A3o_dos_Ministros_no_Governo_FHC&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC</a><br>27.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Banda_Podre&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Banda Podre</a><br>28.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Medicamentos&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Medicamentos</a><br>29.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Quebra_do_Monop%C3%B3lio_do_Petr%C3%B3leo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quebra do Monopólio do Petróleo</a>&nbsp;(criação DA&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ANP" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ANP</a>)&nbsp;<br>30.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Transbrasil&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Transbrasil</a><br>31.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Pane_DDD_do_Sistema_Telef%C3%B4nico_Privatizado&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado</a>&nbsp;(o &#8216;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Calad%C3%A3o" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caladão</a>&#8216;)&nbsp;<br>32.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Desvios_de_Verbas_do_TRT-SP&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP</a>&nbsp;(Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_dos_Santos_Neto" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nicolau dos Santos Neto&nbsp;</a>, o &#8216;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lalau" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lalau</a>&#8216;)&nbsp;33.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_da_Roseana_Sarney&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração da Roseana Sarney</a>&nbsp;(Maranhão)&nbsp;<br>34.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Corrup%C3%A7%C3%A3o_na_Prefeitura_de_S%C3%A3o_Paulo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Corrupção na Prefeitura de São Paulo</a>&nbsp;(ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Celso_Pitta" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Celso Pitta</a>)&nbsp;<br>35.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudam" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Sudam</a><br>36.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudene" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Sudene</a><br>37.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Banpar%C3%A1&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Banpará</a><br>38.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Quebra_do_Sigilo_do_Painel_do_Senado&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado</a><br>39.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia...org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalos_no_Senado_em_2001&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalos no Senado em 2001</a><br>40.&nbsp;<a href="http://pt..wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Administra%C3%A7%C3%A3o_de_M%C3%A3o_Santa&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Administração de Mão Santa</a>&nbsp;(Piauí)&nbsp;<br>41.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Lunus&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Lunus</a>&nbsp;(ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roseana_Sarney" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Roseana Sarney</a>&nbsp;)&nbsp;<br>42.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Acidentes_Ambientais_da_Petrobr%C3%A1s&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Acidentes Ambientais da Petrobrás</a><br>43.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index..php?title=Abuso_de_Medidas_Provis%C3%B3rias_(5.491)&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abuso de Medidas Provisórias (5.491)</a><br>44.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Abafamento_das_CPIs_no_Governo_do_FHC&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC</a><br><strong>e agora&#8230;<br>Governo Luis Inácio Lula da Silva (2004-2010)<em>.</em></strong><br>1.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pinheiro_Landim&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Pinheiro Landim</a><br>2.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Celso_Daniel" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Celso Daniel</a><br>3.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Toninho_do_PT" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Toninho do PT</a><br>4.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Grampos_Contra_Pol%C3%ADticos_da_Bahia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia</a><br>5.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Proprinoduto&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Proprinoduto&nbsp;</a>(também conhecido como Caso&nbsp;<a href="http://pt..wikipedia..org/w/index.php?title=Rodrigo_Silveirinha&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rodrigo Silveirinha&nbsp;</a>)&nbsp;<br>6.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CPI_do_Banestado" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Banestado</a><br>7.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Suposta_Liga%C3%A7%C3%A3o_do_PT_com_o_MST&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST</a><br>8.&nbsp;<a href="http://pt..wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Suposta_Liga%C3%A7%C3%A3o_do_PT_com_a_FARC&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC</a><br>9.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Privatiza%C3%A7%C3%A3o_das_Estatais_no_Primeiro_Ano_do_Governo_Lula&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula</a><br>10.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Gastos_P%C3%BAblicos_dos_Ministros&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros</a><br>11.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/Fome_Zero" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irregularidades do Fome Zero</a><br>12.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_DNIT&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do DNIT</a>&nbsp;(envolvendo os ministros&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Anderson_Adauto&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anderson Adauto</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index..php?title=S%C3%A9rgio_Pimentel&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sérgio Pimentel</a>)&nbsp;<br>13.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Minist%C3%A9rio_do_Trabalho&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Ministério do Trabalho</a><br>14.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Licita%C3%A7%C3%A3o_Para_a_Compra_de_G%C3%AAneros_B%C3%A1sicos&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos</a><br>15.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnelo_Queiroz" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Agnelo Queiroz</a>&nbsp;(O ministro recebeu diárias do&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/COB" target="_blank" rel="noreferrer noopener">COB</a>&nbsp;para os&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Panamericanos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jogos Panamericanos</a>)&nbsp;<br>16.&nbsp;<a href="http://pt...wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Minist%C3%A9rio_dos_Esportes&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Ministério dos Esportes</a>&nbsp;(Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)&nbsp;<br>17.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Opera%C3%A7%C3%A3o_Anaconda&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Anaconda</a><br>18.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_dos_Gafanhotos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Gafanhotos</a>&nbsp;(ou Máfia dos Gafanhotos)&nbsp;<br>19.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Eduardo_Dutra" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso José Eduardo Dutra</a><br>20.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Frangos&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Frangos&nbsp;</a>(em Roraima)&nbsp;<br>21.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=V%C3%A1rias_Aberturas_de_Licita%C3%A7%C3%B5es_da_Presid%C3%AAncia_da_Rep%C3%BAblica_Para_a_Compra_de_Artigos_de_Luxo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo</a><br>22.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Norospar&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Norospar</a>&nbsp;(Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)&nbsp;<br>23.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Expuls%C3%A3o_dos_Pol%C3%ADticos_do_PT&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Expulsão dos Políticos do PT</a><br>24.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_dos_bingos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Bingos</a>&nbsp;(Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldomiro_Diniz" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Waldomiro Diniz</a>)&nbsp;<br>25.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia...org/wiki/Lei_de_Responsabilidade_Fiscal" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei de Responsabilidade Fiscal&nbsp;</a>(Recuos do governo federal da&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/LRF" target="_blank" rel="noreferrer noopener">LRF</a>)&nbsp;<br>26.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_ONG_%C3%81gora&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da ONG Ágora</a><br>27.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Corpos&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Corpos&nbsp;</a>(Licitação do Governo Federal para a compra de 750&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Copo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">copos</a>&nbsp;de&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristal" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cristal</a>&nbsp;para&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vinho</a>,&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Champagne" target="_blank" rel="noreferrer noopener">champagne</a>,&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Licor" target="_blank" rel="noreferrer noopener">licor</a>&nbsp;e<a href="http://pt..wikipedia.org/wiki/Whisky" target="_blank" rel="noreferrer noopener">whisky</a>)&nbsp;<br>28.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Meirelles" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Henrique Meirelles</a><br>29.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Luiz_Augusto_Candiota&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Luiz Augusto Candiota&nbsp;</a>(Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)&nbsp;<br>30.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=C%C3%A1ssio_Caseb&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Cássio Caseb</a><br>31.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Kroll&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Kroll</a><br>32.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia...org/w/index.php?title=Conselho_Federal_de_Jornalismo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Federal de Jornalismo</a><br>33.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Vampiros&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Vampiros</a><br>34.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_das_Fotos_de_Herzog&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Fotos de Herzog</a><br>35.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Uso_dos_Ministros_dos_Assessores_em_Campanha_Eleitoral_de_2004&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004</a><br>36.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index...php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_PTB&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do PTB</a>&nbsp;(Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)&nbsp;<br>37.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ant%C3%B4nio_Celso_Cipriani&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Antônio Celso Cipriani</a><br>38.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Bolsa-Escola&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irregularidades na Bolsa-Escola</a><br>39.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Flamarion_Portela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Flamarion Portela</a><br>40.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Bolsa-Fam%C3%ADlia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irregularidades na Bolsa-Família</a><br>41.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_de_Cart%C3%B5es_de_Cr%C3%A9dito_Corporativos_da_Presid%C3%AAncia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência</a><br>42.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Irregularidades_do_Programa_Restaurante_Popular&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Irregularidades do Programa Restaurante Popular</a>&nbsp;(Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)&nbsp;<br>43.&nbsp;<a href="http://pt..wikipedia.org/w/index.php?title=Abuso_de_Medidas_Provis%C3%B3rias_no_Governo_Lula_entre_2003_e_2004&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004</a>&nbsp;(mais de 300)&nbsp;<br>44.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Correios&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Correios&nbsp;</a>(Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maur%C3%ADcio_Marinho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Maurício Marinho</a>)&nbsp;<br>45.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_IRB&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do IRB</a><br>46.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Novadata&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Novadata</a><br>47.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Itaipu" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Usina de Itaipu</a><br>48.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index..php?title=Funas&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Furnas</a><br>49.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_Mensal%C3%A3o" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Mensalão</a>&nbsp;(Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mensal%C3%A3o" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mensalão</a>)&nbsp;<br>50.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Le%C3%A3o_%26_Le%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Leão &amp; Leão</a>&nbsp;(República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Le%C3%A3o_%26_Le%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leão &amp; Leão</a>)&nbsp;<br>51.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Secom&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Secom</a><br>52.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esquema_de_Corrup%C3%A7%C3%A3o_no_Diret%C3%B3rio_Nacional_do_PT&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT</a><br>53.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_Telecom" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Brasil Telecom</a>&nbsp;(também conhecido como&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Portugal_Telecom&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Portugal Telecom</a>&nbsp;ou&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_It%C3%A1lia_Telecom&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Itália Telecom</a>)&nbsp;<br>54.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPEM&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da CPEM</a><br>55.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebrae" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da SEBRAE</a>&nbsp;(ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Okamotto" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Paulo Okamotto</a>)&nbsp;<br>56.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Caso_Marka/FonteCindam&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Marka/FonteCindam</a><br>57.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_D%C3%B3lares_na_Cueca&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Dólares na Cueca</a><br>58.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/Banco_Santos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Banco Santos</a><br>59.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_Daniel_Dantas_-_Grupo_Opportunity&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo Daniel Dantas &#8211; Grupo Opportunity</a>&nbsp;(ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Dantas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Daniel Dantas</a>)&nbsp;<br>60.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Interbrazil&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Interbrazil</a><br>61.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Toninho_da_Barcelona&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso Toninho da Barcelona</a><br>62.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_da_Gamecorp-Telemar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Gamecorp-Telemar</a>&nbsp;(ou Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lulinha" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lulinha</a>)&nbsp;<br>63.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Caso_dos_D%C3%B3lares_de_Cuba&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Caso dos Dólares de Cuba</a><br>64.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Doa%C3%A7%C3%A3o_de_Roupas_da_Lu_Alckmin&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Doação de Roupas da Lu Alckmin</a><br>65.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Doa%C3%A7%C3%A3o_de_Terninhos_da_Mar%C3%ADsia_da_Silva&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Doação de Terninhos de Marísa da Silva</a><br>66.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_da_Nossa_Caixa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Nossa Caixa</a><br>67.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_da_quebra_do_sigilo_banc%C3%A1rio_do_caseiro_Francenildo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo&nbsp;</a>(Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia..org/wiki/Francenildo_Santos_Costa" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francenildo Santos Costa</a>)&nbsp;<br>68.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_das_Cartilhas_do_PT&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Cartilhas do PT</a><br>69.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_BMG" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Banco BMG</a>&nbsp;(Empréstimos para aposentados)&nbsp;<br>70.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Proer" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Proer</a><br>71.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_dos_fundos_de_pens%C3%A3o_(mensal%C3%A3o)" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Fundos de Pensão</a><br>72.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Grampos_na_Abin&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Grampos na Abin</a><br>73.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Foro_de_S%C3%A3o_Paulo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Foro de São Paulo</a><br>74.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_do_Plano_Safra_Legal" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esquema do Plano Safra Legal</a>&nbsp;(Máfia dos Cupins)&nbsp;<br>75.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mensalinho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Mensalinho</a><br>76.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_das_Vendas_de_Madeira_da_Amaz%C3%B4nia&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia</a>&nbsp;(ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).&nbsp;<br>77.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=69_CPIs_Abafadas_pelo_Geraldo_Alckmin&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin</a>&nbsp;( em São Paulo )&nbsp;<br>78.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_de_Corrup%C3%A7%C3%A3o_dos_Ministros_no_Governo_Lula&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula</a><br>79.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Varig" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Crise da Varig</a><br>80.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_das_Sanguessugas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Sanguessugas</a>&nbsp;(Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Opera%C3%A7%C3%A3o_Sanguessuga&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Sanguessuga</a>e&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_das_Ambul%C3%A2ncias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo das Ambulâncias</a>)&nbsp;<br>81.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Gastos_de_Combust%C3%ADveis_dos_Deputados&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados</a><br>82.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_da_Imigra%C3%A7%C3%A3o_Ilegal&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI da Imigração Ilegal</a><br>83.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CPI_do_Tr%C3%A1fico_de_Armas&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Tráfico de Armas</a><br>84.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Suposta_Liga%C3%A7%C3%A3o_do_PT_com_o_PCC&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC</a><br>85.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_da_Suposta_Liga%C3%A7%C3%A3o_do_PT_com_o_MLST&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST</a><br>86.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Confraria" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Confraria</a><br>87.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Domin%C3%B3" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Dominó</a><br>88.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Sa%C3%BAva" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Saúva</a><br>89.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_do_Vazamento_de_Informa%C3%A7%C3%B5es_da_Opera%C3%A7%C3%A3o_M%C3%A3o-de-Obra&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra</a><br>90.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Funcion%C3%A1rios_Federais_Empregados_que_n%C3%A3o_Trabalhavam&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam</a><br>91.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mensalinho_nas_Prefeituras_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo</a><br>92.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia...org/w/index.php?title=Esc%C3%A2ndalo_dos_Grampos_no_TSE&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo dos Grampos no TSE</a><br>93.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_Dossi%C3%AA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo do Dossiê</a>&nbsp;(Sexta grave crise política do governo Lula)&nbsp;<br>94.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=ONG_Unitrabalho_filtered&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONG Unitrabalho</a><br>95.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Renascer_em_Cristo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Escândalo da Renascer em Cristo</a><br>96.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CPI_das_ONGs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI das ONGs</a><br>97.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Opera%C3%A7%C3%A3o_Testamento&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Testamento</a><br>98.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CPI_do_Apag%C3%A3o_A%C3%A9reo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CPI do Apagão Aéreo</a>&nbsp;(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_dos_Deputados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Câmara dos Deputados</a>)&nbsp;<br>99.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Opera%C3%A7%C3%A3o_Hurricane&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Hurricane&nbsp;</a>(também conhecida&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Opera%C3%A7%C3%A3o_Furac%C3%A3o&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Furacão&nbsp;</a>)&nbsp;<br>100.&nbsp;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Navalha" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Navalha</a><br>101.&nbsp;<a href="http://pt..wikipedia.org/w/index.php?title=Opera%C3%A7%C3%A3o_Xeque-Mate&amp;action=edit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Operação Xeque-Mate</a><br>102.&nbsp;Escândalo da Venda da Varig</p>
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		<title>Fatos Históricos 1</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rio Ipiranga é um afluente do Rio Tamanduateí, e ensejou aos primeiros paulistanos a preferência de escolha do nome de uma vastidão de terra situada a sudoeste de São Paulo. Dista, aproximadamente, 4 quilômetros do centro, até o início de sua área onde se limita com o Bairro do Cambucí.O regionalismo político assim define [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Rio Ipiranga é um afluente do Rio Tamanduateí, e ensejou aos primeiros paulistanos a preferência de escolha do nome de uma vastidão de terra situada a sudoeste de São Paulo. Dista, aproximadamente, 4 quilômetros do centro, até o início de sua área onde se limita com o Bairro do Cambucí.<br>O regionalismo político assim define sua posição geográfica: ao Norte, tem como limite às administrações regionais da Sé e Mooca, e ao Sul, São Bernardo. O município de São Caetano é seu limite ao Leste, e o Bairro Vila Mariana o do Oeste.<br>Além dos Rios Tamanduateí e Ipiranga, a região do Ipiranga dispõe de inúmeros córregos, citando-se o Cacaréco, Jaboticabal, Moinho Velho e Capão do Reino. Os referidos córregos estão atualmente parcialmente canalizados, mas correm a céu aberto nos fundos de quintais e terrenos baldios.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome Ypiranga, dado ao riacho que se tornou célebre e passou a ser chamado de rio após D. Pedro proclamar a independência do Brasil, deriva-se do dialeto tupi-guarani (dos índios Guaianazes).<br>O significado desta palavra tem suscitado controvérsias, desde quando Martius, em seu tratado clássico sobre termos e denominações brasílicas, afirma que Ypiranga&#8221; significa Água Roxa&#8221;, tradução adotada por Azevedo Marques. Porém, o tupinólogo João Mendes, abordando o aspecto fonológico, aclarou esse engano de interpretação de muitos nomes e textos deixados por jesuítas e silvícolas.<br>“&#8230; afluente do rio Tamanduatei, pela margem esquerda do município de São Paulo. Célebre por ter sido nas suas margens que o Príncipe Regente D. Pedro, depois Imperador do Brasil, ergueu o grito da Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822.<br>Y &#8211; relativo<br>PI &#8211; centro, fundo.<br>RÁ &#8211; desigual, não nivelado.<br>A &#8211; empinar, com o sufixo NGA (breve) para formar o supino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada tem, portanto, estes ribeirões e córregos com &#8220;água vermelha&#8221; ou &#8220;rio vermelho&#8221;. O indígena não teria cometido este senso.”<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comemora-se o aniversário do Bairro Ipiranga aos 27 dias do mês de setembro, e a sua criação ocorreu em 1584, data em que aparece a primeira citação do &#8220;Ireirepiranga&#8221; nas Atas da Vila de São Paulo.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região do Ipiranga, os portugueses só haviam assimilado o linguajar dos indios guaianazes, primeiros habitantes do lugar, e pronunciavam o nome quase sempre associado ao rio, que levava ao litoral, de diversas maneiras: Ipiranga, Piranga, Hiporanga, Ibipiranga, Opiranga, e Ireiripiranga.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Caminho do Mar, denominação estabelecida pelos brancos, era uma antiga estrada que ligava São Paulo a Santos e São Vicente, passando por outros municípios, já palmilhada pelos índios quando aqui aportaram os primeiros europeus. Havia muitos atalhos até o alto da Serra, originados pelo uso constante de diversas tribos acampadas nos arredores de Piratininga e cercanias, mas um único caminho que descia a encosta continuando depois em terreno plano, até atingir São Vicente e posteriormente Santos. Os nativos caminhavam a pé ou se serviam de canoas, pois não havia cavalos na América e no século XVI com o uso continuado por tropeiros e viajantes, que se dirigiam à baixada santista pelo caminho mais próximo, formou-se o Caminho do Mar, então já uma estrada inicialmente partindo das proximidades do local onde seria proclamada a Independência.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Caminho do Mar, foi uma estrada que durante vários séculos, foi a única que serviu aos viajantes que demandavam as praias, saindo de São Paulo ou aos que atingiam o Porto de Santos por via marítima com destino à esta Capital.<br>Até fins do século XIX, o Ipiranga foi considerado apenas uma paragem porque, por essas terras passavam tropeiros e viajantes que ali pousavam para prosseguir viagem no dia seguinte, dirigindo-se à cidade dos Andradas ou à pacata vila dos Bandeirantes.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda metade do século XVI, a região do Ipiranga era citada como lugar de muitas chácaras e fazendolas, havendo pousos para viajantes, mas poucos moradores. O do Moinho Velho Bairro mais antigo do Ipiranga, e do &#8220;Ciclo do Tropeiro&#8221;, no parque da Independência, são os pousos primitivos, de acordo com anotações históricas.<br>___________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Caminho do Mar, também chamado de &#8220;Estrada do Mar&#8221; passou por transformações no correr dos anos, recebendo ao tempo do Governador Bernardo José de Lorena melhores atenções, com um traçado que aproveitava sendas e atalhos mais antigos perdidos nas selvas do alto da Serra. O autor deste traçado foi o arquiteto Benedito Lima de Toledo, transformando-se o projeto numa estrada de nove quilômetros de extensão e cento e oitenta curvas, calçadas com Lages numa largura de três metros. Para comemorar o feitos, realizado na época que governava o reino D. Maria I, foi erguido no local um marco evocativo.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito antes em 1813, o viajante Gustavo Royer assim analisou o &#8220;Caminho do Mar&#8221;: É um caminho seguro, em sig-zagues de ângulos curtos, protegidos por parapeitos, ladrilhados até a altitude de 700 metros, levando a subida cerca de 2 horas. Quatro a cinco caminhos pareciam em muitos lugares correrem acima de nossas cabeças, e davam novos ensejos de admiração por uma obra para cuja conclusão foi necessário vencer tantos obstáculos naturais e aplicar milhões de cruzados.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gavião Peixoto em 1837 autorizou novas obras permitindo a passagem de carros com o eixo móvel, removendo alguns obstáculos remanescentes dos melhoramentos efetuados em 1831. Oito anos depois, o &#8220;novo caminho&#8221; era percorrido por diligências e bangüês, e no ano seguinte ou seja, em 1846, D. Pedro II e dona Tereza Cristina dirigiam-se a São Paulo, via Santos, percorrendo-o com mais &#8220;rapidez e conforto&#8221;.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1860, a viagem São Paulo a Santos, pelo Caminho do Mar, já podia ser feita em seis horas, denominando-se o trecho do planalto de Estrada do Vergueiro, em homenagem a José Vergueiro que empreendera novas obras visando à melhoria e dando-lhe condições de estrada de rodagem.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a inauguração da Estrada de Ferro Santos e Jundiaí, devido ao conforto e a rapidez dos trens, o velho Caminho do Mar, aos poucos, foi sendo relegado ao abandono que perdurou até a inauguração da Via Anchieta, obra gigantesca para a época, levando-se em conta as condições tecnológicas que possuíamos naquele tempo.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A via Anchieta, estrada que liga os municípios de São Paulo a Santos, passando por São Bernardo e outras cidades menores, já foi a estrada mais movimentada de todo o país, antes da inauguração da Via dos Imigrantes. Inaugurada na década de cinqüenta, era considerada uma das mais perfeitas do mundo, projetada para substituir o obsoleto Caminho do Mar, traçada na época do Império (1842), e que naquele tempo denominava-se &#8220;Estrada da Maioridade&#8221;, em homenagem a D. Pedro II, substituindo-se por sua vez a &#8220;Calçada de Lorena&#8221;, inaugurada em 1792. Até o quilometro 13, na divisa com Rudge Ramos (Município de São Bernardo do Campo), está situada no bairro Ipiranga.<br>__________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A via Anchieta, até a divisa de São Bernardo do Campo, reúne a maior concentração de industrias e bancos da região do Ipiranga. O Parque industrial da &#8220;antiga paragem tão distante&#8221;, depois que a estrada foi inaugurada, tornou mais fácil e menos dispendioso o escoamento de produtos industrializados remetidos no porto de Santos, desenvolveu-se mais rapidamente e ensejou o surgimento ininterrupto de fábricas ao longo do antigo Caminho do Mar. Importantes firmas estão ali localizadas, do marco divisório, quer seja na parte industrial ou comercial.<br>___________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1570, embora não existam documentos que comprovem estas anotações, supõe-se que já haviam sítios e fazendolas localizados em terras da região do Ipiranga, onde seus proprietários, quase todos, passavam a maior parte do tempo cuidando dos afazeres, que são inúmeros.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gêneros de primeira necessidade eram escassos na região do Ipiranga nos seus prim[ordios e a situação precária em que se encontravam os oriundos, obrigava-os a se desdobrarem para o seu sustento.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os oriundos da região do Ipiranga, considerados os mais abastados, possuíam casa nas proximidades do Pátio do Colégio, e talvez fizessem parte do primeiro governo paulista constituído em 1556.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">No século XVI, os pioneiros, por inexistirem bons caminhos que os levassem a cidade e talvez porque ainda havia índios hostís que poderiam surpreende-los de tocaias, os que possuíam terras na região do Ipiranga e outras paragens consideradas longínquas, só se dirigiam à vila quando se fazia necessário.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por volta de 1570, os padres da Ordem Terceira do Carmo surgem como possuidores de terras na região do Ipiranga, doadas por Braz Cubas, que e desejavam trocá-las por outras que estivessem situadas em local mais próximo da &#8220;cidade&#8221;, para construir uma igreja. Esses missionários alegavam que “a longínqua paragem (Ipiranga) era improdutiva e reconhecidamente ruim para plantações. Em 1592 esses padres conseguiram erguer uma igreja à Rua do Carmo, fundada pelo frei Antonio de São Paulo. O Convento da Ordem Terceira do Carmo, na esquina com Avenida Rangel Pestana, é um dos mais antigos de São Paulo”.<br>___________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Domingos Luiz, alcunhado de &#8220;Carvoeiro&#8221;, segundo um historiador de nome Nuno, diz que era natural de Carvoeira, povoação do conselho de Torres Vedras, em Portugal. A capela que ele e sua esposa Ana Camacho, haviam construído em 1579, estaria situada na região do Ipiranga. Silva Leme, outro historiador, o dá como: &#8220;natural de Marinhota, freguesia de Santa Maria da Carvoeira&#8221;. Já o historiador Gentil de Moura adverte que, Domingos Luiz, o Carvoeiro, teve sua fazenda no rio Ireiripiranga, (Ipiranga) afluente do rio M&#8217;Boi, e nada tem com o conhecido bairro da Independência&#8221;.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os portugueses que ainda não haviam assimilado o linguajar dos Guaianazes, pronunciavam a palavra Ipiranga de diversas maneiras: Piranga, Hiporanga, Ibipiranga, Opiranga e Ireiripiranga).<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Henrique Raffard visitou São Paulo, em 1879, declarou que tinham sido localizados, dois anos antes, 88 colonos libertados da tutela oficial, entre Lava-pés e o Ipiranga. Disse ainda, também haver ali um depósito de pólvora, a morada dos guardas e o resto de um muro do tempo dos jesuítas. Esses &#8220;restos&#8221; estavam &#8220;a cento e tantos metros dos lotes coloniais&#8221;, e poderiam ter pertencido a capela construída pelo Carvoeiro<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capela de Nossa Senhora da Luz do Ipiranga (era assim que a chamavam) foi transferida quatro anos depois para a Avenida Tiradentes (antigo Guarépe), com o nome de Nossa Senhora da Luz, onde se acha até hoje, resistindo à ação do tempo após ter sido remodelada algumas vêzes.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jorge Moreira surge como um dos mais antigos moradores do Ipiranga, supondo-se que teria residido nesse bairro (na época uma região distante) em 1579, onde possuíra terras (sesmarias) com plantação e criação de gado. O nome de Jorge Moreira está assinalado em quase todas as Atas da Câmara da Vila de São Paulo, até fins do século XVI. Foi almotacel em 1575, juiz ordinário em 1573, 1575, 1591 e 1597. Vereador em 1562, 1580, 1582, 1584, 1585, 1586, 1587, 1589, 1590 e 1599. em 1580, foi maposteiro dos cativos e, em 1575, capitão da vila. Antes da Casa do conselho, em sua moradia, foram realizadas muitas sessões, e mesmo após quando havia necessidade de reformas. Em 1581, foi citado para mandar &#8220;três machos para fazer o caminho do Ibirapuera, e novamente incluído na lista de 1584, dos que deveriam faze-lo. Em 1593, quando ficou decidido abrir&#8221; um novo caminho, mais direito do que o primeiro, depois de Pascoela, é pelas terras de Jorge Moreira que se deve passar &#8220;.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antonio Proença é mencionado nos relatos antigos como sendo habitante pioneiro do primeiro núcleo de moradores do Ipiranga. Era um fugitivo português, que sequestrara uma freira, praticando portanto duas faltas graves; contra Deus e a Coroa. Foi um dos protegidos de Braz Cubas, fazendo carreira nos postos de meirinho, vereador, capitão de cavalaria e estradas, juiz dos índios, ouvidor e capitão da vila de São Paulo. Casou-se com Maria Castanho e foi pai de apenas um filho, de nome Francisco de Proença, e quatro filhas que deram início às gerações dos Lara, Almeida, Tacques, Toledo e Morais. Faleceu em 1605.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Nunes é outro que aparece como primitivo povoador do Ipiranga, onde possuiu uma fazendola e chegou a ter 90 cabeças de gado. Era fraco por mulheres e, por isso, apontado como pai de inúmeras crianças bastardas, filhos de índias seduzidas por ele. Incorporou-se à bandeira de Nicolau Barreto, e após sua partida, em 1602, jamais soube-se notícias suas.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">No &#8220;Arraial do Curral Grande&#8221;, entre Ipiranga e Ibirapuera, em 1598 residia João Fernandes, conforme anotações do Registro Geral.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O povoador Francisco Brito, teve uma filha casada com um membro da família Pires, falecendo em 1616.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Belchior da costa, que atingiu os postos de tabelião, almocatel e escrivão da Câmara, fixara-se no Ipiranga, assim como Bartholomeu Fernandes, que declarou ser morador dessa paragem ao comparecer perante a Câmara para audiência, e Antonio de Marins, personagem literária da época de seiscentista.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jsepe Ortiz de Camargo, o &#8220;Sevilhano&#8221;, figura legendária dos primórdios de Piratininga, casou-se com Leonor Domingues, filha do Carvoeiro, que lhe deu 8 filhos. Ao primogênito, Fernão de Camargo, irascível e tempestuoso e por isso o apelido de &#8220;Tigre&#8221;, o destino reservara o triste episódio do assassinato de Pedro Tacques, cuja morte foi o estopim que deu início à uma tragédia que durou mais de uma geração, entre as famílias Pires e Camargo. Muitos anos depois, quando vários crimes haviam sido cometidos por membros de ambas famílias, todos motivados pela morte de um parente, nasceu uma criança, fruto da união entre dois representantes dos clãs litigantes. Esse menino, que recebeu na pia batismal o nome de Fernando Camargo Pires, fez com que ânimos se amainassem e os líderes assinarem um compromisso de paz. Fernão Dias, o bandeirante, e Jusepe Ortiz Camargo, o &#8220;Sevilhano&#8221;, selaram com suas assinaturas esse documento, que incluía também a obrigação de consertar o Caminho do Mar, encargo assumido e executado por todos os familiares.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família &#8220;Paternost&#8221; colaborou muito na formação do Bairro Ipirabnga e também da Paróquia local. Francisco Paternost, foi quem fez o loteamento do bairro, dando os nomes das ruas de rios da Europa, fazendo questão de deixar o espaço para a igreja e doando um lindo e grande vitral redondo que se encontra acima e na direção do altar da igreja.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Irmãos Ribeiro vieram para o bairro em 1948. Moravam na região Araraquarence que na época era puro sertão, não havia estrada, somente o trem chegava ao local. Eles apostaram na evolução do bairro e com muito sacrifício, pois na época não havia água, luz e esgoto e as ruas eram de terra, inauguraram o Cerealísta Santo António.Os quatro irmãos levantaram a Bandeira da esperança e prosperidade do bairro e toda a região vizinha, (ajudaram muito o povo e a comunidade da Igreja). O Padre Horta da Igreja Santuário S. V. de Paulo foi quem inaugurou o Cerealísta Sto. António. O Padre Adelino da mesma Igreja foi quem inaugurou o Supermercado Sto. António. Eles acreditaram no progresso do bairro, que depois de Cerealísta foi transformado por eles em um dos primeiros Supermercados da Cidade de São Paulo. Os tempos passaram e os irmãos com mais idade e cansados, acabaram vendendo, onde hoje é o atual Supermercado Joanin.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois ou três anos depois com a chegada da luz na Via Anchieta, na mesma direção do Cerealísta Santo Antonio, foi instalado um pequeno posto de gasolina. No posto havia somente uma bomba de gasolina e a Via Anchieta ainda era de terra.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família Fernandes, Tendo como profissões comerciantes e padeiros os seus membros, inauguraram em 1953 uma padaria, a cinquenta metros do Cerealísta Santo Antonio, na rua Riga, esquina com a rua do Chaco. A padaria levou o nome de Peninsular, e teve a benção do Padre Mourão, da Paróquia Santuário São Vicente de Paulo. Estiveram presente na inauguração á convite dos irmãos, familiares, amigos e alguns políticos da época. O pão benzido pelo Padre foi distribuído a todos que se encontravam no local. Os Irmãos se desempenharam para entregar o pão a toda comunidade, pois ainda era época em que muitos faziam o pão em sua própria casa, havia pequenos bares e armazéns, porém em muitos não havia o pão para favorecer as pessoas. A padaria chegava a desmanchar em média 20 (vinte) sacos de farinha por dia. Nas épocas de chuvas colocavam o cesto na cabeça, para atravessar alguns córregos, pois as enxurradas levavam embora as pequenas pontes de madeira e nunca deixaram faltar o pão tão desejado e querido por todos. Sempre favoreceram a comunidade com seus preços baixos e ainda com cadernetas &#8220;de fiado&#8221; aos menos favorecidos. Hoje, no local, não há mais a Padaria. O pequeno prédio foi dividido e locado a vários comerciantes.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1961, o Sr. Rubens Dal Bem Inaugurou o Depósito de Materiais de Construção na Via Anchieta, próximo a esquina do Cerealísta Santo António, fazendo as entregas em carroça. O terreno era alugado, depois de algum tempo comprou um terreno na rua do Chaco, ao lado do depósito já funcionando. Na época sofreram para entregar os materiais, quando chovia a situação era precária dificultando as entregas, tanto se fosse de Carroça ou de caminhão, pois acabava encalhando. Construiu sua nova sede e permaneceu no local por muitos anos, mudando posteriormente para a rua Riga, na mesma proximidade da Via Anchieta, onde hoje é um lindo Buffet, pertencendo à sua família. Os Dal Bem também colaboraram com o progresso do bairro e imediações.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro grupo que residiu, possuiu sítios ou fazendas no Ipiranga, compunha-se de uns poucos que aqui chegaram em situações diversas e, como é obvio, devido à falta de escritos, anotações e também extravio de documentos, apenas algumas informações esparsas restam daqueles desbravadores pioneiros, e assim mesmo, em muitos casos, sem continuidade e a precisão necessária que possa esclarecer quem realmente foram alguns daqueles que prosseguiram com a obra de Anchieta, povoando regiões mais distantes e construindo as primeiras casas além do Pátio do Colégio. Foram tempos difíceis aqueles, exigindo vontade férrea e grande sacrifícios para os que desejavam permanecer na terra. O conforto inexistia, as camas eram de lenho duro ou igual às dos índios, e o calor do fogo servia de cobertor aos que dormiam em toscas cabanas de sapé, ou mesmo ao relento. Roupas e sapatos somente podiam ser adquiridos a peso de ouro, e assim mesmo só eram encontrados nos grandes centros. Quem quisesse comer tinha que caçar ou pescar, e quase sempre faltava pólvora para municiar as poucas armas existentes. Restava então, caçar com fisgas ou arpões no vau de rios e riachos, ou pegar animais à unha. Além de tudo, tinham que enfrentar índios bravios que eram hábeis atiradores de flechas. Mas havia outra alternativa para os mais pacientes: plantar uma roça e esperar meses para comer. A situação só fpoi melhor umm pouco pelos anos de 1585.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bairro do Sacomã ficou famoso por ficar no Caminho do Mar. O sobrenome dos irmãos Antoine, Henry e Ernest batizou o lugar. A família chegou em São Paulo, vinda de Marselha, na França em 1886. Nessa época, a cidade crescia e se desenvolvia a construção civil. Começava a construção do Museu do Ipiranga, com tijolos vindo de São Caetano do Sul. Como os irmãos Saccoman eram de uma família de tradicionais fabricantes de cerâmica, montaram no local a Cerâmica Saccoman Frères. A primeira fábrica foi instalada no bairro da Água Branca, mas a argila da região não era adequada. Mudaram-se definitivamente para o Sacomã, onde se formaram grandes lagos de pontos de retirada de matéria-prima. A chácara da família ficava do outro lado e era uma construção de dois andares com 4 metros cada um e varandas que mostravam peças de cerâmica em meio a um jardim francês.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1903, chegaram ao bairro do Sacomã os bondes elétricos e, anos depois, Rudge Ramos reconstruiu o Caminho do Mar, numa das primeiras grandes obras rodoviárias da região. Nasceram assim os pontos de pedágio com barreiras e arcos. O primeiro, que marcava o Caminho do Mar, ficava justamente na frente do portão da fábrica, onde quase se formava uma única construção. (Início da Via Anchieta e fim da rua Bom pastor). Logo depois disso, Antoine morreu e a família resolveu voltar para seu país de origem e vender a fábrica, que se transformou em Cerâmica Ipiranga. Mas todos já conheciam o local pelo nome, aportuguesado. Anos depois começou a construção da Rodovia Anchieta, que começava exatamente no ponto onde foi feito o primeiro arco, na frente da fábrica. A grande lagoa, da qual se retirava a argila, teve de ser aterrada em 1960, depois de<br>várias mortes por afogamento.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imigrantes pioneiros, atraídos pela quantidade de chácaras, sítios e pomares que podiam ser encontrados às dezenas na paragem do Ipiranga, ainda tão distante, deram à formação de troncos familiares que se perpetuam através dos anos.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">As profissões arroladas, no censo de 1776, não eram muitas se considerarmos que o recenseamento restringiu-se somente ao &#8220;centro velho&#8221; de São Paulo (cidade dos paulistas, regiões que se estendia até o Guaré (ou Guarépe) também conhecida por Piratininga.). Pois regiões como o Ipiranga e outros bairros existentes ao redor da pequena vila não foram considerados, por motivos compreensíveis. Mas as mulheres não trabalhavam fora, nesse tempo, e por isso não podiam ser arroladas como profissionais. Eis os números, o resultado do recenseamento: Mercadores: 26 &#8211; Vendeiros: 10 &#8211; Boticários: 3 &#8211; Caixeiros: 6 &#8211; Estudantes: 4 &#8211; Alfaiates: 13 &#8211; Carpinteiros: 11 &#8211; Sapateiros: 8 &#8211; Cabeleireiros: 5 &#8211; Ouriveis: 3 &#8211; Pintores: 3 &#8211; Pedreiros: 2 &#8211; Ferreiros: 2 &#8211; Mineiros: 2 &#8211; Cuteleiros: 2. Percebe-se que nem todas as profissões das mais exercidas na época, estavam catalogadas. Espalhados nas regiões longínquas, não censoriadas, devia haver muitos tropeiros, leiteiros, chacareiros, lenhadores, agricultores, sitiantes, e outros principalmente muitos ferreiros instalados à beira de estradas e caminhos, pois a condução existente era os cavalos e os veículos puxados por esses animais.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os caminhos eram de suma importância para os moradores de São Paulo, praticamente éram isolados no planalto. Em 1584, conforme consta em Ata da Câmara, pode ser observada a atenção que os responsáveis por esses trabalhos dedicavam a esse setor. No dia 23 de Maio desse mesmo ano, a requerimento do procurador, o &#8220;Conselho&#8221; decidiu mandar limpar os caminhos das paragens &#8220;Hipirangua (Caminho do Mar), Ponte Grande, Virapoeira, Pinheiros&#8221;, frisando que os moradores residentes &#8220;fora desse caminho serão obrigados a limpar os caminhos das pontes. Quando esses foram feitos,&#8221; o procurador do conselho requereu que se fizessem os caminhos e assinassem um homem de cada parte para aplicar os mais vizinhos a que se fizessem a assentarem que Jerônimo Rodrigues tivesse cuidado de aplicar e chamar a gente de Ubirapoeira / e Jeribatiba / Gaspar Fernandes os de Abrasava / e da parte de Piranga a Pedro Nunes / e da parte de Piqueri Gaspar Calaço &#8220;&#8221;.</p>
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			</item>
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		<title>Fatos Históricos 2</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trabalho de limpar ou conservar caminhos existentes na época, era tão importante que mesmo os assassinos, podiam livrar-se da forca se eles cuidassem. João Pires o &#8220;Gago&#8221; , assassinou um índio e foi condenado á morte. Para não sofrer a pena capital, ele mesmo fez uma promessa, de refazer a estrada de Cubatão a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de limpar ou conservar caminhos existentes na época, era tão importante que mesmo os assassinos, podiam livrar-se da forca se eles cuidassem. João Pires o &#8220;Gago&#8221; , assassinou um índio e foi condenado á morte. Para não sofrer a pena capital, ele mesmo fez uma promessa, de refazer a estrada de Cubatão a São Paulo. Com isso livrou-se do pelourinho.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas atas da Câmara estão registradas inúmeras citações referentes aos péssimos caminhos para regiões mais distantes, principalmente o Ipiranga que era passagem obrigatória para aqueles que se dirigiam a Santos e São Vicente e também para os que vinham de lá, ganhando maior importância quando se tratava da remessa de gêneros alimentícios tão necessários para a sobrevivência do povo paulistano, instalado no planalto e tão distante do porto.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os que demandavam Santos e São Vicente, partido do Ipiranga ou passando por seus caminhos, davam preferência o uso do caminho do Mar desde seu início, naquele tempo com suas raízes na confluência das ruas Bom Pastor e sorocabanos (acerca de 100 metros o pai da Marquesa de santos, o Visconde de Castro era proprietário de uma casa de campo, demolida nos anos quarenta.) ; Havia outra alternativa, que era o caminho onde hoje se situa a Avenida Nazaré, descendo por uma picada das redondezas da Avenida Dr. Gentil de Moura, até atingir o Sacomã. Para evitar a paludosa planície, nas seqüências das várzeas do Carmo, Glicério, a Câmara aprovou, em 1767, projeto que mandava abrir caminho para ligar a vila do Ipiranga passando pela &#8220;Chácara da Glória&#8221; e Lavapés, com princípio na igreja de São Gonsalo Garcia. O trajeto entre &#8220;Lavapés&#8221; e a parte final da rua da &#8220;independência&#8221; era praticamente intransitável para veículos, na estação das chuvas, e mesmo os pedestres e cavalheiros tinham que contorna-lo pela a encosta do &#8220;Morro da Pólvora&#8221;, (onde está instalado o Hospital Militar), entrando depois na estrada velha do Ipiranga (rua Ouvidor Portugal).<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1776, nas atas da Câmara, surge nova referência oficial determinando que se fizesse o caminho do &#8220;Piranga até o alto de São Gonçalo Garcia&#8221;. A intenção evidentemente era evitar a região pantanosa nas proximidades dos rios Ipiranga e tamanduateí, que até agora sofre os impactos das enchentes. Aqueles que se dirigiam ao Arraial do Curral Grande, além da vila Moraes e Taboão, e depois dali para Santo Amaro e São Bernardo, forçosamente teriam que passar pela estrada do Capitão Cursino, que anteriormente fora uma das &#8220;estradas de carro&#8221; por onde os tropeiros tocavam as boiadas. Essas estradas eram velhas passagens de rudes aventureiros que tentavam encontrar ouro, e quando não conseguiam, para compensar a jornada traziam &#8220;Bugres&#8221; ou &#8220;Guaianazes&#8221; para vender aos fazendeiros que os escravizavam.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrada do Curral pequeno, atual Avenida Nossa Senhora das Mercês, era assim chamada porque nela estava instalado um pequeno estábulo que se tornou conhecido por ser o único, naquelas redondesas, durantes muitos anos acrescida de outros com o correr do tempo, todos pequenos proprietários de gado e vacarias, instalados ao longo dessa passagem que ligava ao município de São Bernardo. Mas havia um caminho, talvez o mais antigo de todos quantos houveram, já percorrido pelos índios com suas rápidas canoas muitos séculos antes dos primeiros brancos pisarem &#8220;terras americanas&#8221;, o Rio Tamanduateí. Gabriel marques, em seu livro &#8220;Ruas de São Paulo&#8221;, conta que &#8220;ali havia um perfeito serviço de balsas, que tinham por tarefa ligar as margens do rio e proceder a todos os transportes fluviais, beneficiando o povo e o comércio.•&#8221;. No porto atracavam barcos, batelões e canoas, que portavam para o consumo do público mercadorias das roças ribeirinhas e , principalmente, material das olarias da fazenda dos padres, em São Bernardo.Continuando diz o escritor que &#8220;o Porto estava cheio de tropas com bruacas, portadora dos mais variados gêneros possíveis e ali também se viam compradores dos produtos da terra, escravos, sinhôs, moços e velhos, quituteiras, padres, sertanistas e os chamados&#8221; &#8220;brasileiros de Portugal&#8221;. Essa região, considerada importantíssima durante séculos por ser um escoadouro de gêneros alimentícios, com o correr dos anos, principalmente após a retificação do rio Tamanduateí, já que na década de 1920 começou a apresentar os primeiros sinais de progresso comercial, transformando-se posteriormente num dos maiores centros sul americanos de comércio de tecidos e armarinhos.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro os inúmeros viajantes que visitaram São Paulo, no século XIX, alguns escreveram suas impressões sobre o &#8220;Bairro do Ipiranga&#8221;, descrevendo as viagens até a longínqua paragem. Lomanco assim se expressou, em sua narrativa, quando dirigiu-se até o Museu em 1886. &#8221; O caminho que aí leva é também dos mais desagradáveis. Descendo a Rua da Glória e atravessando o bairro do Lavapés, um dos mais antigos e mal construídos da cidade, continua-se através de um péssimo caminho da roça, repleto de relevos e fossas. Logo mais, porém, uma linha de trens unirá o monumento a cidade e, provavelmente tornar-se-á o centro de um novo e elegante bairro&#8221;.<br>A linha por ele mencionada, só poderia ser a linha de bondes elétricos, que começou a funcionar em 1900. A Estrada de Ferro Santos e Jundiaí (ex-São Paulo Railway), já existente na época, atingia o Ipiranga somente ao Leste.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1888, foi o francês Henrique Raffard quem se manifestou, após ter visitado o Monumento do Ipiranga: &#8220;Fui ao Monumento do Ipiranga, tomando no Largo da sé o bonde (tramway) recentemente inaugurado que, saindo da cidade pela Rua da Glória, desce até o pequeno córrego do Lavapés para atingir o Cambuci, dali tive que seguir a pé, não estando ainda assentados os trilhos da linha, cuja secção pronta aproveitou-se da parte da futura avenida Ipiranga&#8221;. Essa avenida, à qual referia-se Raffard, era um projeto existente que não vingou, de cuja comissão era presidente o barão Ramalho (1889).<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8230; Ficou definitivamente resolvido que a linha direta da Avenida parte perpendicularmente do eixo do edifício do Ypiranga e segue com a mesma direção até o cruzamento das ruas Mooca e Piratininga, formando com esta um ângulo de 24º, 32 e deste ponto continua em linha reta a terminar na rua do Braz, em frente à igreja matriz, percorrendo em toda sua extensão o espaço de 3.501 m e 25&#8243;. Foi inevitável este ângulo, porque a reta cruzaria a linha férrea e terminaria muito além da igreja do Braz. A lei de 9 de abril de 1899 autorizou o governo provincial a fornecer 70 contos de réis à comissão do monumento para a abertura e preparo da rua da Glória, com a obrigação, porém de restituí-lo para o fundo do patrimônio da instituição que se criara para aproveitar o edifício do Ipiranga.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era intenção, na época, da &#8221; companhia de Ferro Carril do Ypiranga, construir uma linha de bondes para servir o bairro da Independência, cabendo ao engenheiro Luiz Pucci o levantamento da planta, partindo a estrada do eixo do Museu com dupla vantagem de prestar-se ao serviço de bondes e de já ser uma parte da futura Avenida no espaço compreendido entre o Córrego do Ypiranga e o entroncamento da estrada da Glória, contendo 1189 metros. Todavia, as dificuldades existentes, que eram o Morro da Pólvora (Vila Monumento) e os lamaçais da Rua da Independência, onde devia ser feito um aterro de três metros para serem os trilhos assentados, impediu essa construção, que foi realizada onze anos depois por outra companhia.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A região Ipiranguista, considerada uma paragem até fins do século XIX, durante os quatro primeiros séculos pouco ou quase nada progrediu porque seus escassos habitantes, em maioria composta de chacareiros, sitiantes, tropeiros e corroceiros, permaneceram apáticos, num estado de estagnação que perdurou até 1890, quando a Câmara Municipal de São Paulo loteou as inúmeras chácaras existentes, passando então, pelo menos oficialmente, a ser denominada de bairro.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 27 de dezembro de 1918, conforme Lei nº 1631, o bairro foi elevado a distrito de paz, datando dessa época os primeiros progressos verificados em seus 15,44 km de are distrital. De paragem a bairro suburbano, visto de um modo geral até a instalação dos bondes elétricos que principiaram a funcionar em 1900, ainda em fins do século passado era citado como lugar ermo e solitário, por ser pouco habitado e semi-deserto.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram 12 as primeiras ruas na região do Ipiranga que ganharam nome, de acordo com planta de loteamento, das quais comente uma não preserva sua primitiva denominação, todas ligadas a Independência e aos anseios republicanos, que são seguintes: Fico, Grito, 1822, Cisplatina, Municipalidades, Juntas Provisórias, Gonçalves Ledo, Monumento (praça), Guarda da Honra, Independência, Manifesto e Estrada do Ipiranga.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">No passado, o Cambuci, assim como o próprio Ipiranga (sede), Saúde, Aclimação, Jabaquara, Morro da Pólvora (morro da vila Monumento), Sacoman, São João Clímaco, Bosque da Saúde e Chácara do Castelo, eram ntegrados a administração regional do Ipiranga, situada na região Sudoeste, formando área de 32,286 km.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os latifúndios (sesmarias) em cujas terras rasgaram-se em caminhos que partiam do Lavapés ligando-se a Vila Moraes, passando pelo Ipiranga pertenciam ao bispo Dom Mateus Pereira, conde Vicente de Azevedo e Antonio de Moraes, de acordo com o mapa elaborado por Odilon Pereira Matos. A extensão do primeiro, que tinha início núcleo da Glória onde esteve em atividade uma das mais produtivas chácaras de São Paulo, até fins do século passado, ia até o riacho Ipiranga. Dali para diante, até as regiões da divisa com o bairro da Saúde eram do Conde, pertencendo ao coronel Moraes a regiões que se estendia mais além.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1877, o governo loteou o núcleo da Glória, sem a necessária cautela de examinar documentos de posses e títulos, gerando reclamações por parte dos prejudicados, assim registrado pela imprensa após alguns lotes serem vendidos em leilão. Em1878, para penetrar-se no campo da Glória era previsto passar por um largo portão, onde podiam ser encontrados primitivos ranchos com parede de pau a pique. No ano seguinte surgiram casas de melhor feitura, em terrenos cercados, mas com pouco cultivo e grande quantidade de vacas leiteiras. Alguns anos depois, naquele mesmo local passariam os primeiros os primeiros bondes &#8220;puxados a burro&#8221;que serviram o bairro, precedendo o bonde elétrico.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas sesmarias de São Paulo, cujas terras eram imprestáveis para transformá-las em grandes e produtivas fazendas, principalmente aquelas localizadas no Ipiranga, proliferaram sitiantes e chacareiros trabalhando &#8220;a meias&#8221;com seus proprietários em reduzidos lotes de um ou dois alqueires. Com o tempo, devido ao desinteresse dos &#8220;donos da terra&#8221;, ou por benevolência, ou então por conseqüência da divisão da propriedade entre herdeiros, esses lotes foram sendo doados, vendidos aos meeiros ou adquiridos por usucapião, aumentando consideravelmente o número de chácaras e de minifúndios na região onde já eram numerosos no século XVII. Na quadra onde está instalada a Usina Santa Olímpia, entre as ruas Patriotas , Silva Bueno, Xavier Curado e Lino Coutinho, esteve em atividade antiga chácara, assim como a de Vila Carioca, espremida entre as ruas Campante, Lucas Obes e 1822, desapropriada em 1945 quando ainda mantinha-se ativa.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das incontáveis chácaras situadas no Ipiranga, tem-se notícias somente das principais, ou das que se tornaram mais conhecida, tal como a &#8220;Chácara do Diogo&#8221;que funcionou até meados dos anos trinta à Avenida Tereza Cristina (atual Dr. Ricardo Jafet), local onde instalou-se a Associação Portuguesa de Desportos.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra Chácara de que &#8220;muito se ouviu falar&#8221;, ou contar, era a do Fioretti, na Costa Aguiar, sede da antiga Fazenda do Ipiranga, limitando-se com as ruas Bom Pastor, Thabor e Leais Paulistanos. A chácara do Magalhães também era conhecida, nessas redondezas, assim como a do major Castelo entre as ruas Almirante Lobo, Bom Pastor e Xavier de Almeida. O comendador Luiz de Brito foi proprietário da &#8220;Chácara Flores&#8221;, uma das mais conhecidas do bairro. Mas havia muitas outras, espalhadas como em vila São José, Vila Carioca, alto do Ipiranga (Rua Vergueiro e adjacências), funcionando algumas delas até fins do século quarenta.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O &#8220;Grito de Dom Pedro&#8221;, à margem de um límpido ribeirão que serpenteava entre as matas verdejantes da colina que se tornaria histórica, a 7 de setembro de 1822, tornou-se conhecido como &#8220;Grito de Ipiranga&#8221;, e famoso pelo fato que representava perante as nações, principalmente as colônias latino-americanas que lutavam para se verem livres do jugo dos colonizadores.<br>E esse grito estivera preso, sufocado em sua garganta desde 9 de janeiro do mesmo ano quando,da sacada do palácio, no Rio de Janeiro, D.Pedro dissera ao povo que não tencionava regressar a Portugal exclamando o celebre &#8220;Fico&#8221;. Talvez a colina não fosse tão verdejante, e no chão pululassem vastidões de barbas de bode à beira da estrada velha que conduzia ao Caminho do Mar, e dali para a Calçada de Lorena por onde passara D.Pedro e sua famosa &#8220;Guarda de Honra&#8221;, de regresso da cidade de Braz Cubas, onde fora visitar a família dos Andradas. E quem sabe, bem mesmo as circunstâncias que originaram a cena que antecedeu ao grito de &#8220;independência ou morte&#8221; tenha-se desenrolado da maneira captada pelo gênio artístico de Pedro Américo, fixando na tela com tamanha vida o instante supremo da ação e do grito que tornou o Brasil independente.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem certas controvérsias, entre historiadores, &#8220;não escapando um pormenor, um ínfimo detalhe que não fosse respigado, rebuscado em se tratando do Sete de Setembro&#8221;, principalmente sobre os fatos que o antecederam. Alguns alegam que a montaria de D.Pedro era um cavalo zaino, enquanto outros afirmam que era uma besta baia gateada. E que o príncipe Regente, afastando-se sutilmente da grave e delicada situação política existente no Rio de Janeiro, aproveitara-se disso para, seguindo orientações do temível alcoviteiro Francisco Gomes da Silva, o &#8220;Chaiaça&#8221;, com o pretexto de dirigir-se a Santos em visita à família de Jose Bonifácio, usando de subterfúgio em seqüência a um plano elaborado por seu secretário, achegara-se de um casarão em Penha de França, antigo pouso de viajantes ns proximidades de São Paulo, residência de Campo do coronel João de Castro, pai de uma encantadora moça paulista a quem desejava conhecer, e que um muito influenciaria nas decisões do futuro imperador agraciada com o titulo de Marquesa de Santos.<br>_________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto da ereção do Monumento à Independência &#8220;arrastou-se&#8221; durante 100 anos, até ser inaugurado sem estar concluído. E o movimento que visava a sua construção iniciou-se alguns meses após a Proclamação, quando Antonio da Silva Prado (Barão de Iguape), encabeçando um grupo de cidadões paulistanos, abriu uma subscrição pública para que se erguesse no local um monumento evocativo. A 26 de fevereiro de 1823, a concessão depois de aprovada por José Bonifácio, para a construção do marco lançado somente a 12 de outubro de 1825. A Câmara paulista nada fez. Por esse motivo, foi proposta no Rio de Janeiro uma subscrição nacional, que não alcançou o objetivo desejado. O Projeto, orçado em 21 contos e 500 mil reis, constava de uma base quadrada com 13 metros de cada lado, e degraus que elevavam o monumento a 14 metros de altura. Mas somente em 1829, quando a subscrição atingira a importância de um conto e oitocentos mil reis, e que foi feita a base que absorveu a quantidade de um conto e quarenta mil reis.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando D.Pedro I renunciou, a 7 de abril de 1831, nada mais se fizera para erguer o monumento. E essa inércia perdurou durante anos, até que D. Pedro II e a imperatriz Dona Tereza Cristina resolveram visitar o Ipiranga, para conhecer o local onde fôra proclamada a Independência. Mas para decepção do nosso Segundo Imperador, naquele lugar tornado histórico por seu pai ele apenas encontrou um amontoado de taboas corroídas, que significavam o marco comemorativo ali instalado a mando do governo de São Paulo, erigido as pressas para mostrar que algo havia sido feito ao provo brasileiro e aos visitantes alienígenas, para comemorar a data máxima nacional.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente em 1855 foi proposta outra subscrição, de caráter particular, juntando-se as inúmeras já existentes que não tinham obtido êxito para a construção do Monumento à Independência. Esta deveria ser assinada por homens importantes e bem situados financeiramente, tais como Rafael Tobias de Aguiar, o barão de Iguape, Souza Queiroz e o barão de Tiete, alem dos coronéis Silva Telles e Toledo, padrinhos desta relação de contribuintes. Em 1872, o governador visconde de Bom Retiro mandou exumar a pedra colocada em 1825, incumbindo o engenheiro Carlos de levantar uma planta completa daquela região do Ipiranga. Mas nada mais foi feito porque, três anos depois, quando era João Theodoro o presidente da Província, aquela pedra foi recolocada no mesmo lugar. Outras subscrições foram feitas assim como aquela sugerida pelo comentador Jerônimo Jose de Mesquita, que dirigiu à Câmara um oficio ofertando a quantia de 5 contos de reis, para abertura da &#8220;lista&#8221;, comunicando que &#8220;estava autorizado a oferecer igual importância em nome do conde de Bom Fim&#8221;<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1917, foi aberto um concurso para a obra do monumento, encerrado em 1920. Vinte artistas, ou um pouco mais, tentando obter a primazia da escolha, concorreram com esperança de serem indicados para construir aquela obra então considerada gigantesca. Participaram do concurso os arquitetos Brizzollara (autor do monumento a Independência da Argentina), Nicola Rollo, Etzel e Ettore Ximenes. Os comentários, a essa altura dos acontecimentos, se fazem ouvir em todo país, não faltam as criticas aos projetos, jornais apontam os erros cometidos e tudo isso se transforma no assunto predileto daqueles dias memoráveis.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto do engenheiro Rollo ganhara a preferência portanto, devia ser o escolhido para desempenhar tal obra que, comparada com a maquete, seria o mais belo monumento da América do Sul. Todavia, nomeado pelo Governo o tribunal julgador concedeu esse privilegio a outro italiano, o escultor Ettore Ximenes que, segundo comentava-se, era digno de um 4o. ou 5o. lugar. Essa atitude mereceu severa critica de jornalistas, escritores e políticos que exigiam explicações, mas que jamais foram esclarecidas.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Orçado em 1300 contos de réis, no final o preço total do Monumento à Independência, foi de 2.600 contos de réis, quantia exigida por Ximenes e paga pelo governo conforme Lei no. 2063, de 18-09-1925<br>_________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inauguração do Monumento a Independência, que a partir daquele dia o povo começou a chamar de &#8220;Monumento do Ipiranga&#8221;, representa o ato que nos conduziu a emancipação política, tendo D.Pedro I como personagem principal. Sua estrutura global atinge 1600m2, composto por 30 figuras que tiveram influência na independência, entre eles José Bonifácio de Andrada e Silva, Hypolito José da Costa, Joaquim Gonçalves Ledo e Diogo Antonio Feijó.<br>_______________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tiradentes, o &#8220;Mártir da Inconfidência&#8221; mineira, está num quadro de 7 figuras com 3 metros de altura, e os revolucionários pernambucanos, chefiados por Domingos Jose Martins, aparecem num outro quadro. Em relevo, varias figuras representam o combate de Pirajá, na Bahia que, travado em 8 de novembro de 1822 e vencido pelo general Labatut, foi o ponto de partida para a vitória final na &#8220;Guerra da Independência&#8221;, somente consolidada a 2 de julho de 1823 com o desbaratamento das tropas do general português Ignácio Madeira de Mello. A figura da Pátria livre apresentava-se com a bandeira auriverde do Brasil Império.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Construído a margem de um regato, em cuja região havia um charco pantanoso, foi necessário empregar-se 1.500 troncos de guarantã em suas fundações, e na sapata principal do monumento, justamente o centro de apoio, cerca de 2000 metros de trilhos. O concreto armado atinge 12 metros de altura, aprofundando-se 9 metros abaixo do nível da rua, totalizando 127 colunas que formam o maciço de concreto.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O granito cinza foi trazido da Itália, da região de Carrara, e daquele mesmo país vieram partes das pecas de bronze fundido. O restante foi feito em São Paulo, no bairro de Vila Prudente, em fundição montada pelo próprio escultor somente para essa finalidade.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Monumento à Independência só ficou pronto em 1926, justamente no ano que faleceu seu construtor aos 71 anos. Mas no dia da inauguração, a 7 de setembro de 1922, as salvas de canhões, disparadas às 6 horas da manha assustaram ao menos avisados, embora todos soubessem que esses festejos se realizariam. Houve desfiles militares, espetáculos com bandas de música e pirotécnico, à noite, e muita lama devido a garoa intermitente que castigou os paulistanos durante o dia todo, transformando aquelas ruas e logradouros ainda não pavimentados em lamaçais escorregadios. Muitos automóveis ficaram atolados, muita gente chegou em casa em as roupas imundas e outros tantos acidentes sem gravidade sucederam-se, mas sem maiores conseqüências. A convergências do publico foi grande, podendo-se dizer que &#8220;São Paulo inteirinha estava lá&#8221;, assim como boa parte do povo brasileiro de outros estados e municípios.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Coronel Joaquim Sertório era um etnógrafo e colecionador por vocação. Apaixonado pelo estudo descritivo dos povos, sua raça, língua e costumes, em poucos anos acumulou considerável coleção de objetivos valiosos adquiridos de varias fontes, organizou uma exposição e fundou o &#8220;Museu Sertório&#8221;, enriquecido posteriormente com a doação de diversas outras peças etnográficas e de história natural.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O arquiteto italiano Tommazo Gaudêncio Bezzi, convidado por um instituto de ciências e engenharia, projetou o &#8220;Palácio Ipiranga&#8221; em 1885, construção onde deveria ser instalada uma escola (Faculdade) de engenharia. Todavia, uma comissão especial deu parecer desfavorável alegando o sopro de ventos fortes pela retaguarda, fator que não oferecia condições de salubridade aos estudantes. O presidente do Estado de São Paulo, na ocasião, era o dr. Américo Brasiliense, um dos artífices da implantação da República no Regime político do Brasil. Aconselhado por Alberto Loefgren (quem introduziu o eucalipto no Brasil, além do oferecimento do primeiro acervo ao museu Paulista.) , da necessidade de instalar-se um museu naquele local histórico, o presidente nomeou-o chefe de uma comissão encarregada desses estudos, resultando na fundação do Museu Paulista, mais conhecido como &#8220;Museu do Ipiranga&#8221; pelos brasileiros, instalado no local onde, a principio, destinava-se a acomodar uma escola de engenharia.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em l890, o conselheiro Francisco de Paula Mayrinque comprou por duzentos contos de réis o &#8220;Museu Sertório&#8221; mais valorizado com pecas que haviam sido transacionadas com outro colecionador, de nome Peçanha. Todo esse acervo foi adquirido pelo governo do Estado, inicialmente transferido para um casarão situado no antigo Largo do Palácio (Pátio do Colégio), posteriormente exposto na sede da Comissão Geográfica do Estado, à Rua da Consolação. A Comissão Geográfica, a quem fôra entregue a organização do museu, em 1893, instalou-se em uma de suas dependências até sua inauguração em l895, quando era presidente do Estado de São Paulo o dr. Bernardino de Campos. O museu ficou subordinado à Secretaria dos Negócios da educação e Saúde Pública, em 1931, incorporando-se a Universidade de São Paulo como Instituto de História e Antropologia em 1935.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse projeto, não totalmente executado, já naquela época previa a preservação daquele cenário histórico, evitando o sufocamento do parque pela construção de grandes edifícios que esconderiam a beleza daquele logradouro, fazendo convergir para o local maior afluxo de transito e de pedestres. Todavia, para evitar a especulação imobiliária, por vezes criminosa. Foi preciso transformar em lei essa precaução governamental, por interferência do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado (CONDEPHAAT), que visava transformar aquele conjunto harmonioso em Parque da Independência.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim em condições misteriosas, foram edificados alguns prédios altos nas redondezas, sabendo-se que outros especuladores aguardam apenas a oportunidade para construir edifícios de 25 ou mais andares em grandes lotes situados nas cercanias, onde existem velhos palacetes vagos a espera de quem os alugue.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coube ao projetista Arsênio Putemans, paisagista e arquiteto, o projeto do jardim situado na parte fronteiriça ao Museu Paulista, em 1907, época em que Afonso d`Escragnole Taunay, o historiador, era seu diretor .<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1910, quando exercia o cargo chefe de obras da prefeitura o engenheiro Francisco Prestes Maia (prefeito de SP duas vezes) remodelou o ajardinamento e fez rebaixar uma área onde havia uma elevação de terra de 3 metros.<br>Esse desterro permitiu uma visão ampla para quem contempla o monumental edifício atingindo o Ipiranga no sentido cidade-bairro.<br>Porém, uma boa parte da área verde que circundava o museu, com o tempo foi sacrifica para serem instalados o Pronto Socorro do Ipiranga, o Corpo de Bombeiros e o Museu de Zoologia. Também conhecido como o &#8220;Museu de Cera&#8221; &#8211; Fica na Av. Nazaré e ao lado do Museu.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha sido prevista a recuperação da superfície verde desaparecida, pelo menos em parte, na ocasião dos festejos do Sesquicentenário da Independência, incluindo velhos galpões e outras espécies de construções obsoletas, isto não se positivou. Pelo contrario, vem diminuindo a olhos vistos as grandes áreas verdejantes que outrora arejavam aquele aprazível logradouro tão decantado até os anos cinqüenta.</p>
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		<title>Fatos Históricos 3</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na virada do século, embora ainda não pudesse ser constatado um reconhecido progresso entre as poucas indústrias analisadas, instaladas em São Paulo, havia uma localizada em área pertencente ao bairro Ipiranga, &#8220;Estabelecimento Irmãos Falcchi&#8221;. A fábrica fôra edificada em 1890, em terreno de 10.000 m2. Dispunha de um motor de 40 cavalos, dois amassadores de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na virada do século, embora ainda não pudesse ser constatado um reconhecido progresso entre as poucas indústrias analisadas, instaladas em São Paulo, havia uma localizada em área pertencente ao bairro Ipiranga, &#8220;Estabelecimento Irmãos Falcchi&#8221;. A fábrica fôra edificada em 1890, em terreno de 10.000 m2. Dispunha de um motor de 40 cavalos, dois amassadores de argila e uma máquina capaz de produzir 15.000 tijolos diariamente. Além de tijolos, estava apto a produzir telhas francesas, sistema Marseille e Brasileira, dispondo para isso de quatro fornos com capacidade para trezentas mil péças por mês, duas grandes prensas, dois misturadores e outras máquinas menos importantes. A produção anual, entre telhas, cumieiras e afins era de aproximadamente 1 milhão , com quantidades idênticas na produção de tijolos para pisos e paredes.<br>___________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em l905 surge outro concorrente no ramo cerâmico. &#8220;Sacoman Freres&#8221; E logo depois a &#8220;Cerâmica Vila Prudente&#8221;, todas incluídas entre as cinco maiores indústrias cerâmicas do estado em fins da primeira década. Os terrenos adquiridos por &#8220;Sacoman Freres&#8221; situavam-se no último quarteirão da Ruas Silva Bueno, mas estendiam-se até a linha férrea (FEPASA), E OS DA &#8220;cerâmica Vila Prudente&#8221; localizavam-se na região que lhe emprestou o nome.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ipiranga, em 1910, já era reconhecido e classificado como bairro, devido a concentração de contingentes humanos e do parque industrial que principiava a descortinar-se embora fotos e relatos da época afirmassem que a região ipiranguista continuava sendo um deserto onde imperava a solidão. A fabricação de tecidos, que se iniciara com a &#8220;República&#8221;, desenvolveu-se rapidamente, alcançando uma expansão imprevista nos primeiros anos, destacando-se nesse setor o Cotonifício Rodolpho Crespi, Cia. Ypiranga de Tecelagem e Estamparia e Cisa. Fabril Paulistana, nas quais estavam empregados, pela ordem, 1305, 785 e 500 operários, com capital de 6.000:000$000, 4.000:000$000 e 2.000:000$000, respectivamente, isto em 1913. Em 1919, a Cia. Empregava 1.200 operários e seu capital havia sido elevado para 6 mil contos.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benajmim, Basílio e Nami Jafet, imigrantes sírios, ganharam dinheiro mascateando de porta em porta, vendendo a prestações, e com o capital amealhado estabeleceram-se com a Companhia Ypiranga de Tecelagem e Estamparia, considerada a primeira indústria de alto porte instalada no Ipiranga.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante 350 anos, a região Ipiranguista foi considerada improdutiva, abrigando apenas sitiantes chacareiros, criadores de porcos, de cabras e de vacas, ferreiros e tropeiros. No início deste século, quando se operou grande transformação social, econômica e cultural no país, devido a instalação de importantes industriais que vieram beneficiar considerável parcela de seus habitantes, o Ipiranga começou a ganhar importância com o parque industrial que se desenhava. Todavia, a terra era vendida a preços irrisórios, fator preponderante que influiu na escolha, por parte de determinados grupos econômicos, que optaram pela instalação de suas fábrica nessa região, onde grandes áreas podiam ser adquiridas por preços ínfimos e beneficiadas pela estrada de ferro no escoamento rápido dos produtos industrializados.<br>____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ate fins dos anos noventa (1890-1899) e principio do século XX, a maior parte, ou quase todos os operários especializados das industrias instaladas em São Paulo e em outros estados eram estrangeiras. Carpinteiros, pedreiros, pintores, mecânicos, tecelões, fundidores, ferramenteiros, eletricistas e outros, desembarcavam aos milhares todos os anos no porto de Santos. Aos brasileiros, que desconheciam as técnicas mais avançadas dessas profissões, restava-lhes empregarem-se como aprendizes ate se tornarem oficiais. A grande maioria desses imigrantes constituía-se de italianos, e muitos deles focaram-se no bairro ou foram admitidos pelas fabricas recém-organizadas que se instalaram no Ipiranga. Os irmãos Sacaman (Sacoman Freres), pelo qual originou-se o nome da cerâmica e do bairro que integra a região ipiranguista, eram franceses natos, e os produtos que fabricavam foram considerados os de melhor qualidade.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que impulsionou também a instalação de importantes fábricas no Ipiranga, foi a linha férrea que facilitava o escoamento de cargas mais volumosas. Portanto, em poucos anos, o &#8220;bairro da Independência&#8221; , que antes de l890 era visto como paragem distante, passou a figurar como um dos principais centros produtores do município de São Paulo.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1907, no terreno onde o italiano Marchesini possuiu e explorou Olaria durante 20 anos, foi fundada a Fábrica de Linhas Corrente Ltda por um grupo de ingleses. Esta firma, e mais a Companhia Ypiranga de Tecelagem e Estamparia, organizada em 1906, e a fábrica de Ferro Esmaltado Sílex, constituída em l909, formavam as três principais indústrias do bairro e mantinham em l915, cerca de l535 operários. Nesse tempo não havia controle e tampouco leis que regulamentassem o trabalho braçal ou profissional, e homens mulheres e crianças formavam grupos homogêneos sem distinção do sexo ou idade. Até meninos de 5 anos executavam serviços fabris, percebendo salários de 200 réis diários. A maioria dos trabalhadores era composta de imigrantes, na parte técnica, quase todos italianos dos quais apenas vinte por cento residiam no bairro por ser ainda pouco habitado e de difícil acesso.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o Museu Paulista foi construído (1883-1894), houve necessidade de contratar-se mão de obra de São Paulo e São Caetano do Sul, e estes operários somente aos domingos regressavam as suas casas. Os italianos eram considerados artistas em suas profissões, algumas ainda inéditas no Brasil, surgindo daí a necessidade de adquirir conhecimentos que deveriam ser conseguidos com a prática aos que desejavam aperfeiçoar-se em determinados misteres, principalmente o ofício de pedreiro, pois os brasileiros conheciam de sobejo somente a taipa.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Conde José Vicente de Azevedo nasceu em Lorena, no interior de São Paulo, em 7 de julho de 1859. Quando tinha 10 anos, seu pai morreu e ele sentiu as dificuldades da orfandade. Passou a vender doces nas ruas, feitos por sua mãe. No meio de tantas dificuldades, definiu que quando crescesse e tivesse condições ajudaria as crianças menos favorecidas. Anos depois, formou-se em direito, além de ser jornalista, professor, deputado e senador por São Paulo entre 1844 e 1925. Quando completou 31 anos, deu início a construção do projeto de sua vida. Comprou 46 hectares de terras no Ipiranga e, a partir dessa época, começou a construir diversas instituições.O aglomerado de concreto, com 110 mil metros quadrados, na Rua Dom Luís Lasanha, 300, é um marco. Sua construção teve início em 1891 e foi concluída em 1896. O projeto foi do engenheiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que era amigo do conde e elaborou o croqui em 1891 do Asilo de Meninas Órfãs de Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga. A responsabilidade pela edificação coube ao escritório Guilherme Krug e Filho. Além disso, Azevedo abriu o Instituto Cristóvão Colombo, na Rua Doutor Mario Vicente, em 1891, para servir como orfanato de meninos. O Instituto Sagrada Família, na Avenida Nazaré, 470, foi construído em 1895 e serviu como ponto de encontro de ex-escravos e parentes, em busca de asilo e socorro. O Grupo Escolar São José, datado de 1924, que ocupa a esquina da Avenida Nazaré com Rua Moreira de Godói; o Instituto de Cegos Padre Chico, fundado em 1928, do outro lado da esquina; o Juvenato Santíssimo Sacramento, datado de 1929, localizado na Rua Dom Luís Lasanha; e mais outros oito imóveis fazem parte da herança deixada por José Vicente de Azevedo. Segundo a doutora em educação Ana Maria Navajas, que integra o projeto de pesquisa do curso de pós-graduação Educação, Administração e Comunicação da Universidade São Marcos &#8211; e estuda a vida do conde &#8211; Azevedo de fato dedicou a sua vida às pessoas mais necessitadas. &#8220;Todas as casas, prédios e imóveis que ele deixou pertencem à Fundação Nossa Senhora Auxiliadora, criada por ele, e só podem ser alugados para fins educacionais.&#8221; Em 1935, ele foi nomeado conde romano pelo papa Pio XI, em razão das obras assistenciais que mantinha. Morreu nove anos depois. Estima-se que tenha auxiliado pelo menos 10 mil jovens, somente no internato.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O &#8220;Bonde a burro&#8221;, um pequeno veículo com quatro bancos para transportar poucos passageiros, por motivos óbvios não podia ser destinado a grandes percursos, principalmente onde a topografia da área a ser percorrida apresentava-se com variadas elevações. Por esse motivo, e também porque nesse tempo havia lamaçais e pântanos em certos caminhos que demandavam o Ipiranga, eles não atingiam o bairro e tinham por limite o Cambuci.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ipiranga, em 1920, devido ao tráfego de bondes acusou uma população de 12.064 habitantes, saltando para 40.825 em 1934, ocasião em que os ônibus ainda eram escassos e precários, sem conforto e também mais caros, e por isso menos usados pela população.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE BRASIL &#8211; O Cine Brasil, fundado em 1.924, foi o primeiro cinema do Ipiranga, localizado na R. Tabor, 75. Em sua faxada com os dizeres Cine Theatro Brazil. No local realizavam-se bailes, muitos concorridos na época. No mesmo local passou a funcionar o Cine Ypiranga Palacio no ano de 1939 e encerrou suas atividades no início dos anos 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE ANCHIETA &#8211; Rua Silva Bueno, 2.404, inaugurado em 1952. Haviam 1958 lugares. Fechou em 1982.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE D. PEDRO I &#8211; Rua Silva Bueno. 1543, inaugurado em 1.947. Haviam 804 lugares. Fechou na década de 50.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE IPIRANGA PALÁCIO &#8211; Rua Tabor, 385, inaugurado em 2.937. Haviam 1880 lugares. Fechou na década de 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE MARACANÃ &#8211; Rua Salvador Simões, 436, inaugurado em 1.952. Haviam 2054 lugares. Fechou na década de 70.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE MONUMENTO &#8211; Rua Engenheiro Ranulfo Pinheiro da Lima, 01. Inaugurado em 1957. Haviam 766 lugares. Fechou na década de 70.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE PAROQUIAL &#8211; Rua Brigadeiro Jordão, 598. Inaugurado em 1950. Haviam 849 lugares. Fechou na década de 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE PAX &#8211; Rua Maurício de Castilho, 20. Inaugurado em 1950. Haviam 650 lugares. Fechou na década de 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE SAMMARONE &#8211; Rua Silva Bueno, 2.591. Inaugurado em 1.947.<br>Haviam 2.450 lugares. Fechou na década de 60. Hoje no local só há lojas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE SECKLER &#8211; Estrada de São João Clímaco, 890. Inaugurado em 1956. Haviam 670 lugares. Fechou na década de 60. Na década de 80 reabriu como Vitória 3. Teve curta duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE SOBERANO &#8211; Rua Vergueiro, 6.487. Inaugurado em 1952. Haviam 1358 lugares. Fechou na década de 70.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINE CRISTAL &#8211; Rua Tamuata, 315. Inaugurado em 1949.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(Na época, as familias disputavam os lugares para ver um filme, esse foi um dos melhores tempos de lazer aquí em nossa região, pois as famílias, iam passear no Museu, Clubes, Cinemas ou restaurantes com suas deliciosas Pizzas.)<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">No século XVII eram elásticos os limites do Ipiranga, ocupando uma área topograficamente ruim onde existiam brejos, lamaçais e enchentes nas regiões ribeirinhas. O extravio de testamentos e documentos que comprovam a posse da terra não permite fazer uma avaliação completa de quantos seriam os proprietários de minifúndios, na primeira metade da época seiscentistas, tornando impossível relatar com detalhes quantos deles haviam no terceiro quarto do século dos anos quinhentos, e os bens inventariados. Mesmo assim é considerável o número de moradores que possuíam casas e sítios na paragem, considerando-se que São Paulo tinha sido fundada recentemente e que ainda havia índios beliciosos que eram constantes ameaça. As terras nada valiam, naquele tempo, prestando-se somente para a agricultura. As do Ipiranga eram muito secas, com exceção das regiões situadas a margens do rio. Nas demais havia, em quase todas muita argila, cascalho e areia, próprios para a fabricação de cerâmica , tijolos, pavimentação e armação de concreto que , na época pouco representava. E 1621, Catarina de Pontes era proprietária de uma casa, no Ipiranga, no termo aonde chama Ïbipiranga&#8221;, e de um sítio onde havia 50 cabeças de gado, três cavalos, pomar e várias roças.Tudo isto depois de inventariado, teve seu valor fixado em 134 mil réis.<br>Mas a roupa de cama e uso teve seu valor assentado em 107 mil réis.<br>_________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Missia Bicudo, outro morador da mesma região, faleceu em 1632 e sua propriedade foi avaliada em 8 mil réis. Nada consta sobre plantação de gado e plantações. Isabel Mendes também residia no Ipiranga, mas não há informações se era sitiante ou apenas moradora. Seu vizinho, Pero Domingues, em troca de seus serviços para uma construção de uma igreja não identificada, recebeu terras de valor desconhecido. Jorge Moreira, que foi vereador durante 12 anos (1562-1599) era proprietário de sesmarias, supondo-se que suas terras situavam-se nas proximidades do rio Ipiranga ou &#8220;Ilha do Sapo&#8221;. Ele também aparece como dono de sesmaria no Butantã, na região onde está a &#8220;Capela do Bandeirante&#8221;.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1660, Isabel Ribeiro teve seu sítio avaliado em 32 mil réis. Esse valor incluía casa e canavial. Mas um lote de roupas, composto por peças diversas, tinha mais valor: 40 mil réis. As roupas e os calçados eram importados, naquele tempo. Por isso custavam caro. O espanhol Pero Nunes, sapateiro de profissão e já mencionado no capítulo &#8220;Os primeiros povoadores do Ipiranga&#8221;, possuía um sítio com 90 cabeças de gado, de valor não constatado. O sitio menos valorizado era o de Diogo Sanches, avaliado em apenas 4 mil réis. Desconhecem-se outros detalhes.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1930, quando foi calçada pela primeira vez a Avenida D. Pedro I, os terrenos situados naquelas imediações podiam ser adquiridos por 300 réis o m2 . Lá pelos lados da rua Silva Bueno ou alto do Ipiranga, valiam um tostão ou 200 réis. Em 1940 os terrenos já estavam um pouco mais valorizados. Após o lançamento da pedra fundamental Hospital Leão XIII , obra do padre Ballint, assinalou-se o início do progresso daquela região da &#8220;colina histórica&#8221; onde sobejavam campos de futebol. Os lotes naquele tempo local outrora considerado um ermo, foram colocados no mercado a preço de 2.500 cruzeiros (na época dois contos e quinhentos mil réis), pagos em prestações. (Em 1956, um lote de terra c/ 330 m2 , na rua Vasconcelos Drumonnd, custava 65 mil cruzeiros com pagamento facilitado.)<br>Mais adiante, nas cercanias de Vila São José, onde ainda se mantinham -se em atividades sitiantes e chacareiros, as terras valiam menos porque as enchentes, a lama, o mato crescido, o mau cheiro e as ruas esburacadas e sem iluminação, não davam condições de melhoria em curto prazo.<br>Esta região começou a valorizar quando pavimentaram as marginais do rio Ipiranga.No Parque da Independência e arredores de sua parte alta, a valorização foi mais rápida.<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Membros da família Jafet, nos anos vinte, quando a rua Bom Pastor não estava calçada, construíram os primeiros palacetes encimados por miranetes, (típicas casa da &#8220;elite&#8221; do bairro) hoje quase todas ocupadas por escritórios de indústrias.<br>________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contra partida, os núcleos de Vila Carioca e alto do Ipiranga (Vila brasílio Machado, Vila D. Pedro e Vila Vera) permaneceram muito tempo desvalorizados, porque na primeira, devido äs sucessivas enchentes que chegavam a envadir casas e destruir móveis e utensílios, pouca gente se arriscava a comprar uma casa e correr o risco de sofrer prejuízos enormes, chegando ao lar viajando de canoa, com o auxílio do corpo de bombeiros .<br>______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">População do Ipiranga<br>1872 &#8211; 31.385<br>1890 &#8211; 64.934<br>1920 &#8211; 34.676<br>1934 &#8211; 40.825<br>1940 &#8211; 60.563<br>1960 &#8211; 114.744<br>1970 &#8211; 171.338</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1980 o censo acusou 300.000 residiam no Ipiranga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os imigrantes que compunham as levas que, com base no ano de 1891, desenvolveu-se com mais rapidez uma boa parcela deu preferência ao Bairro do Ipiranga, principalmente os italianos, porque na antiga paragem sobejavam chácaras, sítios e pomares em maiores quantidades nas proximidades do rio Ipiranga e Tamanduateí, cujas terras eram mais férteis devido às constantes enchentes.<br>_____________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paróquia provisória de São Vicente de Paulo teve a comemoração de sua criação oficial no dia 25 de Janeiro de 1940 &#8211; O 1º Batizado realizado, foi da Sra Adilce Bonassi, nascida em 06 / 04 / 1940. &#8211; O 1º casamento realizado foi em 07 / 09 / 1940 do Sr Davino di Servi com a Sra Adelaide de Armelini.)<br>Hoje o Santuário de São Vicente de Paulo, se faz de grande orgulho a todos os paroquianos do bairro do Moinho Velho e imediações.<br>_______________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inauguração da primeira fábrica da GM do Brasil foi dia 26-01-1925, na Avenida Presidente Wilson – SP. GM do Brasil completa 80 anos de atuação no país, em 26-01-2005, com recorde de exportações e crescimento na participação de mercado. A GM do Brasil continua se modernizando e investindo no país. A empresa foi fundada em 1925 em galpões alugados no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Hoje, vive um momento de pleno crescimento no mercado interno e também nas exportações. No começo, as atividades consistiam na montagem de veículos importados dos Estados Unidos. Após cinco anos, a GMB inaugurava oficialmente, em 1930, sua primeira fábrica, em São Caetano do Sul — São Paulo. Em 1958 começou a operar a segunda fábrica, em São José dos Campos —<br>São Paulo, inaugurada oficialmente um ano depois pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek. Decidida a ampliar sua linha de produtos, a GMB lançou em 1968 o seu primeiro automóvel da marca Chevrolet no país, o Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, com mais de 1 milhão de unidades vendidas. Desde então, não parou mais de fabricar sucessos de vendas. Em 1973 lançou o Chevette, que acumulou vendas superiores a 1,2 milhão de unidades, até ser substituído pelo Corsa em 1994, primeiro veículo popular com injeção eletrônica de combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">________________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Henrique Raffard – Quando visitou São Paulo, em 1879, declarou que tinham sido localizados, dois anos antes, 88 colonos libertados da tutela oficial, entre Lava-pés e o Ipiranga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disse ainda, também haver ali um depósito de pólvora, a morada dos guardas e o resto de um muro do tempo dos jesuítas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses &#8220;restos&#8221; estavam &#8220;a cento e tantos metros dos lotes coloniais&#8221;, e poderiam ter pertencido `a Igreja construída pelo Carvoeiro &#8220;.</p>
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			</item>
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		<title>Fatos Históricos 4</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-4/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:11:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um grande bulevar, carregado de simbolismo, ligando a praça do Povo ao Parque da Independência, no Ipiranga, é um dos projetos urbanísticos mais ousados da cidade. Foi criado por um grupo de engenheiros e arquitetos da Universidade de São Paulo &#8211; USP, com a idéia de ser inaugurado em 2022, durante as festas do bicentenário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um grande bulevar, carregado de simbolismo, ligando a praça do Povo ao Parque da Independência, no Ipiranga, é um dos projetos urbanísticos mais ousados da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi criado por um grupo de engenheiros e arquitetos da Universidade de São Paulo &#8211; USP, com a idéia de ser inaugurado em 2022, durante as festas do bicentenário da Independência. Mas, entre a concepção e a sua concretização, muitas etapas ainda terão de ser vencidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto contempla uma área de três quilômetros quadrados, a partir da praça Alberto Lion, junto à avenida do Estado, próximo às instalações do Comando da Aeronáutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma praça elevada ocuparia o espaço entre esse local, rebatizado de praça do Povo, e a rua da Independência. A partir daí, a construção volta ao nível do solo e continua em direção do Monumento do Ipiranga, ocupando toda a extensão da avenida D.Pedro I.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prioridade de todo esse espaço está destinada aos pedestres. O tráfego de veículos (que hoje ocupa quatro faixas) seria reduzido a apenas duas pistas laterais e limitado a veículos leves. Ônibus e caminhões seriam desviados para trajetos alternativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No canteiro central surgiria o bulevar, todo ajardinado, que os autores do projeto batizaram de Calçada do Povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haveria restrições para o comércio e imposição de coeficiente máximo para construções ao lado do bulevar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haveria também remodelação da área onde se ergue o Monumento do Ipiranga, que passaria a se chamar praça da Harmonia, com novo tratamento paisagístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma grande novidade seria a construção de duas alas laterais, para serem integradas ao Museu do Ipiranga. Dessa forma, o Museu seria ampliado e acrescido de áreas de exposição e técnicas, transformando-se num grande pátio aberto. As duas alas, isoladas, fariam comunicação com o edifício central por meio de passagens subterrâneas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bosque que ocupa a parte posterior do Museu também receberia novo tratamento paisagístico e ali seria erguido um enorme mastro, para sustentar a bandeira nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na outra extremidade, na praça do Povo, a equipe da USP previu a construção de um pórtico monumental, com referências aos elementos naturais: o ar, a terra, a água e o fogo. A simbologia envolve todo o projeto: da praça, que é do Povo, abre-se o caminho para a Independência. “Os símbolos da nacionalidade carecem de revisão, valorização e restauração para que possam ser colocados na ordem do dia, resgatando a dignidade e a auto-estima nacionais, tão deprimidas nos tempos que correm”, dizem os autores na apresentação do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Diário do Comércio</p>



<p class="wp-block-paragraph">______________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">O “Altar da Pátria”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do local para a implantação do Monumento à Independência, no bairro do Ipiranga, se baseou na tradição de que D. Pedro I teria proclamado a Independência do Brasil às margens do riacho de mesmo nome. Inaugurado no dia 7 de setembro de 1922, o monumento, de autoria do escultor italiano Ettore Ximenes, remete a personagens e episódios da história oficial do processo de Independência do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reforçar ainda mais o significado daquele local como o do nascimento da nação brasileira, projetou-se a construção de uma cripta no interior do monumento, que abrigaria a Capela Imperial. Nela repousariam, definitivamente, os despojos do primeiro Imperador e de Dona Leopoldina, Imperatriz do Brasil. Em 1952, a cripta foi inaugurada, considerada, ainda, um &#8220;cenotáfio&#8221;, um túmulo vazio, uma vez que os despojos do Imperador e sua esposa não se encontravam ali. Posicionada na parte frontal do Monumento à Independência, voltada para o Riacho Ipiranga, a pira do chamado &#8220;Altar da Pátria&#8221; foi acesa, simbolizando o amor incondicional à Pátria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente dois anos depois, os despojos da Imperatriz Leopoldina foram transladados do Convento de Santo Antonio, no Rio de Janeiro, sob os cuidados do Instituto Histórico e Geográfico. A cerimônia integrou as comemorações do IV Centenário da Fundação da Cidade de São Paulo. Da Catedral da Sé, o ataúde foi levado ao Ipiranga seguido por um grande cortejo. Houve quem argumentasse que não era necessário perturbar o repouso eterno da Família Real, mas prevaleceu a idéia de reafirmar a sacralização do Altar da Pátria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os despojos de Dom Pedro I, por sua vez, foram transladados do Convento de São Vicente de Fora, na cidade do Porto, Portugal, em 1972, como parte das comemorações do Sesquicentenário da Independência, em solenidade transmitida para todo o país via satélite. Mais tarde, também os restos mortais de Dona Amélia de Beauharnais, esposa de Dom Pedro I em segundas núpcias e Imperatriz do Brasil, foram transladados para a Capela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Monumento à Independência também abriga em seu interior um espaço de exposições, inaugurado no ano de 2001, administrado pela Divisão de Iconografia e Museus do Departamento do Patrimônio Histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pira e a manutenção constante de sua chama despertam a curiosidade das pessoas. Afinal, como e quando se acende e se apaga a pira? Como a chama simboliza o amor eterno pela Pátria, nunca deve se extinguir. Para tanto, o sistema de alimentação da chama é feito por gás encanado, mantido sob o acompanhamento da COMGÁS (Companhia de Gás de São Paulo), cujos técnicos devotam grande atenção e carinho à tarefa. O sistema utilizado é tão seguro que, nos últimos dez anos, a chama se apagou uma única vez, resistindo às mais adversas condições climáticas.<br>Departamento do Patrimônio Histórico</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A Linha de Bonde Heliópolis, foi inaugurada em 1928. Inicialmente o bonde era identificado como Tabuleta X. No ano de 1935 passou a ser identificado pelo número 21. Essa linha foi extinta em 05 de novembro de 1952. A extensão da linha era de 18,6 Km. ( Praça João Mendes, Largo 7 de Setembro, Ruas da Glória, Lavapés, Largo do Cambuci, Independência, Av. D.Pedro I, Tabor Bom Pastor, Sorocabanos, Silva Bueno, Almirante Delamare, Praça Barão do Belém) Em 14 de julho de 1945, o ponto inicial foi mudado para a Praça João Mendes.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A Linha de Bonde Ipiranga número 4, foi inaugurada em 02 de março de 1903. Tinha sete carros funcionando e percorria uma extensão de 14,2 Km. (Largo da Sé, hoje Praça da Sé, depois seguia pela Rua Marechal Deodoro, Praça João Mendes, Largo 7 de setembro, ruas da Glória, Lavapés, Avenida D. Pedro I e Bom Pastor, fazendo seu ponto final em frente do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora). Em 1920 o itinerário foi estendido a partir da Rua Lavapés, Largo do Cambuci, Avenida Independência, Avenida D. Pedro I, ruas Tabor, Bom Pastor, Moreira e Costa e Av. Nazaré. Em 21 de setembro de 1931 a linha passou a entrar direto pela Praça da Sé. Em 14 de julho de 1945 mudou seu ponto inicial na Praça João Mendes</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Na década de 30, quando foi calçada pela primeira vez a Avenida D. Pedro I, os terrenos situados naquelas imediações podiam ser adquiridos por 300 réis o m2 . Lá pelos lados da rua Silva Bueno ou alto do Ipiranga, valiam um tostão ou 200 réis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1940 os terrenos já estavam um pouco mais valorizados. Após o lançamento da pedra fundamental Hospital Leão XIII , obra do padre Ballint, assinalou-se o início do progresso daquela região da &#8220;colina histórica&#8221; onde sobejavam campos de futebol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os lotes naquele tempo local outrora considerado um ermo, foram colocados no mercado a preço de 2.500 cruzeiros (na época dois contos e quinhentos mil réis), pagos em prestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1956, um lote de terra c/ 330 m2 , na rua Vasconcelos Drumonnd, custava 65 mil cruzeiros com pagamento facilitado.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Nas cercanias de Vila São José, onde ainda mantinham-se em atividades sitiantes e chacareiros, as terras valiam menos porque as enchentes, a lama, o mato crescido, o mau cheiro e as ruas esburacadas e sem iluminação, não davam condições de melhoria em curto prazo. Esta região começou a valorizar quando pavimentaram as marginais do rio Ipiranga.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">No Parque da Independência e arredores de sua parte alta, a valorização dos terrenos foi mais rápida. Membros da família Jafet, nos anos vinte, quando a rua Bom Pastor não estava calçada, construíram os primeiros palacetes encimados por miranetes, (típicas casa da &#8220;elite&#8221; do bairro) hoje quase todas ocupadas por escritórios de indústrias.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">População do Ipiranga</p>



<p class="wp-block-paragraph">1872 &#8211; 31.385<br>1890 &#8211; 64.934<br>1900 &#8211; 239.820<br>1910 &#8211; 375.324<br>1920 &#8211; 12.064<br>1934 &#8211; 40.825<br>1950 &#8211; 60.563<br>1960 &#8211; 114.744<br>1970 &#8211; 171.338<br>1980 &#8211; 300.000</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Dentre os imigrantes que compunham as levas que, com base no ano de 1891, desenvolveu-se com mais rapidez uma boa parcela deu preferência ao Bairro do Ipiranga, principalmente os italianos, porque na antiga paragem sobejavam chácaras, sítios e pomares em maiores quantidades nas proximidades do rio Ipiranga e Tamanduateí, cujas terras eram mais férteis devido às constantes enchentes.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">As duas famílias de imigrantes (Jafet e Samarone) criaram mais de 10 mil empregos diretos durante sua passagem pela região.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Além dos rios Tamanduateí e Ipiranga, a região dispõe de inúmeros córregos: Cacaréco, Jaboticabal, Moinho Velho e Capão do Reino, parcialmente canalizados.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O Caminho do Mar, denominação estabelecida pelos brancos, era uma antiga estrada que ligava São Paulo a Santos e São Vicente passando por outros municípios, já palmilhada pelos índios quando aqui aportaram os primeiros europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Havia muitos atalhos até o alto da Serra, originados pelo uso constante de diversas tribos acampadas nos arredores de Piratininga e cercanias, mas um único caminho que descia a encosta continuando depois em terreno plano, até atingir São Vicente e posteriormente Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os nativos caminhavam a pé ou se serviam de canoas, pois não havia cavalos na América e no século XVI com o uso continuado por tropeiros e viajantes, que se dirigiam à baixada santista pelo caminho mais próximo, formou-se o Caminho do Mar, então já uma estrada inicialmente partindo das proximidades do local onde seria proclamada a Independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa estrada durante vários séculos, foi a única que serviu aos viajantes que demandavam as praias, saindo de São Paulo ou aos que atingiam o Porto de Santos por via marítima com destino à esta Capital.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Até fins do século XIX, o Ipiranga foi considerado apenas uma paragem porque, por essas terras passavam tropeiros e viajantes que ali pousavam para prosseguir viagem no dia seguinte, dirigindo-se à cidade dos Andradas ou à pacata vila dos Bandeirantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na segunda metade do século XVI, essa região era citada como lugar de muitas chácaras e fazendolas, onde também havia pousos para viajantes, porém poucos moradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O do Moinho Velho Bairro mais antigo do Ipiranga, e do &#8220;Ciclo do Tropeiro&#8221;, no parque da Independência, são os pousos primitivos, de acordo com anotações históricas.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1860, a viagem São Paulo a Santos já podia ser feita em seis horas, denominando-se o trecho do planalto de Estrada do Vergueiro, em homenagem a José Vergueiro que empreendera novas obras visando à melhoria e dando-lhe condições de estrada de rodagem.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A familia Fernandes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo como profissões comerciantes e padeiros, inauguraram em 1953 uma padaria, a cinquenta metros do Cerealísta Sto.<br>Antonio, (hoje Supermercado Joanin) na rua Riga, esquina com a rua do Chaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi inaugurada a padaria ¨Peninsular¨, com a benção do Padre Mourão, da Paróquia Santuário São Vicente de Paulo.<br>Estiveram presente na inauguração á convite dos irmãos, familiares, amigos e alguns políticos da época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pão benzido pelo Padre foi distribuído a todos que se encontravam no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tempos eram difíceis, como já mencionado acima, não havia luz, água e esgoto, as ruas eram de terra, porém um ano antes da inauguração da padaria chegou a luz, os postes eram de troncos de árvores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Irmãos se desempenharam para entregar o pão a toda comunidade, pois ainda era época em que muitos faziam o pão em sua própria casa, havia pequenos bares e armazéns, porém em muitos não havia o pão para favorecer as pessoas.<br>A padaria chegava a desmanchar em média 20 (vinte) sacos de farinha por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas épocas de chuvas colocavam o cesto na cabeça, para atravessar alguns córregos, pois as enxurradas levavam embora as pequenas pontes de madeira e nunca deixaram faltar o pão tão desejado e querido por todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre favoreceram a comunidade com seus preços baixos e ainda com cadernetas &#8220;de fiado&#8221; aos menos favorecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vinda do Cerealísta e da Padaria incentivou muitos a comprarem terrenos, construírem suas casas nas imediações e a vinda de novos comerciantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os irmãos Fernandes além de servirem o povo, ajudaram a Paróquia de São Vicente De Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, no local, não há mais a Padaria. O pequeno prédio foi dividido e locado a vários comerciantes.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A família Dal Bem</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns anos depois em 1961, o Sr. Rubens Dal Bem Inaugurou o Depósito de Materiais de Construção na Via Anchieta, próximo a esquina do Cerealísta Sto. António, fazendo as entregas em carroça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terreno era alugado, depois de algum tempo comprou um terreno na rua do Chaco, ao lado do depósito já funcionando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época sofreram para entregar os materiais, quando chovia a situação era precária dificultando as entregas, tanto se fosse de Carroça ou de caminhão, pois acabava encalhando. Construiu sua nova sede e permaneceu no local por muitos anos, mudando posteriormente para a rua Riga, na mesma proximidade da Via Anchieta, onde hoje é um lindo Buffet, pertencendo à sua família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Dal Bem também colaboraram com o progresso do bairro e imediações.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A via Anchieta, estrada que liga os municípios de São Paulo a Santos, passando por São Bernardo e outras cidades menores, já foi a estrada mais movimentada de todo o país, antes da inauguração da Via dos Imigrantes. Inaugurada na década de cinqüenta, era considerada uma das mais perfeitas do mundo, projetada para substituir o obsoleto Caminho do Mar, traçada na época do Império (1842), e que naquele tempo denominava-se &#8220;Estrada da Maioridade&#8221;, em homenagem a D. Pedro II, substituindo-se por sua vez a &#8220;Calçada de Lorena&#8221;, inaugurada em 1792. Até o quilometro 13, na divisa com Rudge Ramos (Município de São Bernardo do Campo), está situada no bairro Ipiranga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, isto a partir de sua inauguração, A via Anchieta, até a divisa de São Bernardo do Campo, reúne a maior concentração de industrias do bairro Ipiranga, e inúmeros Bancos que ali mantém suas agências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Parque industrial da &#8220;antiga paragem tão distante&#8221;, depois que a estrada foi inaugurada, tornou mais fácil e menos dispendioso o escoamento de produtos industrializados remetidos no porto de Santos, desenvolveu-se mais rapidamente e ensejou o surgimento ininterrupto de fábricas ao longo do antigo Caminho do Mar. Importantes firmas estão ali localizadas, do marco divisório, quer seja na parte industrial ou comercial.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A estrada do Curral pequeno, atual AV. Nossa Senhora das Mercês, era assim chamada porque nela estava instalado um pequeno estábulo que se tornou conhecido por ser o único, naquelas redondesas, durantes muitos anos acrescida de outros com o correr do tempo, todos pequenos proprietários de gado e vacarias, instalados ao longo dessa passagem que ligava ao município de São Bernardo.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Era intenção, na época, da &#8221; companhia de Ferro Carril do Ypiranga, construir uma linha de bondes para servir o bairro da Independência, cabendo ao engenheiro Luiz Pucci o levantamento da planta, partindo a estrada do eixo do Museu com dupla vantagem de prestar-se ao serviço de bondes e de já ser uma parte da futura Avenida no espaço compreendido entre o Córrego do Ypiranga e o entroncamento da estrada da Glória, contendo 1189 metros.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">As dificuldades existentes na época para a implantação de linhas de bonde na região do Ipiranga, eram o Morro da Pólvora (Vila Monumento) e os lamaçais da Rua da Independência, onde devia ser feito um aterro de três metros para serem os trilhos assentados, impedindo a su8a construção.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A 27 de dezembro de 1918, conforme Lei nº 1631, o bairro do Ipiranga foi elevado a distrito de paz, datando dessa época os primeiros progressos verificados em seus 15,44 km de area distrital. De paragem a bairro suburbano, visto de um modo geral até a instalação dos bondes elétricos que principiaram a funcionar em 1900, ainda em fins do século passado era citado como lugar ermo e solitário, por ser pouco habitado e semi-deserto.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Foram 12 as primeiras ruas que ganharam nome na região do Ipiranga, de acordo com planta de loteamento, das quais comente uma não preserva sua primitiva denominação, todas ligadas a Independência e aos anseios republicanos, que são seguintes: Fico, Grito, 1822, Cisplatina, Municipalidades, Juntas Provisórias, Gonçalves Ledo, Monumento (praça), Guarda da Honra, Independência, Manifesto e Estrada do Ipiranga.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Os latifúndios (sesmarias) em cujas terras rasgaram-se em caminhos que partiam do Lavapés ligando-se a Vila Moraes, passando pelo Ipiranga pertenciam ao bispo Dom Mateus Pereira, conde Vicente de Azevedo e Antonio de Moraes, de acordo com o mapa elaborado por Odilon Pereira Matos. A extensão do primeiro, que tinha início núcleo da Glória onde esteve em atividade uma das mais produtivas chácaras de São Paulo, até fins do século passado, ia até o riacho Ipiranga. Dali para diante, até as regiões da divisa com o bairro da Saúde eram do Conde, pertencendo ao coronel Moraes a regiões que se estendia mais além.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Na quadra, entre as ruas Patriotas , Silva Bueno, Xavier Curado e Lino Coutinho, esteve em atividade antiga chácara, assim como a de Vila Carioca, espremida entre as ruas Campante, Lucas Obes e 1822, desapropriada em 1945.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Das incontáveis chácaras situadas no Ipiranga, tem-se notícias somente das principais, ou das que tornaram-se mais conhecida, tal como a &#8220;Chácara do Diogo&#8221;que funcionou até meados dos anos trinta à Avenida Tereza Cristina (atual Dr. Ricardo Jafet), local onde instalou-se a Associação Portuguesa de Desportos.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O &#8220;Grito de Dom Pedro&#8221;, à margem de um límpido ribeirão que serpenteava entre as matas verdejantes da colina que se tornaria histórica, a 7 de setembro de 1822, tornou-se conhecido como &#8220;Grito de Ipiranga&#8221;, e famoso pelo fato que representava perante as nações, principalmente as colônias latino-americanas que lutavam para se verem livres do jugo dos colonizadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E esse grito estivera preso, sufocado em sua garganta desde 9 de janeiro do mesmo ano quando,da sacada do palácio, no Rio de Janeiro, D.Pedro dissera ao povo que não tencionava regressar a Portugal exclamando o celebre &#8220;Fico&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a colina não fosse tão verdejante, e no chão pululassem vastidões de barbas de bode à beira da estrada velha que conduzia ao Caminho do Mar, e dali para a Calçada de Lorena por onde passara D.Pedro e sua famosa &#8220;Guarda de Honra&#8221;, de regresso da cidade de Braz Cubas, onde fora visitar a família dos Andradas.<br>E quem sabe, bem mesmo as circunstâncias que originaram a cena que antecedeu ao grito de &#8220;independência ou morte&#8221; tenha-se desenrolado da maneira captada pelo gênio artístico de Pedro Américo, fixando na tela com tamanha vida o instante supremo da ação e do grito que tornou o Brasil independente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem certas controvérsias, entre historiadores, &#8220;não escapando um pormenor, um ínfimo detalhe que não fosse respigado, rebuscado em se tratando do Sete de Setembro&#8221;, principalmente sobre os fatos que o antecederam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns alegam que a montaria de D.Pedro era um cavalo zaino, enquanto outros afirmam que era uma besta baia gateada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E que o príncipe Regente, afastando-se sutilmente da grave e delicada situação política existente no Rio de Janeiro, aproveitara-se disso para, seguindo orientações do temível alcoviteiro Francisco Gomes da Silva, o &#8220;Chaiaça&#8221;, com o pretexto de dirigir-se a Santos em visita à família de Jose Bonifácio, usando de subterfúgio em seqüência a um plano elaborado por seu secretário, achegara-se de um casarão em Penha de França, antigo pouso de viajantes ns proximidades de São Paulo, residência de Campo do coronel João de Castro, pai de uma encantadora moça paulista a quem desejava conhecer, e que um muito influenciaria nas decisões do futuro imperador agraciada com o titulo de Marquesa de Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gritos que fizeram mudar o curso da História, das batalhas, das ações já houve muitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seria difícil enumerá-los a todos, quase impossível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gritos de heróis, proferidos pouco antes de morrerem, ou mesmo no momento da morte, existem aos milhares, estampados nas enciclopédias do mundo inteiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gritos de homens que deixaram gravadas marcas profundas de seus atos, ou a que a estes antecederam. Cezar, ao ser assassinado por Brutus, também proferiu um grito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi um grito emitido a baixa voz, ouvido apenas por aqueles que o rodeavam porem, com eco de repercussão universal. A frase de Monroe, &#8220;a América para os Americanos&#8221;, também foi um grito, popularizando-se como um estigma da liberdade ara os povos da América. Tiradentes, o &#8220;Mártir da Inconfidência&#8221; e precursor da liberdade o Brasil, sem emitir um único grito foi ouvido por todos os brasileiros, e o grito que não conseguiu dar ficou atravessado como um espinho na garganta de todos os patriotas até Sete de Setembro de 1822.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que realmente importa, em se tratando do Sete de Setembro, é o que representou e representa o grito da &#8220;Independência ou Morte&#8221; para os brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com ele, caminhávamos de malas prontas rumo a emancipação política, que já nos esperava há longos anos, aguardando apenas que alguém abrisse a porta para que pudesse escapulir e sentar-se no trono do Brasil-Império.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estivesse onde estivesse, a beira do regato limpando o suor do rosto (segundo relato de Manuel Marcondes de Oliveira e Mello barão de Pindamonhangaba), &#8220;&#8230; o Príncipe vinha afetado de uma desinteria que o obrigava a todo momento a apear-se para prover-se&#8221; &#8211; ou ainda -&#8220;a espera de seus guardas de honra que bebiam numa vendinha não muito distante &#8211; o fato é que, ao chegar o mensageiro Paulo Emilio Bregaro portando as cartas das Cortes de Lisboa, e mais as de Jose Bonifácio, Dona Leopoldina e o pintor Chamberlain, Dom Pedro, montado ou não, reuniu seus homens e com um grito declarou o Brasil separado de Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era o inicio da independência que seria consolidada 9 meses depois, precisamente a 2 de julho de 1823. E a margem captada por Pedro Américo ficaria gravada na retina de todos, de como teria sido aquele instante supremo do grito &#8220;Independência ou Morte&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comitiva de D.Pedro, ao sair do Rio de Janeiro, estava assim composta: tenente Francisco de Castro e Mello, Francisco Gomes da Silva, &#8220;o Chalaça&#8221;, e os criados João Carlota e João Carvalho, além do Imperador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a viagem, em seu trajeto rumo ao Vale do Paraíba, naturalmente porque a noticia espalhara-se ou, quem sabe porque fora adrede preparada, em cada cidade onde a comitiva passava via-se engrossada por um ou mais componentes, oriundos de famílias paulistas, mineiras e fluminenses, todos fardados e alistados em janeiro daquele mesmo ano, a pedido de D.Pedro que invocara o brasileirismo dos militares que representavam aqueles estados. Esses moços não poderiam imaginar que se transformariam em &#8220;Dragões da Independência&#8221;, como integrantes da &#8220;Imperial Guarda de Honra&#8221; formada durante a cavalgada rumo a terra dos bandeirantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E assim foi em Venda Grande, Santa Cruz, São João Marcos nas fazendas Três Barras, Pau d`Alho e nas cidades de Lorena, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí e Mogi das Cruzes, ate atingir Penha de França, a 14 quilômetros de São Paulo. Era o dia 24 de agosto, data em que, pela primeira vez, D. Pedro viu Maria Domitilia, a futura Marquesa de Santos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: bairrodoipiranga</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Benajmim, Basílio e Nami Jafet, imigrantes sírios, ganharam dinheiro mascateando de porta em porta, vendendo a prestações, e com o capital amealhado estabeleceram-se com a Companhia Ypiranga de Tecelagem e Estamparia, considerada a primeira indústria de alto porte instalada no Ipiranga.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">&#8230; E considerável o número de menores, a contar de cinco anos que se ocupam de serviços fabris, percebendo salários que começam por duzentos réis ao passo que não aumentam a falange dos menores vagabundos que infestam cidade.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Durante 350 anos, a região Ipiranguista foi considerada improdutiva, abrigando apenas sitiantes chacareiros, criadores de porcos, de cabras e de vacas, ferreiros e tropeiros.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A grande maioria dos imigrantes constituía-se de italianos, e muitos deles focaram-se no bairro ou foram admitidos pelas fabricas recém-organizadas que se instalaram no Ipiranga.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Não foi somente o fator da imigração na região que motivou a instalação de importantes fábricas no Ipiranga, e sim também a linha férrea que facilitava o escoamento de cargas mais volumosas. Portanto, em poucos anos, o &#8220;bairro da Independência&#8221; , que antes de l890 era visto como paragem distante, passou a figurar como um dos principais centros produtores do município de São Paulo.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Em 1907, no terreno onde o italiano Marchesini possuiu e explorou Olaria durante 20 anos, foi fundada a Fábrica de Linhas Corrente Ltda por um grupo de ingleses. Esta firma, e mais a Companhia Ypiranga de Tecelagem e Estamparia, organizada em 1906, e a fábrica de Ferro Esmaltado Sílex, constituída em l909, formavam as três principais indústrias do bairro Ipiranga e mantinham em l915, cerca de l535 operários.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Sagrada Família, na Avenida Nazaré, 470, foi construído em 1895 e serviu como ponto de encontro de ex-escravos e parentes, em busca de asilo e socorro.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo Escolar São José, datado de 1924, que ocupa a esquina da Avenida Nazaré com Rua Moreira de Godói; o Instituto de Cegos Padre Chico, fundado em 1928, do outro lado da esquina; o Juvenato Santíssimo Sacramento, datado de 1929, localizado na Rua Dom Luís Lasanha; e mais outros oito imóveis fazem parte da herança deixada por José Vicente de Azevedo.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O Conde José Vicente de Azevedo, de fato dedicou a sua vida às pessoas mais necessitadas. Todas as casas, prédios e imóveis que ele deixou pertencem à Fundação Nossa Senhora Auxiliadora, criada por ele, e só podem ser alugados para fins educacionais. Em 1935, ele foi nomeado conde romano pelo papa Pio XI, em razão das obras assistenciais que mantinha. Morreu nove anos depois. Estima-se que tenha auxiliado pelo menos 10 mil jovens, somente no internato.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O &#8220;Bonde a burro&#8221;, um pequeno veículo com quatro bancos para transportar poucos passageiros, por motivos óbvios não podia ser destinado a grandes percursos, principalmente onde a topografia da área a ser percorrida apresentava-se com variadas elevações. Por esse motivo, e também porque nesse tempo havia lamaçais e pântanos em certos caminhos que demandavam o Ipiranga, eles não atingiam o bairro e tinham por limite o Cambuci.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O Ipiranga, em 1920, devido ao tráfego de bondes acusou uma população de 12.064 habitantes, saltando para 40.825 em 1934, ocasião em que os ônibus ainda eram escassos e precários, sem conforto e também mais caros, e por isso menos usados pela população.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Berço da Independência do Brasil, o Ipiranga já pode ser considerado um Museu a céu aberto. Referencia histórica da Cidade de São Paulo, o bairro agora conta 12 construções centenária tombadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) desde o dia 8 de maio de 2.007. A decisão reconhece o valor histórico, arquitetônico, paisagístico e urbanístico dos imóveis, que fizeram parte da herança do Conde José Vicente de Azevedo (1.859 / 1.944). Ele chegou a capital aos 16 anos e trouxe um sonho: amparar as crianças desvalidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos do Império adquiriu uma grande gleba de terras na Colina do Ipiranga, sítio histórico da Independência. Em análise desde 1.993, os imóveis fazem parte da herança do Conde que, no começo do século passado, tinha entre seus bens 45 alqueires de terras no Ipiranga. Numa parte de seus domínios, ele construiu casas beneficentes, que atendiam a órfãos, doentes e cegos. É o caso do Instituto Padre Chico que em 18 de fevereiro de 1.928, recebeu a doação de um terrno feita pelo Conde Dr. José Vicente de Azevedo no Ipiranga , onde já existia um Pavilhão com o nome de Dom Antonio de Alvarenga. Em 27 de maio de 1.928foi lançada a primeira pedra do novo estabelecimento e em 4 de novembro de 1.929 lançou-se a primeira pedra da Igreja de Santana, oferecida por Dona Ana do Amaral Borges, onde guarda religiosamente os despojos mortais de Monsenhor Francisco de Paula Rodrigues – “Padre Chico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A direção do Instituto de Cegos “Padre Chico” foi entregue às filhas de caridade de São Vicente de Paula desde a sua fundação. A entidade proporciona hoje aos seus assistidos o verdadeiro amparo social e a assistência cristã, constituindo uma das mais belas e significativas obras de benemerência e filantropia da Capital.<br>Outros exemplos são o Instituto Cristóvão Colombo, de 1.895, só para meninos. Ali estudaram filhos de imigrantes italianos, de onde saíram advogados, médicos e comerciantes que ajudaram posteriormente a construir o bairro e o Internato e Semi-Internato Nossa Senhora Auxiliadora, edificação projetada pelo escritório Ramos de Azevedo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram tombados, também, o Educandário Sagrada Família, o Instituto Maria Imaculada, o Colégio São Francisco Xavier, a Clínica Infantil do Ipiranga, o Seminário João XXIII, o Antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças, o Antigo Grupo Escolar São José, o Antigo Juvenato Santíssimo Sacramento-UNESP e o Seminário Central do Ipiranga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o bisneto do Conde Carlos Eduardo Francischini essas instituições não teriam existido se o Conde, para tanto, não tivesse contribuído pelo menos com o terreno. Para algumas, contribuiu com muito mais. “Acredito que todos os descendentes do Conde José Vicente de Azevedo que, assim como eu, conhecem a sua história sentiram boa dose de emoção diante da notícia do tombamento, pelo Patrimonio Histórico, das construções que abrigam as obras relacionadas na Resolução do COMPRESP. A primeira de suas filhas, Maria Angelina, teve como sua primeira filha a minha mãe, Maria Thereza. Portanto, sou seu bisneto. As mencionadas obras já haviam sido denominadas por alguém como “Os 12 Tabernáculos do Ipiranga”, porque foram erguidas, todas para maior glória de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o vice-reitor administrativo da UNIFAI Prof. Osmar Garcia Stolagli, disse que é importante que transformações ocorram para melhoria do nosso bairro, sejam nos sistemas de transportes coletivos, em edificações, áreas de ensino e na necessária prestação de serviços em geral. “Tais fatosorgulham os ipiranguistas de nascimento e de coração. Porém jamais poderemos deixar de lado nossos laços históricos, tradições e tudo mais que os antepassados nos legaram. Assim é que, nos alegram as notícias de que o CONPRESP definiu os processos de tombamento de diversos edifícios de instituições que marcam positivamente setores da região, principalmente no entorno da Avenida Nazaré. Convém lembrar também que essas intervenções, por vezes, causam problemas para as entidades impossibilitadas de expansão ou de não poderem arcar com investimentos de manutenção de suas propriedades, sem qualquer ajuda dos órgãos governamentais”, declara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os imóveis tombados:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituto Padre Chico – Companhia das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo – R. Moreira de Godoy, 456/572 (desde 1.928, quando o próprio padre Chico recebeu as terras do Conde, fez-se ali uma casa de auxílio a pessoas cegas. A construção do começo do século tem iluminadas galerias a que os arquitetos chama de arco pleno, que cercam um pátio interno bastante arborizado.);</p>



<p class="wp-block-paragraph">Educandário Sagrada Família – Congregação das Irmãzinhas de Imaculada Conceição – Av. Nazaré, 470 com R. Barão de Loreto, 182 (a construção, de 1.895, teve projeto arquitetônico doado por Ramos de Azevedo. Em um dos prédios de tendência neoclássica funciona a 2ª. Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e, no outro, um educandário. Os dois são interligados por uma Capela , onde esta sepultado o corpo de Madre Paulina (1865/1942). Ela morou naquele terreno, no Pequeno Abrigo para Filhos de Imigrantes e Escravos, de 1.918 até o dia de sua morte. A Capela da Sagrada Família, nome dado pela própria Santa Paulina (canonizada em Roma, em maio de 2.002), pode ser visitada de 3ª. à domingo das 9h às 19h.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Internato Nossa Senhora Auxiliadora – Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração – R.Dom Luís de Lasagna, 300 e Av. Nazaré, 810 (outro projeto de Ramos de Azevedo, de 1.896. Queixos despencam diante do imponente portão de ferro ornamentado do final do século 19. Mais glamour visual: linhas neoclássicas, jardim de rosas, canteiros geométricos versalheses).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças Irmãs Salesianas – R.Dr.Clóvis Bueno de Azevedo, 130 e R. Dom Luis de Lasanha, 176 (o tempo para diante dessa construção de 1.924 do padre salesiano e engenheiro Domingos Despiano. No tombamento, a referencia é ao piso de ladrilho hidráulico original, que forma um mosaico multicor e aos vitrais nas alamedas internas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antigo Grupo Escolar São José – Avenida Nazaré, 900 com R. Moreira de Godói, 226 (originalmente, o projeto de Ramos de Azevedo de 1.891 não incluía grades. A construção de alvenaria de tijolos pintados de amarelo permitia que as crianças corressem para a rua depois das aulas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituto Cristóvão Colombo– Congressão Missionários São Carlos – R.Dr. Mario Vicente, 1108 (não espere se deparar com uma construção diante do número dessa rua. Passe o portal e siga sem medo pela viela de pedra. Pequenas travessinhas, repletas de casotas geminadas surgirão no caminho. No centro, está o Instituto Cristóvão Colombo, que em 1.995 iniciou atividade como orfanato. A fachada é composta por uma Igreja de linhas marcantes que mesclam os estilos neoclássico e art déco. Na década de 60, ela ganhou um anexo em linhas retas e azulejos coloridos. Mistura maluca? Há mais de frente para a Igreja, está o Seminário João XXIII, onde está a ordem dos Padres Carlistas. O tombamento nessa região faz menção às arvores do bosque em frente à construção. Ou seja, a imensa mangueira centenária está livre da especulação imobiliária).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Seminário João XXIII – Congregação dos Missionários de São Carlos – R. Dr. Mario Vicente, 1108 (vide texto acima).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Clinica Infantil do Ipiranga – Ordem dos Ministros dos Enfermos Camilianos – Av.Nazaré, 1361 (agraciado por uma das doações do conde, o pediatra Augusto Gomes de Mattos (1899/1978) transformou a clínica em referencia para o tratamento pediátrico na década de 40. Quem passar pela construção de 1.931, deve observar outras jóias os vitrais do russo Conrado Sorgenicht Filho, o mesmo responsável pelos do Teatro Municipal, e os azulejos de Antonio Paim Vieira, que fez os azulejos azuis da Nossa Senhora do Brasil).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seminário Central do Ipiranga – Universidade Católica – Arquivo Metropolitano Arquidiocesana – Av.Nazaré, 1361 (dos arquivos do Conde consta que a construção de 1.943 é de Alexandre Albuquerque, que trabalhou no escritório de Ramos de Azevedo e foi responsável pela reurbanização da região de .Santa Ifigênia. São suntuosos os arcos e a rosácea na entrada da Igreja da Paróquia da Imaculada Conceição em estilo neoclássico. Como antes do período republicano a Igreja fazia a função de cartório, ali está grande parte dos registros civis da época).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antigo Juvenato Santíssimo Sacramento – R.Dom Luís Lasanha, 400 com Av.Nazaré, s/n° (ladeado por árvores, entre elas uma araucária, o edifício eclético de Ramos de Azevedo de 1.929, é hoje ocupado pela Unesp. A capela alinhada ao lote tem arcos ogivais dignos de aula de arquitetura. O desenho é característico das abóbadas góticas.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Colégio São Francisco Xavier &#8211; Rua Moreira e Costa, 531 (o colégio foi construído em 1.925 e recebia imigrantes japoneses. Destaque para platibandas simples, mureta que tem função de esconder o telhado, entremeado por pináculos (pontos mais altos)).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Instituto Maria Imaculada &#8211; Av. Nazaré, 711 (construção assimétrica da década de 30. A igreja abriga um painel de cerâmica com a pintura da imagem de Maria Imaculada, que vale ser conhecido)<br>Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) tombou em 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; A família Jafet ao imigrar do Líbano, em 1.887, criaram a Tecelagem e Estamparia Ypiranga. Suas industrias chegaram a empregar cerca de 4,5 mil operários. Em 1.923 , inauguraram, no número 798 da R.Bom Pastor, a suntuosa residência de Basílio Jafet, uma mescla de estilos oriental, clássico e barroco, que ficou conhecida como Palácio dos Cedros – referencia ao jardim que circunda a mansão, ornamentado pela vegetação típica de seu país. Mármores de Carrara foram trazidos da Itália para montar as escadarias. Há pisos machetados, pedras talhadas, mosaicos e uma profusão de colunas, brasões e anjos barrocos; enquanto pinturas, apliquese esculturas estão distribuídos por seus quatro andares, que abrigam 50 cômodos. Segundo o arquiteto e urbanista Benedito Lima de Toledo, 72, “o quadrilátero dos Jafet é o auge da ostentação do ecletismo”. O que apesar da suntuosidade, não significa exatamente bom gosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte&gt; Upiranga</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A primeira loja da 25 de Março foi aberta pelo libanês Benjamin Jafet, em 1887. Nos anos seguintes, ele trouxe para o Brasil os irmãos, Basílio, João e Nami, que compraram terras na região do Ipiranga para montar uma tecelagem. &#8220;As mulheres choravam porque era uma área muito afastada&#8221;, lembra Violeta Jafet, 95 anos, filha de Basílio. &#8220;Durante muito tempo, só havia por lá o museu, o rio e um botequim.&#8221; Para que seus funcionários pudessem ir trabalhar, os Jafet pediram que a companhia canadense Light and Power, concessionária dos serviços de bonde na capital, implantasse uma linha até o ainda pouco habitado e distante bairro, onde mais tarde construíram casas para seus 2 000 operários e alguns palacetes. Muitos desses imóveis permanecem nas mãos de descendentes da família Jafet, que conta atualmente com mais de 400 membros.</p>
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		<title>Fatos Históricos 5</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-5/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O ano de 1822 começou dramaticamente para D.Pedro. Foi no dia 1º de janeiro que ele recebeu o manifesto escrito por José Bonifácio e assinado por toda a junta provincial da cidade. Até então, apesar de alguns cartazes espalhados pelas ruas do Rio e das manifestações cada vez mais entusiásticas que vinham recebendo nas ruas ou no teatro, D.Pedro não registrara nenhum sinal de apoio à sua permanência no Brasil. Mas a carta de Bonifácio era impactante. Segundo ela, as Cortes de Lisboa, baseadas &#8220;no despropósito e no despotismo&#8221; buscavam impor ao Brasil &#8220;um sistema de anarquia e escravidão&#8221;. Movidos por uma &#8220;nobre indignação&#8221;, os paulistas estavam &#8220;prontos a derramar a última gota do seu sangue e a sacrificar todas as suas posses para não perder o adorado príncipe&#8221;, em quem colocavam &#8220;suas bem-fundamentadas esperanças de felicidade e honra nacional&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cariocas, que pensavam da mesma maneira, organizaram um abaixo-assinado com 8 mil nomes e o entregaram ao príncipe uma semana depois, numa cerimônia realizada ao meio-dia de 9 de janeiro. Depois de ler o documento, D.Pedro anunciou solenemente sua decisão: &#8220;Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, dia ao povo que fico&#8221;. Reunido em frente ao Paço Municipal, o povo saudou a decisão do príncipe. No dia 11, as tropas portuguesas tentaram obrigar o príncipe a embarcar para Lisboa. Apoiado pelo povo e por tropas leais, D.Pedro resistiu. A independência, agora, era uma questão de tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcam a aproximação entre D.Pedro e a facção mais conservadora da elite brasileira, formada por homens que, em sua maioria, tinham freqüentado a Universidade de Coimbra e partilhavam da idéia de um império luso-brasileiro. Cinco dias depois de expulsar do Rio as tropas lusas, comandadas pelo general Avilez, D.Pedro organizou um novo ministério e, para liderá-lo, escolheu José Bonifácio de Andrada e Silva. Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento. No dia 14, partiu para São Paulo para contornar uma crise na província. No dia 2 de setembro, no Rio, a esposa de D.Pedro, D.Leopoldina (imagem acima), leu as cartas chegadas de Lisboa com as abusivas decisões da Corte. Reuniu os ministros e enviou mensageiros a D.Pedro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 7 de setembro, o príncipe recebeu as cartas às margens do Ipiranga e concluiu que era a hora de romper com a metrópole. Depois de ler, amassar e pisotear as cartas, D.Pedro montou &#8220;sua bela besta baia&#8221;, cavalgou até o topo da colina e gritou à guarda de honra: &#8220;Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar&#8230; Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas&#8221;. Após arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: &#8220;Por meu sangue, por minha honra e por Deus: farei do Brasil um país livre&#8221;. Em seguida, erguendo-se nos estribos e alçando a espada, afirmou: &#8220;Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou morte&#8221;. Eram 4 horas da tarde de 7 de setembro de 1822.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte, inicou a viagem de retorno ao Rio, onde chaegou no tempo recorde de cinco dias, deixando toda a tropa 10 horas para trás. Na capital, foi saudado como herói. A 1º de dezembro, aos 24 anos, foi coroado não rei, mas imperador, para mostrar que, apesar do direito monárquico, também fora eleito pelo &#8220;povo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe regente dom Pedro retornava de uma viagem a Santos, cidade no litoral da província de São Paulo. No meio do caminho, encontrou um mensageiro que lhe levava duas cartas: a primeira exigia seu retorno imediato a Portugal. A segunda, apontava dois caminhos: a obediência a Portugal ou a separação total da metrópole. Apoiado pela elite brasileira, dom Pedro não teve dúvidas: proclamou a Independência do Brasil. Saiba como foram os acontecimentos que antecederam ao famoso &#8220;Grito do Ipiranga&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final do século XVIII, Inglaterra e França disputavam a liderança no continente europeu. A Inglaterra industrializada era uma nação muito rica, que precisava cada vez mais de mercados para seus produtos. A França não tinha tantas fábricas, mas contava com um exército poderoso, comandado por Napoleão Bonaparte. Para a França, a melhor maneira para se tornar a nação mais importante da Europa era sufocar a economia inglesa. Assim, em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, proibindo todos os países europeus de comercializar com a Inglaterra. Quem fizesse negócios com a rival seria invadido pelo exército francês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Portugal, a situação ficou difícil. Afinal, a Inglaterra era uma aliada importante e um país para o qual o Império português devia muito dinheiro. Por outro lado, o exército francês era poderoso. Como o governo português não decidia de que lado ficava, em 1807, o imperador francês Napoleão Bonaparte ordenou a ocupação de Portugal. Para a corte de Lisboa havia duas opções: aceitar o domínio napoleônico ou partir para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem saída, o governo português fez um acordo secreto com os ingleses, que se comprometeram a ajudar a família real e a corte portuguesa na fuga. Cerca de 15 mil pessoas abandonaram Portugal às pressas. Na manhã de 29 de novembro de 1807, oito naus, quatro fragatas, três brigues, uma escuna e outras embarcações partiram do rio Tejo, em Lisboa, sob proteção inglesa. Na bagagem, traziam tudo o que puderam carregar – móveis, objetos de arte, louças, livros, arquivos e dinheiro do tesouro imperial. Em 22 de janeiro de 1808, chegaram a Salvador, na Bahia. Lá, eles foram festejados durante algumas semanas. Mas o destino final era a capital da colônia, o Rio de Janeiro, onde dom João VI e sua comitiva desembarcaram no dia 8 de março de 1808.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira medida de dom João – ainda em Salvador – foi a abertura dos portos do Brasil às nações amigas. Quer dizer: a partir dessa data, os produtos exportados para o Brasil não precisavam mais passar por Portugal e os portos brasileiros receberiam pela primeira vez navios com bandeiras das nações que mantinham boas relações com Portugal. Isso foi muito importante, pois a colônia começou a entrar em contato com os produtos e as idéias que circulavam em outras partes do mundo. Os portos do Brasil passaram a ter mais importância para os ingleses, que tinham dificuldades para comerciar na Europa devido ao Bloqueio Continental de Napoleão. Entusiasmados, os comerciantes estrangeiros trouxeram de tudo: tecidos, sapatos, talheres, louças, cristais, chapéus, cachimbos, xales, ferragens, queijo, manteiga, escovas, pentes, navalhas, perfumes, sabonetes, velas, pianos, carruagens, barbantes e caixões, além de produtos inúteis como carteira para notas (aqui só havia moedas), patins para gelo, casacos de pele e tecidos de lã pesada, inadequados para nosso clima quente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da chegada da família real, o Brasil era obrigado a seguir uma série de condições:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A proibição de comerciar com outros países, a não ser Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Qualquer comércio entre Brasil e Portugal só podia ser feito apenas por pessoas autorizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• No território brasileiro, não podiam ser plantados produtos que já fossem cultivados em Portugal, nem fabricar artigos que fossem feitos por lá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das mudanças comerciais, a chegada da família real ao Brasil também causou um reboliço cultural e educacional. Nessa época, foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de Belas-Artes e dois Colégios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador. Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal. Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico. Uma atitude muito importante de dom João foi a criação do Banco do Brasil e da Imprensa Régia. Essa última editou obras de vários escritores e traduções de obras científicas. Foi um período de grande progresso e desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto movimento por aqui provocou a indignação do outro lado do Atlântico. Afinal, o Brasil deixara de ser uma simples colônia. Nosso país tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Quer dizer, enquanto a família real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias. Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura dos portos brasileiros. Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolução Liberal do Porto – cidade ao norte de Portugal. Os rebeldes exigiram a volta de dom João e a expulsão dos governantes estrangeiros. Queriam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses. Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821. Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, uma nova Constituição começou a ser feita para o Império português. Só que para a elaboração do documento, o Brasil, como Reino Unido, teria direito de enviar seus deputados. Os portugueses não aceitavam essa hipótese e começaram a pressionar para que o Brasil voltasse a ser colônia, pois isso favoreceria seus interesses. Os brasileiros não aceitaram, queriam liberdade para comerciar e governar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. No final desse ano, um fato novo redefiniu a situação: chegaram ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a completa obediência do Brasil às ordens vindas da metrópole. No dia 9 de dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para voltar a Portugal, mas o Partido Brasileiro – grupo formado por grandes fazendeiros, comerciantes e altos funcionários públicos – o convenceu a ficar. O regente recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele permanecesse no país. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu permanecer. Ele foi à sacada e disse: &#8220;Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!&#8221;. Essa data ficou conhecida como o Dia do Fico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 16 de janeiro de 1822, dom Pedro nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva ministro dos Negócios do Interior, da Justiça e dos Estrangeiros. Nos meses seguintes, o apoio do Partido Brasileiro a dom Pedro e o movimento de Independência cresceram bastante, principalmente na região Sudeste. Por outro lado, a corte de Lisboa continuava exigindo a volta do príncipe regente. Mais uma vez ele desafiou Portugal: determinou que as ordens de Lisboa só teriam validade no Brasil depois de passar pelas suas mãos e receber autorização, o que ficou conhecido como &#8220;Cumpra-se&#8221;. Diante dessa medida, o príncipe regente recebeu do Senado da Câmara do Rio de Janeiro o título de Defensor Perpétuo do Brasil. No dia 7 de setembro, às margens do riacho Ipiranga, ele leu uma carta de Portugal que exigia seu retorno imediato e outra de José Bonifácio que dizia: &#8220;Só existem dois caminhos: ou voltar para Portugal como prisioneiro das cortes portuguesas ou proclamar a Independência, tornando-se imperador do Brasil&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve ainda uma carta escrita pela esposa de dom Pedro, a princesa austríaca dona Leopoldina, que reforçava as idéias do ministro. Diante das palavras de José Bonifácio, homem forte do governo e que ficaria conhecido como &#8220;Patriarca da Independência&#8221;, dom Pedro não teve dúvidas. Reagiu imediatamente, tirando do chapéu a fita com as cores vermelha e azul, que representavam a corte real portuguesa, jogando-a no chão. Levantou a espada e gritou: &#8220;Independência ou morte!&#8221;. A cena ficou conhecida como o &#8220;Grito do Ipiranga&#8221;, porque aconteceu às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, para onde dom Pedro tinha ido em busca do apoio dos paulistas. Atualmente, no local dos acontecimentos, encontra-se o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, que guarda objetos da época da Independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte da população brasileira acompanhou de forma apática os acontecimentos que levaram à Independência. Entre os escravos negros, ela nem existiu. Algumas poucas senzalas se agitaram, pois acreditavam que haveria também o fim da escravidão. Entretanto, para os milhares de escravos, a vida dura nas lavouras continuaria sem qualquer modificação durante mais de 60 anos. A Independência não gerou mudanças sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1º de dezembro de 1822, dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil, passando a usar o título de dom Pedro I. A Independência do Brasil, no entanto, só foi reconhecida por Portugal no dia 13 de maio de 1825. Após alguns meses de negociações, com a ajuda da Inglaterra, ficou decidido que o Brasil deveria pagar a Portugal 2 milhões de libras esterlinas (moeda inglesa). O dinheiro foi emprestado ao novo país pelos ingleses. Esse foi o primeiro pedido de empréstimo de nossa história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se estende até a adoção da primeira Constituição brasileira, em 1824.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As revoltas do fim do século XVIII e começo do XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolução Pernambucana de 1817, mostram o enfraquecimento dos Estados Unidos (1776) e a Revolução Francesa (1789) reforçam os argumentos dos defensores das idéias liberais e republicanas. Cresce a condenação internacional ao absolutismo monárquico e ao colonialismo. Aumentam as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e o excesso de impostos numa época de livre-mercado e circulação de mercadorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instalação da Corte portuguesa no Brasil, em 1808, contribui para a separação definitiva das duas nações. A abertura dos portos, a elevação da colônia à situação de reino e a criação do Reino Unido de Portugal, e Algarve praticamente cortam os vínculos coloniais e preparam a independência. Com a Revolução do Porto, em 1820, a burguesia portuguesa tenta fazer o Brasil retornar à situação de colônia. A partir de 1821, as Cortes Constituintes &#8211; o Parlamento lusitano &#8211; tomam decisões contrárias aos interesses brasileiros, como a transferência de importantes órgãos administrativos para Lisboa. Também obrigam Dom João VI a jurar lealdade à Constituição por elas elaborada e a retornar imediatamente a Portugal. O rei português volta, mas deixa no Brasil o filho Dom Pedro como Regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pressionado pelas Cortes Constituintes, Dom João VI chama Dom Pedro à Lisboa. Mas o príncipe regente resiste às pressões, que considera uma tentativa de esvaziar o poder da monarquia. Forma-se em torno dele um grupo de políticos brasileiros que defende a manutenção do status do Brasil no Reino Unido. Em 29 de dezembro de 1821, Dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia 9 de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à História como o Dia do Fico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os políticos que cercam o Regente estão os irmãos Antonio Carlos e José Bonifácio de Andrada e Silva, e o Visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal ministro e conselheiro de Dom Pedro, José Bonifácio luta, num primeiro momento, pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando o mínimo de autonomia brasileira. Convencido de que a separação é irreversível, aceita a independência desde que a monarquia continue. Para ele, o regime monárquico é o único capaz de neutralizar a intervenção portuguesa nas províncias e preservar a unidade político-territorial do país. Fora da Corte, outros líderes liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, atuam nos jornais e nas lojas maçônicas. Fazem pesadas críticas ao colonialismo português e defendem total separação da metrópole.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 3 de junho de 1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, baixa um decreto considerado inimigas tropas portuguesas que desembarquem no país. Cinco dias depois, assina o Manifesto às Nações Amigas, redigido por José Bonifácio. Nele, Dom Pedro justifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura &#8220;a independência do Brasil, mas como reino irmão de Portugal&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira aproximação pictográfica que temos com a Independência do Brasil acontece como deve ser, nos livros de escola, quando vemos a pintura de Pedro Américo, “O Grito do Ipiranga”, elaborada em 1888, já no final do Segundo Reinado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">D. Pedro II foi educado pelos melhores professores brasileiros e era estimulado por seu tutor, José Bonifácio de Andrada e Silva, a travar contato com as artes e os artistas de seu tempo. A isto somado o fato da força do cultivo do café na lavoura brasileira, o Segundo Reinado no Brasil foi bastante próspero e trouxe muitos avanços em arte e cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">D. Pedro II foi o maior incentivador da cultura e da arte na história do Brasil. Pedro Américo, subvencionado pelo Império, estudou na Europa e, a pedido do Imperador, pintou várias obras. Destaque para “O Grito do Ipiranga”, de 1888.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de o quadro datar de 66 anos após os eventos protagonizados pelo pai do Imperador, D. Pedro I, não deve toldar o nosso raciocínio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Independência foi fermentada num longo processo. Napoleão Bonaparte liderava a Revolução Burguesa na Europa, num tempo em que Portugal era refém econômico da grande potência da época, a Inglaterra. Com o avanço inexorável de tropas napoleônicas a Portugal, a Inglaterra enviou tropas e navios, tanto para combater Napoleão quanto para escoltar a Família Real para o Brasil em 1808.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos historiadores enfatizam o momento da transferência da Família real para o Brasil como o marco do início de todo o processo de Independência em relação a Portugal. Alguns preferem a expressão “emancipação política”, dada a dependência crônica em relação ao grande capital estrangeiro. Naquela época, Inglaterra. Hoje, EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil D. João VI começa a esboçar o arcabouço de uma Nação Soberana, com um Banco próprio, o Banco do Brasil, fundado no momento de sua chegada, 1808, a assinatura de Tratados de Comércio com as Nações Amigas, etc. No Congresso de Viena, em 1815, ocorre a Elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves, com o rei D. João VI residindo aqui. O Brasil, formalmente, não era mais uma Colônia, mas um Reino Unido. Em torno deste tema gira todo o processo de Independência em relação a Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cortes, comandadas pela burguesia portuguesa, eram compostas por homens levados ao poder no processo conhecido como Revolução do Porto: afirmavam a autonomia política de Portugal em relação à Inglaterra mas desejavam avidamente levar novamente o Brasil ao estatuto de Colônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento de ruptura com as cortes em Portugal já estava fermentando na mente de D. João VI quando foi forçado a voltar para lá em 1821 após a deposição dos ingleses pelas cortes de Lisboa na Revolução do Porto. Percebendo os ânimos daqueles que começavam a orgulhar-se em chamar-se de BRASILEIROS deixou D. Pedro como Príncipe Regente e recomendou: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 1821 chega ao Rio de Janeiro uma ordem das cortes a D. Pedro. Deveria ele abolir a regência e regressar imediatamente a Portugal. Resignado, começa a fazer os preparativos para o regresso quando a onda de indignação dos brasileiros se faz notória. José Bonifácio de Andrada e Silva, na condição de membro destacado do governo provisório de São Paulo, envia uma carta a D. Pedro. Nela criticava duramente a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a sua atenção para o importante papel reservado ao príncipe nesse momento de crise. Aquela carta foi publicada na Gazeta do Rio de 8 de janeiro de 1822, com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada por José Bonifácio, para entregar ao príncipe a representação paulista. Nesse mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo que este resolveu aceitar depois da insistência do próprio príncipe. Essa nomeação tinha um forte significado simbólico: pela primeira vez o cargo era ocupado por um brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empossado no cargo de ministro do Reino e de Estrangeiros, em janeiro de 1822, Bonifácio logo conquistou, para a causa emancipadora, os representantes da Áustria e da Inglaterra. Além disso, ordenou ao Chanceler-Mor (cargo que corresponde, hoje, ao de ministro da Justiça) que não publicasse lei alguma, vinda de Portugal, sem primeiro submetê-la à a apreciação do príncipe; nomeou um cônsul brasileiro para Londres, declarando, ao Gabinete inglês, que só tal funcionário poderia, então, liberar navios que se destinassem ao Brasil; enviou emissários às Províncias do norte, a fim de congregá-los para a causa da independência, avisando que teriam que se sujeitar à regência de D. Pedro e não às ordens que recebessem de Lisboa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Províncias do norte estavam ao lado das Cortes portuguesas e executando o decreto 124, de 29 de setembro de 1821; principalmente, no Maranhão, o que fez com que José Bonifácio, em ofício à Junta de Governo daquela Província, dissesse, ironicamente, que não era de se esperar que o Maranhão tivesse &#8220;a aparente e fastigiosa idéia de ser considerada província daquele reino (Portugal)&#8221;. O Brasil, àquela altura dos acontecimentos, não podia continuar fragmentado e José Bonifácio estava enfrentando a tarefa hercúlea de reunir as Províncias, unindo o país em torno de uma idéia política, que era a monarquia constitucional parlamentar. No dizer de Tito Lívio Ferreira e Manoel Rodrigues Ferreira, “sob esse ponto de vista, ele é, legitimamente, o campeão da unidade do Brasil”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre ativo, aliciou conspiradores em Pernambuco, no Maranhão, no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Pará, para que se rebelassem, na hora exata, contra a metrópole que o ludibriara, traindo o acordo do Reino Unido de Portugal e do Brasil; em junho de 1822, reorganizou o erário, por intermédio de seu irmão, Martim Francisco, e, em julho, formou uma nova Armada, contratando, para a obra de construção da Marinha de Guerra, o marujo e aventureiro lorde Cochrane. Importante ainda a presença de Gonçalves Ledo, que angariou os fundos necessários para fortalecer a Armada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levou D. Pedro a conquistar a simpatia das populações de Minas e de São Paulo, forçando-o a viajar, pois, dizia ele, “o Brasil não é o Rio de Janeiro”. Quando os decretos vindos de Portugal anulavam, sumariamente, todos os atos da regência, ele, habilmente aliado a D. Leopoldina, escreve a D. Pedro, jurando que, de Portugal, o humilham: “De Portugal não temos a esperar senão escravidão e horrores. Venha V.A. Real o quanto antes e decida-se; porque irresoluções e medidas de água morna, à vista desse inimigo que não nos poupa, para nada servem – e um momento perdido é uma desgraça”. Com isso, instigava o príncipe a se rebelar, combatendo as suas hesitações e desânimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje estão disponíveis – inclusive na Internet – os documentos comprobatórios de que os acontecimentos de 7 de setembro foram premeditados e conduzidos por José Bonifácio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fins de agosto, a Maçonaria no Brasil se organizava e enviava emissários como Antônio de Menezes Vasconcellos Drummond que, chegando de Pernambuco para onde fora comissionado por José Bonifácio, traz informações e cartas inquietantes. As Cortes em Lisboa chamando o Príncipe de “rapazinho”, ordenam seu imediato regresso e ainda o aprisionamento de Bonifácio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontra-se no magistério muitos professores que preferem minimizar (ou mesmo ridicularizar) os fatos que tiveram lugar às margens do Ipiranga naquela data. Não me conto entre estes. Quem dera os governantes de hoje tivessem a mesma coragem!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A documentação comprobatória é muito extensa e está à disposição do pesquisador. À falta de maiores habilidades ou mesmo confiança no método chamado de “viagens astrais”, atenho-me à documentação. Cito aqui, a título de exemplo, a carta do Padre Belchior, de 1896, mencionada por José Castellani em sua página e que diz, em seus pontos principais, o seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O príncipe mandou-me ler alto as cartas trazidas por Paulo Bregaro e Antônio Cordeiro. (&#8230;) D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva. Eu os apanhei e guardei. Depois, abotoando-se e compondo a fardeta – pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho do Ipiranga, agoniado por uma disenteria, com dores, que apanhara em Santos – virou-se para mim e disse:</p>



<p class="wp-block-paragraph">_ E agora, padre Belchior?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E eu respondi prontamente:</p>



<p class="wp-block-paragraph">_ Se V.A. não se faz rei do Brasil, será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho, senão a independência e a separação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">D. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros, em direção aos nossos animais, que se achavam à beira da estrada. De repente estacou-se, já no meio da estrada, dizendo-me:</p>



<p class="wp-block-paragraph">_ Padre Belchior, eles o querem, terão a sua conta. As Cortes me perseguem, chamam-me, com desprezo, de rapazinho e brasileiro. Pois verão agora o quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações: nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!</p>



<p class="wp-block-paragraph">(&#8230;) E arrancando do chapéu o laço azul e branco, decretado pelas Cortes, como símbolo na nação portuguesa, atirou-o ao chão, dizendo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">_ Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade, a separação do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(&#8230;) O príncipe desembainhou a espada, no que foi acompanhado pelos militares; os paisanos tiraram os chapéus. E D. Pedro disse:</p>



<p class="wp-block-paragraph">_ Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">(&#8230;) Firmou-se nos arreios, esporeou sua bela besta baia e galopou, seguido de seu séquito, em direção a São Paulo, onde foi hospedado pelo brigadeiro Jordão, capitão Antônio da Silva Prado e outros, que fizeram milagres para contentar o príncipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mal apeara da besta, D. Pedro ordenou ao seu ajudante de ordens que fosse às pressas ao ourives Lessa e mandasse fazer um dístico em ouro, com as palavras “Independência ou Morte”, para ser colocado no braço, por um laço de fita verde e amarela. E com ele apareceu no espetáculo, onde foi chamado o rei do Brasil, pelo meu querido amigo alferes Aquino e pelo padre Ildefonso (&#8230;)”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ata da nona sessão do Grande Oriente do Brasil – Assembléia Geral – realizada no 13º dia do 5º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822 (2 de agosto de 1822), consta ter o Grão-Mestre da Ordem, conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, proposto a iniciação de Sua Alteza D. Pedro de Alcântara. E que, “aceita a proposta com unânime aplauso, e aprovada por aclamação geral, foi imediata e convenientemente comunicada ao mesmo proposto, que se dignando aceitá-la, compareceu logo na mesma sessão e sendo também logo iniciado no primeiro grau na forma regular e prescrita na liturgia, prestou o juramento da Ordem e adotou o nome heróico de Guatimozin”. Na décima sessão, realizada a 5 de agosto, Guatimozin recebeu o grau de Mestre Maçom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assembléia Geral – do Grande Oriente Brasílico, fundado a 17 de junho de 1822, fechado a 25 de outubro do mesmo ano, pelo seu Grão-Mestre, D. Pedro I, e reinstalado como Grande Oriente do Brasil, em 1831, foi publicada, junto com outras, no Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, Nº 10, de outubro de 1874, no Ano III da publicação (criada em 1872).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daquela ata, consta que a Assembléia decidiu ser imperiosa a proclamação da independência e da realeza constitucional, na pessoa de D. Pedro. Mostra, também, que o dia da sessão, 20º dia do 6º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz de 5822, era o dia 9 de setembro. Isso porque o Grande Oriente utilizava, na época, um calendário equinocial, muito próximo do calendário hebraico, situando o início do ano maçônico no dia 21 de março (equinócio de outono, no hemisfério Sul) e acrescentando 4000 aos anos da Era Vulgar. Desta maneira, o 6º mês maçônico tinha início a 21 de agosto e o seu 20º dia era, portanto, 9 de setembro, como situa o Boletim de 1874.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, não é procedente supor que a data da Assembléia tenha sido 20 de agosto (dia do Maçom no Brasil), tampouco se deve minimizar o fato de que a Maçonaria atuava viva e ativamente na direção da independência, particularmente através do Grão Mestre José Bonifácio e do Primeiro Vigilante, Ledo Ivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato existiu – temos a ata – e é digno de ser lembrado e comemorado por todos os maçons, mesmo porque não era possível, no dia 9, os obreiros terem conhecimento dos fatos do dia 7, dados os escassos recursos de comunicação da época. Mas não a ponto de falsear a verdade histórica, quer por ufanismo, quer por desconhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tarefa é monumental. Cumpre romper os grilhões que nos atam aos Estados Unidos da América. O presidente Lula já mencionou, ao chamar o presidente de lá de “companheiro Bush”, que considera aquele país “um parceiro imprescindível para o Brasil”. Por seus atos e palavras percebemos sua falta de disposição – assim como de toda a alta burguesia brasileira – no sentido de encaminhar a Independência de que precisamos. Que a reflexão em torno dos atos heróicos de nossos ancestrais possa inspirar nossos contemporâneos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: culturabrasil / educaterra</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Lula visita Heliópolis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante discurso em Heliópolis o presidente Lula, lembrou o tempo em que residiu no Jd. Patente. Muito aplaudido pela população local Lula contou comovido os momentos de dificuldade que passou ainda quando era metalúrgico. “Normalmente eu buscava minha noiva no trabalho, normalmente eu esperava ela passar e pegava o ônibus junto com ela, eu morava na Ponte Preta, mas tinha semana que eu não tinha moeda pra pagar o maldito ônibus, e eu não queria que minha noiva soubesse que eu não tinha dinheiro. Então eu vinha a pé com minha marmita embaixo do braço, como o ônibus passava na Estrada das Lágrimas eu atravessava todos esse campo da Portuguesinha do Sacomã, lá no começo até o último campo aqui onde era a garagem de lixo da prefeitura&#8230; eu vinha a pé para que minha namorada não me visse a pé e soubesse que eu não tinha a moeda”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Presidente declarou a autorização da Rádio Comunitária Heliópolis, parabenizando a comunidade pela união entre eles. Para o presidente Heliópolis virou uma cidade, e o projeto futuro é a união entre os governos para a construção de áreas de lazer para as crianças. A idealização de obras naquela comunidade virou ícone no governo Lula, alertando prefeitos e governadores de outras regiões do Brasil que sai mais barato para o governo cuidar do pobre do que larga-lo. “Nós estamos aprendendo que fica barato cuidar do pobre, quando recebemos um líder comunitário e ele pede 8 milhões, 9 milhões porque precisamos fazer isso ou fazer aquilo. Agora quando vai um “grandão” lá, já pede logo bilhão, e a empresa trata assim: pediu um bilhão é pra investimento, pediu oito milhões é gasto, como se aquilo que a gente colocasse para fazer as coisas pro pobre fosse gasto e o resto fosse investimento, quando na verdade o maior investimento que a gente faz é cuidar para que o pobre deixe de ser tão pobre”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula faz esta análise se baseando no circulo vicioso que hoje o brasileiro, vive de consumo, pois investir no pobre gera renda, ele consegue novas fontes de sustento, logo se transforma em consumidor que faz com que a indústria produza mais e gerando assim novos empregos. Um exemplo citado foi o aumento de consumo no nordeste. Este ano o Brasil baterá mais um recorde na produção de grãos atingindo um total de 142 milhões de toneladas produzidas, o aumento de consumo, aumenta a plantação e diminui o desemprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula deixou a comunidade de Heliópolis dando um recado para os moradores: “Hoje vocês viram o anúncio do ministro das comunicações anunciando a liberação de vocês, agora eu não sei quem dará a primeira entrevista se é o Serra, o Kassab, se sou eu. O dado concreto é que vocês coloquem esta rádio, pelo Amor de Deus, eu espero que esta rádio sirva sobretudo, para que vocês possam fazer com que mais aprendizado, mais cultura chegue nas casas das pessoas que estão ouvindo vocês, pois quanto melhor e mais qualidade tiver a programação, mais gente estará ouvindo. Vocês podem falar mal um pouco de mim, um pouco do Serra, do Kassab, um pouco de quem vocês quiserem, mas pelo Amor de Deus falem bem de vocês mesmos, mostrem as coisas boas que vocês vem fazendo”, finaliza assim o encontro o Presidente Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Gazeta do Ipiranga</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Apontamentos sobre a história da comarca</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fórum Regional Ipiranga, antiga Vara Distrital, foi criado em 8 de dezembro de 1983 pela Lei 3947.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juizes titulares que passaram pela Comarca :</p>



<p class="wp-block-paragraph">1ª Vara Cível</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Eduardo Antonio Di Rissio Barbosa –1985 a 1986<br>Dr. Celso Bedin Permuta &#8211; 1986 a 1990<br>Dr. Joaquim Pedro Campello De Souza &#8211; 1990 a 1998<br>2ª Vara Cível</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Carlos Alberto Lopes &#8211; 1985 a 1995<br>Dr. Lino Manoel Duarte Batista Ribeiro &#8211; 1995 a 2003<br>3ª Vara Cível</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Antonio Carlos Moreira Guedes &#8211; 1990 a 1992<br>Dr. Rui Cascaldi &#8211; 1992 a 1995<br>Dr. José Palmácio Saraiva &#8211; 1996 a 1997<br>Dr. José Gonçalves Orostey &#8211; 1997 a 2002<br>Vara Criminal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Paulo Martins De Carvalho Filho &#8211; 1985 a 1986<br>Dr. Eduardo Antonio Di Rissio Barbosa &#8211; 1986 a 1990<br>Dr. Rui Cascaldi &#8211; 1990 a 1992<br>Dr. Antonio Carlos Moreira Guedes &#8211; 1992 a 1995<br>Dr. Arthur Allegretti Joly &#8211; 1995 a 2003<br>Vara da Família e das Sucessões</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Celso Bedin &#8211; 1985 a 1986<br>Dr. Paulo Martins De Carvalho Filho &#8211; 1986 a 1993<br>Dr. Antonio Washington D&#8217;elboux Moreira &#8211; 1993 a 1995<br>Dr. Roberto Ouza &#8211; 1995 a 2005<br>Dr. Alexandre Augusto Pinto Moreira Marcondes &#8211; 2005 a 2005<br>Vara de Menores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Décio Barretti &#8211; 1985<br>De acordo com o Assento nº 165, art. 2º, de 10/10/1990, esta Vara passou a denominar-se Vara da Infância e da Juventude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vara da Infância e da Juventude</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota: De Acordo Com Apostila Do Desembargador Presidente, De 26/10/1990, publicado em 31/10/1990, o cargo ocupado pelo Dr. Décio Barretti, passou a denominar-se Juiz de Direito da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional &#8211; Ipiranga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Décio Barretti &#8211; 1990 a 1994<br>Edson Chuji Kinashi &#8211; 1996</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Casarões dos Jafet foram as jóias da elite paulistana</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perpetuar a história da primeira geração de imigrantes libaneses no País é o alicerce que preserva, até os dias de hoje, a importância dos casarões da família de Basílio Jafet, no Ipiranga. Inseridas na paisagem da rua Bom Pastor, as imponentes edificações testemunham muito mais que a intimidade da elite industrial do início do século 20. Elas também revelam parte da história do progresso de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1923 era inaugurada, no número 798 da rua Bom Pastor, a residência que por mais de 20 anos abrigou a família de Basílio Jafet. Planejada em cada detalhe a construção, que se impunha frente ao Monumento Comemorativo a Independência do Brasil (hoje Museu do Ipiranga), impressiona não só pelo porte arquitetônico, mas também pela história que dentro dele está guardada. A casa foi construída para abrigar o casal Basílio e Adma Jafet e as filhas Ângela e Violeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto arquitetônico, desenvolvido pela construtora de Heribaldo Siliciano, mescla o estilo oriental, clássico e barroco. Intitulada como Palácio dos Cedros &#8211; referência ao jardim que circunda a residência, ornamentado por cedros, vegetação típica da região libanesa &#8211; a mansão se assemelha a um castelo do período renascentista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo na entrada, dando boas vindas aos visitantes, mármores Carrara formam a escadaria da porta principal. Ao adentrar o imóvel, o visitante se transporta para um universo de exaltação à arte. No hall, formado por um vão livre, que une o piso inferior ao superior, há colunas, capitéis e arcos que se impõem entre guirlandas, brasões e anjos barroquianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iluminação do local é dada por dois vitrais em estilo art nouveau, um está instalado no teto e funciona como uma clarabóia o outro se apresenta ao fundo da escadaria de acesso ao pavimento superior em um segundo ambiente do hall principal. Rica em ornamentos, não há um só espaço entre os mais de 50 cômodos distribuídos entre quatro andares, onde o visitante não se depare com pinturas, apliques ou esculturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A residência abrigou a família até 1957. Neste período, autoridades estrangeiras e brasileiras eram recebidas entre as inúmeras recepções oferecidas. Entre as personalidades que percorreram os salões do Palácio dos Cedros, se destaca a visita do presidente do Líbano, Camille Chamoun e sua mulher, Zehfa Chamoun, em 1954.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prevendo um destino à altura do patrimônio construído, Basílio em registrou em cartório, em 1928, o desejo de que a casa fosse residência perpétua da família e após a morte de suas duas filhas o imóvel fosse doado ao Governo do Estado de São Paulo para a instalação de um “museu de antiguidades”. Apesar do testemunho, nove anos após a morte de Basílio, em 1947, a casa foi alugada ao em seguida ao Hospital da Sancil, aos Hari khrissna. No início da década de 90, a casa foi vendida à empresa de formulários IBF que funcionou no local até 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, suas acomodações estão disponíveis para locações para festas, filmes, novelas, desfiles e outros tipos de eventos. “O universo da família Jafet é fantástico e conta muito da história da cidade de São Paulo. O conjunto deve ser preservado porque também é uma referência para a construção de obras futuras. Nele podemos encontrar exemplos vivos de machetaria em pisos, pedras talhadas, vitrais, mosaicos entre outras referências”, ressalta Surai Felipe Farah, professora do Centro de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Marcos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Ipiranga News</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Um palacete, presente de casamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo terreno onde está localizada o palacete da família Jafet, há uma outra casa da família. Construída em 1934 pelo engenheiro João Fürtinger, todo o projeto arquitetônico foi desenvolvido por Eduardo Benjamin Jafet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mansão é uma cópia do Castelo de Vitor Hugo da França e foi planejada para abrigar o casal Violeta e Chedid Jafet &#8211; sobrinho de Basílio. Assim como na primeira casa, o requinte se faz presente por todos os pontos de vista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hall principal, com 40 metros quadrados de área, se torna infinito ao olhar do espectador por conta do espelho que reveste a parede do fundo, o espaço faz referência à sala dos espelhos do Palácio de Versailles. O piso em mármore Travertino induz à escalada da escadaria de acesso ao piso superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda na parte térrea do imóvel está localizado um dos pontos mais requintados da mansão. Trata-se da sala de jantar, inserida no projeto pelo desejo de Violeta, que ao se deparar com uma fotografia de uma das salas do Palais de Sans-Souci solicitou a Eduardo Benjamin Jafet uma cópia idêntica em sua residência. Localizado em Postdam, na Alemanha, o Palácio de Sans-Souci foi construído em 1745 para se tornar a pousada de verão do rei Frederico, O Grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala original é uma homenagem a Voltarie, escritor e filósofo francês. “Certo dia, minha mãe (Adma) que tinha um elevado espírito artístico &#8211; me trouxe uma foto da sala. Fiquei tão impressionada pela beleza que indiquei para que fosse inserida no projeto. Ao contrário de Frederico, substituí as aves de rapina por papagaios. Foi a forma que encontrei para prestar minha homenagem pessoal a Voltaire”, comenta Violeta, que aos 94 anos de idade relembra o passado glamouroso da época em que vivia no Palacete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Me casei em 1927, mas a casa só foi inaugurada em meados de 34, enquanto isso, morávamos junto com meu pai. Para a construção da minha casa alguns objetos foram importados da Europa &#8211; principalmente da Itália &#8211; mas arte brasileira também está expressa através dos trabalhos executados pelos oficineiros do Liceu de Artes e Ofícios”. Ela também aponta outro local de sua preferência, o Salão Oriental. Nele, há lustres e vitrais em estilo oriental. Na passagem para a sala dos fumantes há uma réplica da porta premiada pelo Salão de Paris em 1932. A cópia fiel representa os signos do Zodíaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a mansão de Basílio, a casa de Violeta foi centro de festas e encontros políticos, principalmente durante a década de 50, quando Ricardo Jafet era o presidente do Banco do Brasil. Entre os ilustres estavam os presidentes Arthur Bernardes, Juscelino Kubitschek e os governadores Adhemar de Barros e Benedito Valadares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença da família Jafet no Brasil tem início com a chegada de Benjamin Jafet, em 1887. Tido como um dos pioneiros da imigração libanesa, Benjamin descobriu em São Paulo uma vasta oferta de trabalho e logo ao se estabelecer chamou seus irmãos Basílio, Nami, João, Miguel e Halla. A dedicação familiar ao trabalho no comércio de tecidos resultou em 1907 na inauguração da “S.A. Fiação, Tecelagem e Estamparia Ypiranga-Jafet”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte do crescimento do Ipiranga se deve à família Jafet. Eles foram responsáveis pela instalação de parques e jardins públicos, igrejas, hospitais, clubes, além de suntuosas residências. Por apresentar um forte potencial de crescimento econômico, o Ipiranga foi escolhido para abrigar uma das maiores indústrias têxtil do País. Visionário, Basílio se decidiu pelo Ipiranga por apresentar alta capacidade de desenvolvimento e estar inserido entre o Centro e o caminho da Serra do Mar, via de acesso ao Porto de Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Ipiranga, as indústrias Jafet chegaram a empregar cerca de 4500 operários. Elas ocupavam uma área de cem mil metros quadrados divididas em usinas e fábricas, onde se processavam a matéria-prima, o algodão, em tecido para ser vendido no mercado. A indústria era circundada por 320 casas para a residência dos operários. “A família é responsável por grande parte do desenvolvimento do bairro. A chegada da energia, saneamento básico e transporte ao Ipiranga deve em grande parte à família dos Jafets”, argumenta o pesquisador e arquiteto Mauríco Adami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Ipiranga News</p>



<p class="wp-block-paragraph">*************************************************************************</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coral Cantate Domino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Salvatore Stavale veio para o Brasil aos 28 anos fundando em 1983 o coral “Cantate Domino”, que traduzido para o português significa “Cantai ao Senhor”. Em maio de 2008 comemorou 25 anos de vida, junto à Paróquia Nossa Senhora Aparecida.<br>Desde sua criação o coral promove anualmente o Encontro de Corais nas festividades da Semana da Pátria e aniversário do bairro do Ipiranga.<br>Salvatori que é formado em música na Itália abre seus conhecimentos ao público oferecendo aulas gratuitas de órgão, teclado e canto.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fatos Históricos 6</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-6/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 00:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Família Jafet Chedid Nami Yafith, filho de Nami Chedid Yafith, nasceu em Dhour-el-Chouir em 1836. Sua esposa, Utroch Farah, nasceu em Baskinta sete ou oito anos depois. Ambos eram Tibshranys. Chedid era professor em Mar Elias. Eles tinham 5 filhos e uma filha. Durante os massacres, Chedid, Utroch e o filho Nami fugiram para Baskinta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Família Jafet</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chedid Nami Yafith, filho de Nami Chedid Yafith, nasceu em Dhour-el-Chouir em 1836. Sua esposa, Utroch Farah, nasceu em Baskinta sete ou oito anos depois. Ambos eram Tibshranys. Chedid era professor em Mar Elias. Eles tinham 5 filhos e uma filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os massacres, Chedid, Utroch e o filho Nami fugiram para Baskinta para morar com a família de Utroch. Passou-se um ano até que se tornou seguro voltar a Dhour-el-Chouir. Quando retornaram, sua casa, entre muitas, havia sido destruída. Mas Mar Elias havia permanecido intacta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chedid reconstruiu a casa que havia sido feita por seu pai muitos anos antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami nasceu em 1860, depois vieram Benjamin (1864), Basilio (Basil – 1866), Miguel (Mikhail – 1869), João (Hanna – 1875) e havia também uma filha, Hala (1872).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1874, a escola missionária inglesa Suk al-Gharb se mudou para Chouir e Nami se matriculou lá. Ficou lá 4 anos e aos 15 começou a dar aulas com seu pai em Mar Elias. Em 1878, Nami mudou-se para Beirut para cursar na Universidade Americana. Nami se interessava pelas ciências e matemática. Quando Nami começou seus estudos em Beirute, Chedid foi chamado para dar aulas em Thalatht Akmar School também em Beirute. Então ele se mudou com a família para lá. Eles foram morar num apartamento de 2 quartos em Furu el-Shabek na parte leste de Beirute. Nos verões, Utroch e as crianças, exceto Nami, voltaram para Dhour-el-Chouir. Naqueles tempos a viagem levava 2 dias. Chedid e Nami permaneciam em Beirute levando uma existência espartana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chedid sofreu um enfarte em 1881. Ele morreu no inverno seguinte aos 46 anos. Alguns meses depois, em 19 de julho de 1882, Nami se diplomou com distinção. Nessa época ele adicionou o nome Yafith (Jafet) ao seu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por lealdade ao seu pai, ele recusou convites e o substituiu em Thalathat Akmar. Por lá, permaneceu durante 11 anos, onde introduziu várias mudanças. Escreveu vários livros de matemática e muitos artigos para os jornais científicos. Nessa época ele era chamado por seus alunos como Mu’allim Nami Jafet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A morte de Chedid trouxe muitas responsabilidades para Nami com relação a família Hala e João tinha menos de 10 anos e Basilio e Mikhail ainda não estavam na escola. Benjamin se formou em Thalathat Akmar, pouco após a morte do pai e foi trabalhar para ajudar a família. Utroch queria levar a família de volta para Chouir e Benjamin queria procurar fortuna na América. Mas Nami insistiu que Utroch e Benjamin ficassem em Beirute para manter a família unida e deixar os outros terminarem os estudos em Thatlathat Akmar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin era um jovem de espírito independente e de muito planos e só faltava em ir para a América. Ele continuou no Líbano por amor à família, mas ele sabia que o seu destino era o estrangeiro. Nesses anos em Beirute ele trabalhou como secretário numa companhia de navios perto do porto. Essa posição, além de seu conhecimento do francês e inglês, colocou-o em contato com muitos empresários de fora. O que ele queria era ter um negócio independente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1884, Basilio recebeu seu diploma e Benjamin conseguiu-lhe um emprego na companhia. Mas uma vez ele começou as preparações para partir e mais uma vez Nami pediu-lhe que ele adiasse um pouco mais já que Mikhail tinha ido estudar no estrangeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mikhail ou Miguel, era o mais inteligente de todos os irmãos e o mais parecido com o seu pai Chedid nas maneiras e no físico. Como o pai tinha uma curiosidade enorme sobre o mundo. Ele era sensível e frágil. Havia um mistério sobre ele, de certa forma ele era um enigma, possuindo grandes dons intelectuais que atraíam as pessoas. Com Nami ele dividia o interesse nas ciências naturais; e com as suas viagens ele passou a falar seis línguas. Chedid percebeu os dons excepcionais de Mikhail desde cedo e o colocou em Mar Elias quando ele tinha apenas 5 anos. Quando a família se mudou para Beirute, Mikhail era sempre o primeiro da classe. Quando ele se formou em 1885, conseguiram-lhe uma bolsa para ele estudar na universidade de Kiev na Rússia. Mikhail morava num pequeno quarto, na Rua Kreshchatik, perto da universidade. Ele acordava cedo para ir as conferências ou estudar na biblioteca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1892, Mikhail terminou seus estudos com doutoramento em filosofia. Viajou então para a França, para estudar medicina na Universidade em Montpellier.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: jafetbrasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">************************************************************************</p>



<p class="wp-block-paragraph">BENJAMIN CHEDID JAFET</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin Jafet tinha 23 anos quando ele decidiu ir fazer fortuna no Novo Mundo. Ele era baixo e magro, como seu pai. Seus traços penetrantes, dava à sua expressão um ar duro como se ele estivesse sempre pensando em algo muito importante. De todos os seus irmãos, ele era o mais enérgico e dificilmente sorria. Entretanto, ele era um cavalheiro, gentil e amoroso, possuindo um caráter de forte moral. Sentia compaixão pelo sofrimento humano e era chegado aos ideais humanitários de igualdade, justiça e oportunidade econômica para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele planejou viajar para o Brasil com seu primo, Fadul Tibshrany, de Baskinta. Utroch tentou convencê-lo a não vir para o Brasil, porque ela tinha ouvido falar de picadas de cobra e doenças perigosas como a malária e a febre amarela. Ela o aconselhou a ir para os Estados Unidos, mas Benjamin, estava convencido que o Brasil era a terra onde ele iria realizar a sua grande ambição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin e Fadul, partiram de Beirute na primavera de 1887 e rumaram para Marselha. Durante a sua breve parada no porto francês, eles gastaram quase todo o seu dinheiro, comprando artigos que eles achavam que poderiam facilmente vender no Brasil, (relógios, camisas, lenços, pentes, perfumes, etc.). Quando eles chegaram ao Rio, eles conseguiram a principal ferrovia, Central do Brasil, para as províncias de Minas Gerais. Eles começaram a vender seus artigos nas pequenas vilas de minérios e fazendas, perto de Ouro Preto. Os lucros permitiam comprar novos artigos no Rio, para novamente vender no interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os dois anos seguintes, Benjamin e Fadul, com a sua carroça e as suas caixas, tornaram-se figuras familiares aos mineiros e pioneiros de Minas Gerais. Eles estabeleceram uma rota definida, satisfazendo as necessidades e gostos dos seus fregueses. Alternadamente, um ficava na província, enquanto o outro corria ao Rio para providenciar mais artigos para preencher os pedidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A independência e integridade de Benjamin, combinadas com um bom faro para negócios, permitiam-no conseguir bons preços de quem ele comprava. Ele exigia descontos e créditos, baseado no crescente volume de suas vendas. Posteriormente, tornou-se mais apropriado para eles, se especializarem em tecidos por causa das dificuldades em transportar as suas mercadorias e encontrar facilidade para se fazer um estoque. Foi então que eles passaram a comprar de Juiz de Fora em vez do Rio, reduzindo a distância de viagem em mais da metade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 1888, o Imperador Dom Pedro II, emancipou todos os escravos remanescentes do Brasil. Em novembro de 1889, Dom Pedro, teve de abdicar e foi proclamada a República. Nesse período desordem política, Benjamin se interessou pelo que falavam das oportunidades e riquezas nas montanhas da Serra do Mar no Estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin e Fadul se uniram a vários imigrantes que se dirigiam a São Paulo. Quando chegaram, São Paulo era uma velha cidade, de ruas estreitas e não pavimentada e prédios caindo aos pedaços. De certa forma, eles encontraram mais dificuldades em São Paulo, do que em Minas Gerais. Como até aquela época não havia qualquer espécie de planejamento para a cidade, a excessiva imigração de então tornaram as condições de se morar em São Paulo intoleráveis. Excesso de oferta e pouca procura por causa da miséria reinante, dificultou a Benjamin e Fadul de vender seus artigos texteis, bem como o excesso de pessoas fez com que eles tivessem dificuldades em achar um lugar para morar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses primeiros meses, esses dois marcantes libaneses viveram de esperanças e sonhos. Eles ficaram magros e fracos de tanto andar sem comer e dormir bem. Dividiam um pequeno quarto na região árabe da cidade, e comiam feijoada. Mais do que fome, eles sentiam falta da comida árabe de Sannine.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem família ou amigos, trabalhavam durante muitas horas, sempre esperando vender cada dia mais. Eles chegavam ao principal mercado têxtil, ao nascer do sol, todas as manhãs, para comprar tantos artigos quanto o dinheiro permitia. Benjamin tentava fazer barganhas com os libaneses maronitas, dizendo que eles iriam vender tudo até o meio dia para retornar e comprar mais. Dia após dia, eles levavam sua carroça pelas ruas anunciando a boa qualidade de seus produtos a preços especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin era ambicioso e pretendia estabelecer um grande negócio sob seu controle. Após um ano, Benjamin e Fadul alugaram um espaço perto da Rua Florencio de Abreu e abriram uma pequena loja de tecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o negócio prosperava, Benjamin mantinha as virtudes de simplicidade e bondade que caracterizavam a sua família. Ele era admirado e respeitado por seus conhecidos, mas geralmente se mantinha à parte dos outros libaneses em São Paulo. Fora a sua amizade com Fadul, ele gastava a maior parte do tempo e energia trabalhando ou pensando na sua família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de três anos no Brasil, Benjamin começou a mandar dinheiro para Nami em Beirute. Sempre pensava muito em Nami e seus irmãos e acreditava que a educação e a inteligência de Nami iria ajudá-lo a resolver muitos dos problemas que ele estava enfrentando com os seus negócios. Ele queria progredir, talvez abrir outra loja ou diversificar um pouco as suas vendas, mas a única pessoa que ele confiava era Fadul e por isso não se arriscava a formar uma sociedade com ninguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conselho de Chedid com relação a um esforço em grupo para alcançar um maior objetivo, vinha a ele com muita frequência. Ele percebeu que determinação e trabalho duro, não eram suficientes para se alcançar sucesso em São Paulo, onde havia, de qualquer maneira, muitas oportunidades. Ele queria que Nami se juntasse a ele, mas sabia que Nami não podia deixar a família em Beirute, especialmente enquanto Miguel estivesse na Rússia. Finalmente, Benjamin, decidiu chamar Basilio e João, até que o próprio Nami pudesse vir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentindo então que as coisas iriam mudar, Benjamin e Fadul passaram a trabalhar ainda mais, economizando o que pudessem para alcançar o objetivo maior. Em um ano, haviam conseguido o suficiente, em ouro, para pagar as passagens de Basilio e João para o Brasil, e ainda para mandar dinheiro para ajudar Nami a sustentar a família após a partida dos dois irmãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: jafetbrasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">*********************************************************************</p>



<p class="wp-block-paragraph">NAMI CHEDID JAFET</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami estava dando uma aula de matemática, quando lhe entregaram um telegrama de Benjamin.O telegrama dizia: “São Paulo, Brasil, via Londres, 23 março 1891. Estou enviando 500 libras para sua conta. Por favor mande Basil e Hanna para o Brasil o mais rápido possível. Eu estou bem. Mande lembranças à mamãe e à família. Benjamin.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami estava surpreso, pois 500 libras, era mais do que ele ganhava durante o ano todo como professor em Thalathat Akmar. Benjamin ultimamente vinha mandando uma média de 50 libras para Nami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami estava curioso para saber por que ele queria que tanto Basilio como João, viessem para o Brasil. Ele concluiu que tudo se relacionava ao fato das oportunidades de se expandir os negócios em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami, naquela época, estava planejando o seu casamento. Discutiu muito com Utroch a respeito, que estava contente em saber que ele pretendia se casar com sua prima de quinto grau de Chouir, Afife Nassif Tibshrany. Embora Afife fosse 15 anos mais nova, Nami a conhecia desde que ela era criança por causa de seu relacionamento com a família Nassif pelo lado do pai. Afife estudava numa escola para moças em Chovir e como Nami tinha grande atrações pelos livros. Ela tinha bom conhecimento de literatura francesa e de poesia árabe. Ela era doce, gentil e jovial e como Nami, tinha grande entusiasmo para aprender e para viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O casamento foi marcado para julho, depois da formatura de Afife e Nami se preocupou se os planos de Benjamin não iriam ser prejudicado pelos seus planos de casamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte, ele foi ver Basilio. O relacionamento dos irmãos Jafet, era tal que eles realmente gostavam um da companhia do outro. Nami disse a Basilio:<br>&#8211; Recebi um telegrama de Benjamin.<br>&#8211; Quando?<br>&#8211; Ontem.<br>&#8211; Ele está bem?<br>&#8211; Muito bem. Ele quer que você vá para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami disse essa última frase da maneira mais calma possível.<br>Basílio:<br>&#8211; “Porque? Você precisa de mim aqui.”<br>&#8211; “Eu sei. Mas são os negócios. Benjamin quer progredir.”<br>&#8211; “Mas eu não sei como poderei partir agora. Você irá se casar, Miguel está em Kiev, João ainda está estudando e ainda não está trabalhando, &#8230; etc. etc.”<br>&#8211; “Mas ele mandou dinheiro tanto pra você, quanto para João, para irem ao Brasil.”<br>&#8211; “Quanto”?<br>&#8211; “500 libras!” Disse Nami de maneira bem simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve então um silêncio de Basílio. Depois de mais conversa os dois concluíram, que era preciso estudar a proposta de Benjamin seriamente. O principal problema, era Basílio deveria ir sozinho ou com João.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de alguns dias, chegaram à conclusão que tanto Basílio, quanto João, deveriam ir para o Brasil e fazer um teste durante dois anos. Se tudo saísse errado, então eles voltariam para o Líbano. Enquanto isso, Nami, ficaria responsável pela família em Beirute. Além disso Miguel iria terminar seus estudos em dois anos e passar a ajudar Nami a sustentar a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema era como apresentar essa solução para Utroch, da maneira mais positiva possível. Nami estava muito preocupado pois ele sabia que Utroch, não queria que Benjamin ficasse no Brasil permanentemente e ela também não achava interessante que toda família se mudasse para lá. Ela preferia acreditar que Benjamin iria retornar um dia, abrir o seu próprio negócio, e casar-se com alguém da família. Nami também sabia que ela iria se opor a mandar João para o Brasil, antes que ele terminasse a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por estas razões, Nami decidiu falar primeiro com João. João tinha então 16 anos, era pequeno, mas muito forte. Ele era o mais físico e o menos cerebral de todos os irmãos. Por ser o mais moço, ele tinha sido mimado e não havia exigido dele, tanto quanto dos outros 4 irmãos. Ele não se preocupava muito com o seu futuro, pois sabia que este iria ser determinado pelos seus irmãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João era alegre, uma espécie de válvula de escape da família. Ele era espontâneo e adorava fazer brincadeiras com os seus amigos. No folclore da família, o seu físico é legendário. Existe uma fotografia de João, aos 75 anos de idade, carregando em seus braços dois homens. João só tinha um objetivo na vida: viver até os 100 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora Nami tivesse quase o dobro da idade de João, eles eram muito íntimos. Nami gostava muito das brincadeiras de João, talvez por que ele, Nami, não fosse assim dessa maneira quando jovem. Nami sentia uma afinidade com pessoas jovens, com suas paixões e esperanças, e talvez isso contribuísse muito para o seu sucesso como mentor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Nami se encontrou com João, a primeira coisa que lhe perguntou, foi como havia se saído nos exames. João demorou para responder . Finalmente disse:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; “Fui bem em física, tirei 79. Mas não fui lá muito bem em inglês. O exame era longo e não tive tempo de responder todas as questões. Tirei 63.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami sabia que João não gostava da escola, não fazendo muito esforço para tirar boas notas. Nami então disse a João:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; “Basilio está pensando em ir para São Paulo, trabalhar com Benjamin.”<br>&#8211; “Por que ele quer fazer isso? Ele não é feliz aqui no seu trabalho?” perguntou João.<br>&#8211; “Benjamin precisa de Basilio, para poder ampliar o negócio.”<br>&#8211; “Quando ele pretende partir?” perguntou João.<br>&#8211; “Muito em breve.”, disse Nami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João não parecia perceber a importância da ida de Basilio para o Brasil. Nami não sabia como dizer que João deveria ir junto. Nami então disse:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; “Se Benjamin abrir outra loja em São Paulo, ele irá precisar de duas pessoas para tomar conta:”</p>



<p class="wp-block-paragraph">João, então perguntou:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; “Você irá com Basilio, Nami ?”<br>&#8211; “Não, eu não posso ir agora. Nós estamos pensando em mandar você.”<br>&#8211; “Por que eu? Eu não quero ir para o Brasil. Eu ainda tenho 2 anos de estudo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">À noite, Nami e Basilio, discutiram a proposta de Benjamin com toda a família. A separação da família, preocupava demais Utroch e Hala. Preferiam que todos ficassem em Beirute, até o retorno de Benjamin. Nami disse que talvez Benjamin, jamais retornasse a Beirute, se os negócios prosperassem em São Paulo. Utroch disse, com lágrimas, que Chedid jamais teria aprovado a separação da família. Por vários dias se falou a respeito. Utroch, pediu que Nami reconsiderasse a sua decisão. Finalmente, chegaram a um acordo. Basilio, poderia vir para São Paulo, por um período de 2 anos. A meta era a de Basilio, após esses 2 anos, tentar convencer Benjamin a retornar para o Líbano, caso os negócios não estivessem indo bem. Ficaria sob a responsabilidade de Basilio, ver se era viável, toda a família se mudar para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo João, só iria para o Brasil, se Basilio tivesse aberto uma Segunda loja com sucesso. Assim daria tempo de João terminar seus estudos e Miguel retornar da Rússia. Finalmente, Utroch, não queria que Nami adiasse o seu casamento e que Basilio só deveria partir após a cerimônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dia do casamento foi o evento social do ano em Chovir. A família de Utroch e a família Nassif gastaram meses preparando o casamento. Centenas de pessoas foram convidadas e os eventos duraram 3 dias. O dia de casamento era de sol. Havia presentes de Baskinta e amigos de Beirute. Tocaram-se vários hinos. Fora da igreja, ouvia-se o canto das mulheres na vila, indicando que a noiva vinha se aproximando pelas ruas. Desde cedo, dezenas de mulheres, incluindo Utroch e Hala, se reuniram na casa da família Nassif, preparando a noiva e as damas de companhia, para a longa caminhada para a igreja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami havia comprado em Damasco para o vestido de Afife, cetim de 1ª qualidade. As irmãs de Afife, mais a mãe, tinha feito o vestido à mão para se ajustar ao pequeno corpo de Afife. Nami não havia visto o vestido, mas Hala lhe disse que tinha um longo véu e duas crianças seriam necessárias para carregá-lo. Vinte minutos depois, as mulheres que cantavam começaram a se aproximar da igreja, em seguida apareceram as primeiras damas de companhia e em seguida a noiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três irmãos Jafet, estavam muito bem vestidos em seus ternos escuros. Nami, tinha uma bela figura com uma personalidade forte, que causava boa impressão a todos. Nami era tranquilo e sorria facilmente. Os seus traços mais característicos eram os seus largos dentes brancos e o seu bem arrumado bigode. Nami sabia como usar da melhor maneira os seus atributos e qualidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais alto dos irmãos era Basílio. Ele se parecia um pouco com Nami. João era o mais baixo dos três, mas o seu físico dava a impressão de que ele era mais alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando à cerimônia, o véu de Afife, escondia a sua face escura, largas sombrancelhas e seus lábios finos. Quando Afife chegou à igreja, Nami pegou o seu braço para irem ao altar. Ele notou que ela estava tensa. As suas mãos tremiam. A cerimonia durou quase uma hora. A festa de casamento foi na escola onde Nami e Chedid, costumavam dar aulas alguns anos antes. Todos os convidados não poupavam elogios ao casal. O casal sentou-se, cercado pelo bispo Ghfraeel e o padre de Mar Elias. Houve muita música e dança. João fez um nó em seu guardanapo e junto com outros convidados, dançou o tradicional debke. A dança foi crescendo com as pessoas batendo palmas. João, então passou a dançar em cima de uma mesa. Todos então se sentiram tomados pelo ritmo e esforço de João.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, o momento principal, foi quando Hala amarrou uma faixa vermelha na sua cintura e foi dançar no meio do círculo. Hala tinha movimentos sensuais. Ela foi dançando até o lugar onde Nami e Afife, estavam sentados. Ela tirou então a faixa pegou Afife pela mão e a levou para o círculo da dança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns momentos depois, Nami e Afife, estavam dançando juntos. Afife tinha gestos graciosos e já estava dando sinais de conseguir dominar a sua timidez. Pela primeira vez, ela levantou seus olhos para ver o rosto de Nami.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um mês após o casamento, Nami e Basílio foram para Beirute, para providenciar a ida de Basílio para o Brasil. No final de agosto, Basílio já havia partido e Nami estava ocupado, providenciando a sua mudança e da família para Beirute, para o início de mais um período escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: jafetbrasil</p>



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<p class="wp-block-paragraph">MIKHAIL CHEDID JAFET</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami estava na plataforma da estação de trem esperando pela chegada de Mikhail de Aleppo. Já fazia sete anos que Mikhail estava ausente. Conseguiria ele viver numa sociedade árabe novamente?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente o trem chegou e Nami correu para abraçar Mikhail, que parecia menor do que antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mikhail havia trazido com ele, uma larga caixa de madeira com seus pertences: seus livros em russo, alemão, e árabe seus manuscritos em russo, francês e árabe, pinturas, presentes para a família. Nami então levou Mikhail para Sannine. No caminho, Nami escutou com atenção, as experiências de Mikhail em Kiev. Mikhail também queria saber sobre Utroch e a família. Ele estava muito interessado no nascimento da filha de Nami, Emma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Emma era a mais velha dos filhos de Nami e Afife, nascendo em 1892. Os outros nasceram no Brasil: Chedid (1897), Nagib (1898), Nabiha (1900), Wadiha (1902), Malaqui (1903), Matilde (1906), Frederico (1909), Carlos (1910), Gladstan (1912), Ricardo (1908) e Roberto (1914) e Hortensia (1916). Dos 13 filhos, cinco se casaram com primo-irmãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nami falou a Mikhail, sobre o sucesso de Benjamin no Brasil e o progresso de Basilio desde que esse deixara o Líbano um ano antes. Tanto Benjamin quanto Fadul, estavam bem nos negócios e estavam ajudando Basílio a abrir uma nova loja num local diferente em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, Mikhail foi contra a partida da família do Líbano. Mas Nami foi muito convincente quando ele começou a enumerar as oportunidades no Brasil. Nami também lhe disse que ele pretendia deixar o Líbano, o mais rápido possível e João também estava se preparando para partir no futuro próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mikhail só iria poder ficar no Líbano por 2 meses, pois precisava voltar para a Universidade de Mantpellier na França. Ficou então acertado que João iria com Mikhail até Marselha antes de ir para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Mikhail chegou em Chouir, lá estava Utroch, chorando de alegria. Ele então se aproximou recitou um poema e a abraçou ternamente. Depois ele foi ao encontro de Hala que já não era mais aquela esquisita moça de 7 anos antes, mas havia se tornado uma mulher charmosa. À noite Mikhail distribui os presentes que ele havia trazido: para João, uma camisa de cossaco, para Hala um belo vestido, para Utroch várias pinturas religiosas, para Nami vários livros de matemática em inglês e para Afife livros em francês, para Emma um conjunto de bonecas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte do tempo, Mikhail gastou visitando parentes e amigos. Em uma das visitas, Afife arrumou um encontro entre Mikhail e Afife Kerima El-Khoury Yacoub Sawaia. Aos 19 anos, quatro menos que Mikhail, ela era inteligente, charmosa e de uma boa família de Chovir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mikhail e João, deixaram o Líbano em setembro de 1892. Nami, Afife e Emma foram para o Brasil no ano seguinte. No caminho, eles visitaram Mikhail na França, para tentar convencê-lo a ir para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mikhail ficou em Montpellier mais 2 anos antes de se ajuntar aos irmãos em São Paulo. Nesse período, Nami já havia organizado os negócios da família, formando a firma Nami Jafet e irmãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de deixar a Universidade de Medicina foi dura para Mikhail. Ele havia gasto quase 10 anos de treinamento universitário, para se tornar um médico. Entretanto, seus irmãos precisavam de seus talentos no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de vir para o Brasil, Mikhail foi para o Líbano, visitar sua família e se casar com Afife Sawaya. Eles se casaram em 08 de novembro de 1895 e logo em seguida vieram para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência de Mikhail, era de muita valia para os irmãos. Como ele era fluente em várias línguas, incluindo o alemão e o russo, Mikhail teve sucesso em estabelecer contatos com comerciantes estrangeiros, prática essa que era difícil tanto para Nami, quanto para Benjamin. Mikhail era capaz de ler e opinar sobre contratos e documentos legais em várias línguas. Mas, a sua maior contribuição, era a aplicação de astutos planos administrativos nas várias atividades comerciais, iniciadas por Nami e Benjamin. A sua disciplina e meticulosa atenção para o detalhe, resultou em grande eficiência administrativa e modernos standards de correspondência e comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, o sucesso da família Jafet nos primeiros anos era graça ao comum esforço de todos os irmãos, mais o talento específico de cada um. Os talentos de Mikhail nas operações e planificações combinavam com os talentos de Benjamin na administração e liderança. Benjamin era um líder natural, um autêntico capitão de industria no desenvolvimento do Brasil. A personalidade de Nami e sua sofisticação foram úteis para se ganhar confiança com empresários ingleses, europeus e árabes. Os esforços de Nami, para organizar os negócios da família, e dos imigrantes em geral, aumentou o prestígio dos irmãos Jafet. Basílio era responsável em supervisionar as operações técnicas, e João cumpria as responsabilidades determinadas por seus irmãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de dois anos no Brasil, Mikhail não se adaptou ao clima e sua saúde começou a piorar. Ele pegou malária e voltou para o Líbano em 1897. Uma filha, Marie Miguel Jafet, nasceu em São Paulo em 1896. Três outros nasceram no Líbano: Gabriel (1898), Raphael (1899) e Linda (1901).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo que chegou em Chouir, o cônsul russo lhe ofereceu a oportunidade de trabalhar no consulado russo em Beirute, como diplomata, uma posição que era considerada na época, muito importante, a qual ele aceitou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mikhail nunca recuperou sua saúde. Ele teve que abandonar sua posição em Beirute e voltar para Chouir. Ele morreu aos 38 anos, no dia 28 de abril de 1908.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua sabedoria, altos princípios e notável inteligência, eram altamente considerados. Nos últimos anos de sua vida no Líbano, ele dividiu seus conhecimentos com os jovens. Como Sócrates, ele andava com os seus discípulos pelas florestas perto de Chouir, questionando tudo, desafiando a sabedoria convencional e encorajando cada um deles na busca do conhecimento e da verdade. Para aqueles que o conheceram, o seu legado foi um conhecimento mais profundo do mundo, no qual eles viveram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: jafetbrasil</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A FAMÍLIA ASSAD</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haviam rumores em Baskinta em 1897. Benjamin estava planejando sua primeira visita ao Líbano, depois de 10 anos no Brasil. Ele escreveu a Utroch, dizendo que iria com Fadul pra uma longa visita. Já se sabia que Binjamin, queria que sua mãe e Hala, viessem para o Brasil. Hala casara-se com Demetrio Abs. Tinha uma filha, Adma, nascida em 1896. Outros seis nasceram mais tarde no Brasil: José (1898), Selma (1900), Najla (1901), Chucri (1903), Nicolau (1906) e Josephina (1912).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin estava também retornando para se casar. Com 33 anos, Benjamin já era um homem de sucesso. Mas, embora ele já tivesse algum dinheiro, a fortuna dos Jafet, só iria realmente começar a crescer, na virada do século. Todo o dinheiro que ele ganhava, era reaplicado no negócio com os irmãos. Durante toda a sua vida, Benjamin jamais se deixou influenciar pelo sucesso e pela fortuna que ele adquiriu. Ele vivia de maneira simples, sem esnobismo, nunca demonstrando preferência por esse ou aquele por causa de suas fortunas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Baskinta, Sadda Haddad, morava perto da casa dos pais de Utroch. Quando os pais de Utroch morreram, Sadda ajudou muito com os funerais além de trazer conforto para Utroch. Utroch passou a ser íntima de Sadda e da sua filha mais velha, Alzira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assad, pai de Alzira, não levava a vida muito a sério. Gostava da companhia dos amigos e da família, mas era Sadda que trabalhava duro para poder fornecer as necessidades básicas para as crianças. O que Assad ganhava no seu trabalho na terra, era o mínimo necessário. O problema de Assad tinha sido a sua pobre escolaridade, e não ligava muito para a escolaridade de seus filhos. As filhas não sabiam ler ou escrever e seus filhos receberam apenas os ensinamentos mais elementares, em Muscovia. Sadda, tentava encorajar os filhos, mas sempre se defrontava com a intransigência de Assad.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alzira Assad Tibshrany, nasceu em 1881. Outros sete nasceram em Baskinta: Michel (1885), Rosa (1887), Ramza (1890), Chucri (1892), Elias (1895), Salime (1898) e Linda (1905).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar ao Líbano, Benjamin foi para Chouir. Mais de duas semanas se passaram, até que Utroch arranjasse um encontro entre Benjamin e Alzira. Benjamin não conhecia Alzira. Imediatamente, ele se atraiu por ela. Ela era jovem, charmosa de longos cabelos pretos. Ela era gentil e delicada, mas tinha também determinação e força de vontade. Em poucos meses, eles se casaram. Ao mesmo tempo Fadul se casou com Kristina Tibshrany, prima de Alzira. Ambos os casais se casaram na igreja Mar Mainah em Baskinta. No casamento, penas parentes e amigos íntimos. A única extravagância era o vestido de Alzira, com o tecido vindo do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o casamento, de Benjamin começou os preparativos para o retorno ao Brasil. Benjamin, Alzira, Utroch, Hala e sua família, vieram juntos. Fadul e Kristina, vieram logo depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na virada do século, São Paulo era um grande centro comercial por causa do café. Nesse período, os negócios dos Jafet progrediram. Os seus depósitos, se tornaram pequenos pelas crescentes vendas. Então, eles compraram terras e construíram um novo centro de operações comerciais em 1903. Mas, o crescimento era tanto, que se torno pequeno novamente. Isso, forçou os Jafet, a tomar uma importante decisão para assegurar o sucesso no futuro. Ou eles aumentariam sua rede de vendas, ou iriam mais fundo na fabricação de tecidos. Nami e Benjamin decidiram embarcar numa nova aventura: a fabricação de tecidos em algodão. Isso daria a ele um maior controle sobre os negócios da família, e aí estava realmente a verdadeira fonte de riqueza, a fabricação de tecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles compraram terras perto de São Paulo, no Ipiranga. Em 1907, eles terminaram a construção de uma nova fábrica que se tornou uma das maiores do mundo. Com o passar do tempo, novas facilidades técnicas eram introduzidas. Em poucos anos, o capital inicialmente investido, se tornou 9 vezes maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fábrica acabou aumentando em 7 vezes, possuindo 1.400 teares e 45.000 fusos e 4.000 funcionários. Benjamin e Basílio apenas jantavam em casa, já que passavam o tempo todo na fábrica. Essa rotina, eles mantiveram por toda a vida. Benjamin era responsável pela administração e Basílio pela produção. Nami representava os interesses comerciais da família na comunidade e supervisionava os investimentos. Nami também estava envolvido com as comunidades de imigrantes. Ele foi o primeiro presidente na Sociedade Nacional Sírio-Libanesa e recebeu a Legião de Honra do Governo Francês, por seus serviços como a cabeça da Cruz Vermelha em São Paulo, durante a guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora Nami, conseguiu sucesso em várias áreas, ele sempre foi um professor de coração. Continuou escrevendo artigos, dando conferências. Embora um líder nos negócios, ele dizia que “o comércio tem uma certa fascinação, mas a fascinação de se aprender é bem maior”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o negócio cresceu rápido, Benjamin manteu a sua promessa de trazer a família de Alzira para o Brasil. Em 1901, ele mandou dinheiro para Mikhail em Beirute para preparar a viagem de Sadda e Michel. Eles viajaram para Nova York e depois Brasil. Sadda voltou ao Líbano em 1903. Com exceção de Rosa, que havia se casado com Ameen Ibrahim Farah, contra a vontade de Sadda, Benjamin conseguiu trazer toda a família de Alzira para o Brasil. Ramza, Chucri e Salime vieram juntos para São Paulo em 1907. Elias veio em 1909, três anos depois, Assad e Sadda, juntos com Linda, chegaram por volta de 1912. A família de Assad Tibshrany tinha deixado a terra de seus ancestrais para começar uma nova vida na terra de seus descendentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Jafet, construíram suas casas na Rua Bom Pastor mas hoje, essa área está em decadência, mas logo após a Primeira Guerra brilhavam com as mansões dos Jafet. Eram monumentos que representavam o progresso da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Construídas em estilo renascença, cada uma delas possuíam 3 ou mais andares, com interiores de piso de mármores, holl cheio de colunas e escadas em espiral. Cada sala era elegantemente decorada com tapetes orientais, tapeçarias européias e móveis franceses e italianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benjamin e Alzira, tiveram 10 filhos: Genoveva, Monira, Elias, Alberto, Eduardo, Alexios, Leonor, Amélia, Emílio e Valdomiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basílio retornou ao Líbano em 1901, para se casar com Adma Mokdissi. Tiveram duas filhas: Violeta e Angela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A casa de Benjamin Jafet, foi demolida após a morte de Alzira, a casa de Nami foi derrubada em 1982, a casa de Basílio é agora um templo de Hare Krishma e a de Elias Assad, vendidas para prédios de apartamentos, e a de Chucri Assad para escritórios e de Michel para o Banco B.C.N. Há mais de meio século Eduardo e Angela residem na mansão da Rua Patriotas, esquina com a Rua Bom Pastor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:jafetbrasil</p>



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<p class="wp-block-paragraph">ALEXIOS JAFET</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alexios Jafet, brasileiro, casado, engenheiro químico, nasceu em 11 de setembro de 1909 em São Paulo, e faleceu aos 86 anos, em 28 de maio de 1996. Era filho do pioneiro imigrante libanês Sr. Benjamin Jafet e Dona Alzira Assad Jafet. Foi casado com D. Açma Assad Jafet, com quem teve 4 filhos. Iniciou seus estudos no ginásio Anglo Brasileiro e os concluiu na Universidade Mackenzie, onde se diplomou em Engenharia Química com louvor. Após formado, fez o curso de pós graduação na Universidade de Nova York. Sempre interessado em estar atualizado naquilo que mais dominava, os processos químicos na área têxtil, fez inúmeros cursos nos laboratórios da Bayer, no Rio de Janeiro. Dominava o espanhol, inglês e árabe com fluência. Fundou, construiu e administrou o Lanifício Jafet, indústria que compreendia: fiação de lã, lavanderia de lã bruta, tecelagem de lã, tinturaria e acabamento. Em 1945 montou uma fiação de algodão completa para fios cardados e penteados, aumentando o prédio onde funcionava o lanifício; membro do Conselho Fiscal do Sindicato da Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo; membro da Comissão de obras e Finanças do Hospital Sírio Libanês; membro vitalício do Conselho Fiscal do Clube Atlético Monte Líbano onde foi Vice-presidente e depois Presidente. Foi diretor do Sindicato dos Químicos do Estado de São Paulo e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Em 1965 fez o curso da Escola Superior de Guerra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:dicionarioderuas</p>



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<p class="wp-block-paragraph">O Grito do Ipiranga com precisão de GPS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas mais acuradas permitem corrigir a planta da cidade de São Paulo em 1822 e podem determinar com exatidão o local do Pouso do Ipiranga, onde foi proclamada a Independência do Brasil por Pedro I.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relembrando mais uma vez trecho de artigo do professor Murilo Carvalho, publicado no Caderno Mais da Folha de S. Paulo de 26.12.1999, onde transcreve explicações dadas por Pedro Américo sobre as razões que o levaram a retratar no quadro O Grito do Ipiranga imagens que sabia não serem concordantes com a realidade dos fatos acontecidos naquela tarde de 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, quando dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um pintor de história deve restaurar com a linguagem da arte um acontecimento que não presenciou e que &#8216;todos desejam contemplar revestido dos esplendores da imortalidade&#8217;. Assim escreveu Pedro Américo em texto explicativo sobre o quadro conhecido como &#8216;O Grito do Ipiranga&#8217;, completado em Florença em 1888 por encomenda da comissão de construção do monumento do Ipiranga. A tela tornou-se ícone nacional, representação maior da Independência. O texto descreve o grande cuidado do pintor em reproduzir de maneira exata o acontecimento. Leu, pesquisou, entrevistou testemunhas oculares, visitou o local. No entanto, por razões estéticas, teria sido obrigado a fazer mudanças nos personagens e no cenário a fim de produzir os esplendores de imortalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi por isso, para não ofuscar os esplendores de imortalidade, que o Pouso do Ipiranga foi demolido e esquecido pela comissão de construção do monumento. Pois seria difícil construir esplendores envolvendo esse modesto lugar e as circunstâncias que levaram dom Pedro a estar ali, quando recebeu a correspondência vinda da corte, para em seguida proclamar a Independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No texto Proclamação da Independência, publicado em Constelar n° 46, citei o Pouso do Ipiranga, sem chegar à sua localização correta. Agora, considerando planta do Arquivo da Cúria Metropolitana, do conjunto Mappas das Parochias da Archidiocese de S. Paulo, de 1911, folha 43, volto a falar do Pouso do Ipiranga e do lugar onde estava, nas proximidades dos trajetos do córrego e do caminho para Santos em 1822.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa planta da Cúria, que data da época da canalização do rio Tamanduateí e do início da construção do prédio do Museu [*], mostra a posição do riacho (Rio Ypiranga) antes de sua canalização e mostra também o traçado das ruas que existiam no entorno do lugar onde foi proclamada a Independência. Agora, depois de canalizado, o riacho Ipiranga tem curso paralelo à frente do Monumento, enquanto na planta da Cúria ele cruza o eixo do Parque da Independência mais ao Sul, entre as direções das atuais ruas Leais Paulistanos e dos Sorocabanos &#8211; mais perto da Casa do Grito, que ainda existe no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta da Cúria mostra o Parque da Independência em fase de formação, ou construção. Nela consta o contorno do prédio do Museu, de acordo com o projeto inicial (não na forma atual). Nessa planta, no lugar onde hoje está o Monumento da Independência, nada consta de especial, além do riacho do Ipiranga que passava por essa área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo traçado das ruas, a planta da Cúria permite deduzir o trajeto do caminho para Santos na região do riacho. Entre essas ruas, se destacam, por fugir do padrão quadrangular, o início da atual rua Bom Pastor e toda a rua hoje chamada de Benjamin Jafet. Essa não observância do padrão retangular indica que o início da Bom Pastor e a Benjamin Jafet já existiam como caminhos na época em que a planta da Cúria foi construída. Ou seja, o caminho para Santos, se afastando das áreas mais baixas do terreno, passava pelo atual trajeto da rua Benjamin Jafet e seu prolongamento, até o riacho do Ipiranga, praticamente em linha reta. Parte desse prolongamento, atualmente, inclui pequeno trecho da rua Bom Pastor e a ligação do início da rua Leais Paulistanos com o fim da Av. Dom Pedro I. No sentido oposto, o caminho para Santos alcançava a atual rua Silva Bueno &#8211; onde há um marco que indica que por essa rua passava esse caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, é provável que o Pouso do Ipiranga estivesse próximo, ou mesmo no lugar onde foi construído o Monumento, e não onde foi sugerido no estudo apresentado em Constelar n° 46 &#8211; que teve por base planta existente na Biblioteca do Museu do Ipiranga. Essa planta do Museu mostra um cercado, quase quadrado, com construções, que poderiam indicar o lugar do antigo Pouso Ipiranga e venda do Alferes, mas tendo em vista o curso antigo do riacho (da planta da Cúria) e o aceitável trajeto do caminho para Santos, chega-se à conclusão que esse cercado não representa o Pouso do Ipiranga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Planta atual, de programa de GPS, onde foram destacadas na cor verde as ruas Benjamin Jafet, seguida de pequeno trecho da rua Bom Pastor, mais a ligação do início da rua Leais Paulistanos com o fim da Av. Dom Pedro I &#8211; por onde passava o antigo caminho para Santos. O trecho na cor cinza representa o curso do riacho Ipiranga, antes da canalização, conforme está na planta da Cúria. O pequeno quadrado negro está no centro do Monumento &#8211; as coordenadas geográficas anotadas são as desse ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluindo, a posição do riacho antes de ser canalizado, mais o provável caminho para Santos e principalmente o que disse Pedro Américo, de ter sido obrigado a fazer mudanças nos personagens e no cenário da Independência para que fossem gerados os esplendores da imortalidade, se conclui que o Pouso Ipiranga estava no lugar onde hoje está o Monumento da Independência &#8211; lugar que possui as seguintes coordenadas geográficas: S 23°34&#8217;44,2&#8243; e W 046°36&#8217;37,2&#8243;, obtidas a partir de rede de satélites geodésicos GPS (Global Position System, ou Sistema de Posicionamento Global).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Texto:Raul V. Martinez<br>Fonte: constelar</p>



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<p class="wp-block-paragraph">HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história do Hospital Sírio-Libanês teve início em 1921, quando um grupo de senhoras da comunidade sírio-libanesa de uniu para angariar fundos para a construção de um grande hospital. Em 1930 começaram as obras e dez anos depois, quando a construção já estava quase concluída, foi desapropriada por um interventor do Estado para abrigar uma escola de cadetes. Em 1959, o hospital foi finalmente devolvido à sociedade, mas em estado precário. No ano seguinte, começaram as reformas e em 1965 o hospital finalmente começou a funcionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É administrado e mantido por um grupo de senhoras da Sociedade Beneficente das Senhoras do Hospital Sírio Libanês e reflete o fruto do esforço coletivo de sírios e libaneses, oferecendo ao Brasil um centro de alto nível médico, tanto em pesquisa quanto em atendimento clínico e cirúrgico, sendo uma referência de qualidade. A direção do Hospital Sírio Libanês, arca com a responsabilidade de quatro grandes corpos de edifícios, com enfermagem e atendimento do mais alto padrão de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atende um número significativo de pessoas carentes de recursos, bem como ambulatório infantil. O Hospital Sírio Libanês é uma contribuição que retrata a grandeza do esforço comum e da compreensão mútua das duas coletividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundadoras do Hospital Sírio Libanês:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adélia Ibrahim Diab, Adélia Taufi Maluf, Adma Basílio Jafet, Afife Nami Jafet, Afisa Melhem Azar, Alice Fares Buchain, Alice Taufi Maluf, Alzira Benjamin Jafet, Atur Nicolau Aun, Corgie Assad Abdalla, Fadua Hassib Mattar, Fariza Merhej Moherdaui, Helena Simão Racy, Latife Chufi Alasmar, Marie Gabriel Calfat, Marta Stefano, Mary Youssef Nahas, Matilde Salomão Yazbek, Nahime Caram Bussab, Nassiba Nagib Salem, Nazle Elias Morad, Nazira Salem Carone, Nazma Wadih Yazigi, Salma Salim Buchain, Salua Michel Calfat, Taufica Said Gebara, Victoria Jafet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: milpovos</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Casarão da Atriz Maria José de Carvalho</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continua indefinido o futuro do antigo casarão da Rua Silva Bueno, 1.533. Tanto a casa como objetos valiosos como pinturas à óleo de Darcy Penteado, Celeste Bentley e DiCavalcanti que foram doados por Maria José à Secretaria da Cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a morte da atriz, o prédio está fechado. Em quando grande parte do acervo é rigorosamente catalogada e recuperada , o sobrado enfrenta sérios problemas como infiltrações, cupins e traças. Além disso, a fachada está parcialmente pichada.<br>Segundo a museóloga, Beatriz Augusta Correia da Cruz, a casa está bastante danificada. “Outro problema são os vândalos que picham a fachada do prédio, que já foi pintada mais de duas vezes. Antes do Estado tomar conhecimento sobre a doação, o local havia sido invadido por pessoas estranhas. Para evitar novas invasões contratamos um vigia até o início das obras de restauro”, salienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 1.997, o acervo com mais de 3.000 livros, obras de artes, traduções e documentos pessoais está sendo catalogado. “Obras mais importantes como telas de DiCavalcanti e livros teatrais foram removidos e encaminhados ao Arquivo do Estado. Esperamos concluir o processo de documentação do inventário e trabalho</p>
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		<title>Fatos Históricos 7</title>
		<link>https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-7/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ADMINISTRADOR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2020 20:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatos Históricos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.independenciaoumorte.com.br/fatos-historicos-7/</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;dedicamos este trabalho à nossa orientadora, a quem agracecemos por ter-nos dado a oportunidade de realizar este trabalho tão importante e significativo em nossa formação profissional e intelectual, Augusta Justi Pisani.&#8221; FICHA TÉCNICA: Edifício: Museu Paulista da Universidade de São Paulo ou Monumento do Ipiranga Localização: Ipiranga, zona&#160;sul de de São Paulo. Arquitetos responsáveis: Tommaso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;dedicamos este trabalho à nossa orientadora, a quem agracecemos por ter-nos dado a oportunidade de realizar este trabalho tão importante e significativo em nossa formação profissional e intelectual, Augusta Justi Pisani.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FICHA TÉCNICA:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edifício: Museu Paulista da Universidade de São Paulo ou Monumento do Ipiranga</p>



<p class="wp-block-paragraph">Localização: Ipiranga, zona&nbsp;sul de de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arquitetos responsáveis: Tommaso Gaudenzio Bezzi e Luigi Pucci</p>



<p class="wp-block-paragraph">Período em que foi projetado e construído: 1883 à 1890.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HISTÓRICO:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A idéia da construção de um monumento que perpetuasse a memória da Independência do Brasil surgiu em São Paulo, logo após o 7 de setembro de 1822.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1824, Lucas Antônio Monteiro, mais tarde Visconde de Congonhas do Campo, na qualidade de Presidente da Província, dirigia-se à população pedindo contribuições voluntárias que seriam aplicadas na construção do Monumento do Ipiranga. Por determinação do Imperador Dom Pedro I, o monumento deveria ser erigido no próprio sítio do Ipiranga, no mesmo local do Grito da Independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perpetuar a memória da Independência foi uma preocupação constante dos Presidentes de Província por todo o decorrer do século XIX. Porém, a falta de recursos decorrente de desequilíbrios políticos e econômicos retardava a realização do projeto. As comissões oficiais nomeadas para esse fim pouco fizeram, e mesmo a Sociedade Zeladora da Glória do Ipiranga, organizada em 1861, teve curta duração. A partir de 1870, foram intensificados os esforços para a concretização da obra. Por ordem do Presidente da Província, Visconde do Bom Retiro, em 1872, o engenheiro Carlos Rath procedeu ao levantamento topográfico do terreno e a pedra fundamental, lançada em 1825, foi retirada e levada ao Palácio do Governo e somente reposta em 1875.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, sérios obstáculos impediam a continuidade do trabalho, pois o esboço apresentado por Bezzi provocara uma longa discussão entre o autor e a Comissão. Enquanto esta desejava um edifício que, além de ser um símbolo, abrigasse também uma escola, o arquiteto insistia na construção de um palácio. Por fim, o Presidente da Província, Francisco de Carvalho Brandão, em 1883 aprovou o projeto de Bezzi. Mesmo assim, somente em março de 1885, o Presidente da Província, José Luís D’Almeida Couto, ordenou que se iniciassem as obras do monumento do Ipiranga, executando-se o projeto de Bezzi, já aprovado também pelo Imperador Dom Pedro II.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para dirigir a construção do edifício, que seria o marco da Independência do Brasil, foi contratado o arquiteto Luigi Pucci e ao engenheiro Stevaux coube o traçado de uma &#8220;estrada de comunicação entre a Capital e a colina do Ipiranga&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à origem da mão-de-obra empregada na construção do palácio de Bezzi, foi muito bem observado por Máximo Barro e Roney Bacelli em monografia sobre o Ipiranga:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A história só registrou estes dois &#8211; Bezzi e Pucci -, mas a lógica indica que, além do &#8220;Cappomastro&#8221;, também da mesma origem seriam os carpinteiros, frentistas, pintores, marceneiros, pedreiros, etc., porque os trabalhadores da nossa claudicante arquitetura imperial, toda baseada na taipa, não estavam preparados para o alto vôo que representava na época o edifício de Bezzi&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora incompletas, pois faltavam as duas alas laterais que davam ao prédio a forma da letra E, as obras foram consideradas concluídas em 1890. O edifício, porém, permaneceu desocupado e sem função, pois o palácio de Bezzi, com galerias e majestosa porte-cochère, inspirado na arquitetura clássica da Renascença, não oferecia condições para o funcionamento de uma escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todos os percalços, o Monumento do Ipiranga tornou-se uma realidade e cumpriu o seu papel: conservando a concepção de um monumento grandioso e simbólico, abrigou centros de estudos práticos e teóricos das chamadas ciências naturais e matemáticas, dentro de princípios democráticos. Para lá também foram transferidas, em 1894, as coleções do Museu Paulista criado em 1891.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TÉCNICAS CONSTRUTIVAS:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bezzi e Pucci souberam executar dentro dos padrões da melhor técnica existente na época, o edifício Monumento à Independência do Brasil, hoje Museu Paulista da Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Fundações:<br>Foram realizadas em alvenaria de pedra bruta argamassada; fragmentos irregulares de granito não aparelhados são assentados e distribuídos ao longo do leito das valas em fiadas irregulares, devidamente consolidadas transversalmente por perpianhos, cujo comprimento é igual à largura do muro, e dispostos em distância aproximadamente regulares. As fendas existentes entre cada bloco de pedra, quando não preenchida por argamassa, são preenchidas com pedras menores convenientemente partidas e unidas ao conjunto, também com argamassa. Apesar de grande irregularidade das pedras, suas juntas por muitas vezes coincidem, e neste caso devem ser desencontradas. O mesmo cuidado se deve ter quanto ao assentamento das pedras, que devem ter sua melhor face para baixo. Todas as rebarbas e saliências necessitam ser retiradas por instrumentos, devendo os paramentos, ao final, conservar a melhor regularidade possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Os Alicerces:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os alicerces serão de pedra de grandes dimensões colocadas de combinação com pedras das dimensões convenientes para estabelecerem uma perfeita armação, e cimentadas com argamassa composta com a proporção d 1/3 de cal e 2/3 de areia bem lavada &#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cal a empregar-se será de pedra, e apagada no mesmo lugar das obras, devendo demorar no depósito, depois de apagada, pelo menos cinco dias antes de ser empregada.&#8221; &#8211; Bezzi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. As Alvenarias:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as demais alvenarias foram empregados tijolos de barro de várias regiões de São Paulo, nas dimensões de 7 x 14 x 29 cm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima dos alicerces, as paredes obtiveram dimensões variadas conforme as necessidades estruturais. Encontramos aí os diversos arcos, também de várias dimensões, que distribuem as cargas do edifício para a sua fundação. Para as alvenarias de tijolos empregou-se argamassa também de cal e areia no traço descrito por Bezzi, de &#8220;2/5 por 3/5&#8221;, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizaram-se ainda tijolos cerâmicos de 4 e de 8 furos, principalmente nos níveis superiores ( paredes internas das torres ), que colaboram para a diminuição das cargas sobre as estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro sistema utilizado para esse fim foi o tabique ou jiçara &#8211; o mesmo sistema construtivo dos forros. Trata-se de um sistema que envolve uma estrutura de madeira formando superfícies retas ou, como no caso dos forros, côncavas (sancas), e, conforme o caso, formas variadas. Nessa estrutura foram fixadas com pregos as varas de coqueiro ou de palmeira que definem a superfície. Por fim, aplica-se argamassa de emboço o reboco com moldes apropriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O traço das argamassas utilizadas para os tabiques e forros fio semelhante aos descritos anteriormente. É importante lembrar a grande resistência das argamassas externas (reboco) e também das que compõem os vários elementos decorativos, incluindo os capitéis das várias colunas. Estas argamassas são compostas de cal de origem calcária e areia, com um componente adicional, o chamado cimento romano, que, conforme dados cedidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo se constitui de cal hidráulica com alto teor de silicato, argila calcinada ou mesmo pozolana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tabiques verticais são formados por pranchas de madeira fixadas às estruturas também de madeira. Nas pranchas são fixadas as varetas de coqueiro e nestas as argamassas ( emboço e reboco).</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. O Madeiramento:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o madeiramento do edifício é formado por madeiras de lei: peroba, canela-parda, guatambu, pinho-de-riga, maçaranduba, passariúva, canelinha e outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O madeiramento da estrutura, tanto dos pisos quanto das coberturas e partes internas dos tabiques, foi trabalhado com enxó. São surpreendentes as dimensões das peças encontradas, principalmente nos vigamentos estruturais das coberturas e pisos superiores. As peças possuem em média 30 x 25 cm de seção. Todo o conjunto é uma verdadeira obra de arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. As Peças Metálicas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às peças metálicas que compõem parte do conjunto estrutural do edifício, encontramos inúmeros tirantes de ferro batido, barrotes de várias dimensões e seções (redondos, quadrados e retangulares). Encontramos, ainda, mãos-francesas de ferro fundido que compõem o sistema estrutural da clarabóia central. Esta peça de grande beleza suporta praticamente todo o peso da estrutura e o distribui nas paredes de alvenaria de tijolos de barro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. A Cobertura:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cobertura, originalmente, havia telhas de barro do tipo capa e canal. Na clarabóia também, porém estas eram de vidro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. O Revestimento:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às pinturas, tanto internas como externas, também empregou-se a cal. Segundo Bezzi, empregou-se água de cal e cola. Neste caso, a cola, acreditamos, deve ser de origem animal, conforme o uso na época. A cal virgem era extinta e a ela eram adicionados cola de origem animal e corante, conforme desejado. Em alguns casos também se adicionava coalho de leite em substituição à cola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. Os Forros:</p>



<p class="wp-block-paragraph">No edifício do MP foram confeccionados basicamente três tipos de forros:</p>



<p class="wp-block-paragraph">de madeira &#8211; do tipo saia e camisa;<br>estuque simples &#8211; argamassa de cal e areia;<br>estuque lúcido &#8211; argamassa de cal e areia a ferro quente ou frio.<br>Cabe aqui atentarmos para este último, utilizado principalmente no forro, sobre a escadaria principal do edifício, a ferro quente. Trata-se de uma técnica muito utilizada até poucos anos atrás, por ser barata e de conhecimento praticamente geral, que consistia em aplicar sobre o reboco uma capa fina de argamassa, constituída de nata de cal e pó de mármore com adição de corante desejado, e posteriormente alisada com desempenadeira de aço. Em seguida, alisava-se uma vez mais a superfície com ferro quente, após aplicação de solução de sabão de coco, recebendo uma demão de óleo de linhaça e finalmente cera. A superfície resultava lisa, extremamente resistente e impermeável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORNAMENTAÇÃO ARQUITETÔNICA</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância da ornamentação do palácio projetado por Bezzi para marcar a Independência é perceptível na documentação que registra o andamento das obras; fica patente a preocupação em determinar não só valores como as técnicas construtivas e os materiais empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A despeito das dificuldades presentes no processo de construção (insuficiência de operários italianos e brasileiros, de importação de materiais, de pagamentos, etc.), o monumento é finalmente inaugurado em 1890, apesar de inacabado. Na organização e execução dos trabalhos de ornamentação, esta primeira grande obra de São Paulo desempenhou um importante papel na qualificação de uma mão-de-obra que se tornava a cada dia mais necessária em virtude do surto de crescimento por que passava a cidade nesse período, demandando um número maior de obras arquitetônicas e de infra-estrutura. Assim, do ponto de vista da arquitetura e técnicas construtivas e decorativas, o Monumento também é um marco dessas mudanças, indicando que a arquitetura vernacular de influência portuguesa que havia caracterizado São Paulo até então estava prestes a deixar de ser o único referencial construtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A documentação que registra as etapas da construção monumental revela os modelos decorativos de que se serviu Bezzi e a preocupação em difundi-los. Nas especificação da obra, indica-se o repertório adotado:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A ordem será do grande modelo indicado no Vignola usado nas academias de bellas artes na Itália, e a ornamentação conseqüentemente em harmonia, ficando destas condições excluídas só a decoração do friso&#8230;&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal a riqueza de detalhes na configuração da ornamentação a ser empregada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma Imagem Insólita</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um palácio neo-renascentista, implantado a quilômetros do núcleo urbano. Por certo uma imagem insólita nas colinas do Ipiranga, já beirando a exuberante Mata Atlântica que se formava em direção ao litoral. Para aqueles que conheciam a Europa ou para os imigrantes que aqui aportavam, a arquitetura grandiosa não representava exatamente uma novidade. Afinal, como já referido, seu estilo era ensinado e conhecido nas academias de belas-artes e fazia parte, enfim, da história cultural e de suas referências classicizantes, que sentido poderia ter toda essa arquitetura de aparato?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em que relação com o espaço Bezzi pensava quando selecionou do repertório neoclássico os elementos decorativos empregados, visto não ter copiado exatamente nenhum palácio e sim mibilizado de diversos modelos, a sua ornamentação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura do conjunto edificado, pelo viés da sua linguagem ornamental, é reveladora da lógica aplicada por Bezzi para traduzir, materialmente, os sentidos celebrativos do marco da Independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disposição simétrica do volume edificado &#8211; corpo central destacado e ligado bilateralmente p[elas galerias a outros dois corpos idênticos &#8211; é reforçada pelos vãos eqüidistantes formados pelas arcadas, ressaltando as proporções harmoniosas da fachada em que se alternam, assim, cheios e vazios. Por um lado, a simetria do edifício sugere uma ação ordenadora do espaço natural e ainda sem ocupação de seu entorno. Por outro, ao privilegiar os motivos vegetais na ornamentação externa, Bezzi não deixa de estabelecer um interessante diálogo com a natureza da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fachada de 123 metros de comprimento, entablamento, balaustradas, consolos, óculos e nichos recebem ornatos inspirados em motivos florais e foliares, em variações da ordem coríntia adotada para o frontão e as colunas. Folhas de acanto compõem os frisos, modilhões e pedestais; rosetas pontuam as molduras em suas quatro extremidades ou são dispostas como elementos centrais; nas cornijas, acantos e rosetas alternam-se em suas saliências; a seqüência de palmetas que emoldura a parte superior das torres e galerias, por sua vez, funciona como uma espécie de arremate do edifício, reforçando a continuidade rítmica dada pelas arcadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma hierarquia que na fachada explicita o sentido evocativo ao Império repete-se no interior do edifício. A economia de ornamentação no piso térreo reforça a atenção que já se volta naturalmente para a Escadaria, em virtude de sua disposição central. A sobriedade de Saguão é deixada de lado e, num crescendo</p>



<p class="wp-block-paragraph">que acompanha a subida das escadas, a ornamentação retoma a linguagem da fachada para culminar no Salão Nobre, repleto de elementos decorativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Saguão e Galerias do pavimento térreo, para as colunas e entablamentos, Bezzi optou pela ordem jônica, mais sóbria, dando preferência aos frisos ovalados e dispondo motivos florais apenas de forma isolada, como os florões nos tetos das Galerias. As grades de ferro que guarnecem as portas envidraçadas das varandas e janelas são as únicas peças ornamentadas com profusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Salão Nobre diferencia-se pela ornamentação com maior número de elementos decorativos de inspiração vegetal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É sobre este suporte de decoração arquitetônica que Taunay, ao assumir a diretoria do Museu Paulista em 1917, define seu projeto iconográfico de celebração da Independência da nação brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um Modelo de Ornamentação para São Paulo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após ter conduzido as obras do Monumento, Luigi Pucci parece ter se firmado como um dos arquitetos da preferência da elite cafeeira recém-instalada na cidade de São Paulo. Nas residências que projeta em fins do século XIX, é possível identificar elementos do repertório decorativo introduzido por Bezzi. A residência do Conselheiro Antônio Prado &#8211; localizada na Chácara do Carvalho, na Rua Barão de Limeira &#8211; guarda inúmeras semelhanças com o projeto de Bezzi: a adoção da ordem coríntia para a fachada, as arcadas e até mesmo a seqüência de palmetas que arremata a parte superior da edificação. Em menor escala, Pucci introduziu esses mesmos elementos decorativos em casas de aluguel na Rua Dona Veridiana. No Ipiranga também encontramos residências que trazem na sua ornamentação externa elementos presentes no edifício monumental.</p>
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