Minhas Lembranças
Aqui é o espaço que reservamos para você contar histórias do seu cotidiano, recentes ou de tempos atrás, sem adjetivos.
Se você tem uma boa história, fato curioso, lembrança da região do Ipiranga (Ipiranga, Cursino e Sacomã), de preferência, envie-nos e participe de MINHAS LEMBRANÇAS.
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Vamos aos relatos:
Olá, pessoal da redação!
Encontrei o Renato em uma comunidade do Orkut e conheci o trabalho de você. Por sinal, muito bom!
Morei no bairro do Ipiranga dos 13 aos 23 anos, quando me casei. Hoje moro em São Caetano.
A melhor lembrança que tenho do Ipiranga é o fato de ter conhecido o meu marido, aos 15 anos, e ter me apaixonado por ele. Hoje tenho 31 anos de casada, dois filhos e um netinho de um ano.
Conheci meu marido em uma Festa Junina, no Colégio Alexandre de Gusmão. Como tinha um namoradinho sem graça, na época, dei um perdido no meu marido, pois era (e ainda sou) uma pessoa muito fiel. Voltamos a nos encontrar durante os Jogos da Primavera, no Clube Atlético Ipiranga, local frequentado pelo meu marido desde os cinco anos de idade. Desta vez, não resisti. Dei um chega pra lá no namoradinho sem graça e fui curtir a minha história de amor que se renova a cada dia, desde 1971, quando o conheci.
Obrigada por me fazerem voltar no tempo. Era uma época inocente, de namoros proibidos, de revoltas por não poder participar das domingueiras do CAY e tramas eletrizantes arquitetadas para participar, escondida dos meus pais, de um baile de carnaval que, por sinal, foi o melhor baile da minha vida!
Abs
C.R.
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Lembro do Bairro do Ipiranga com muita saudade, minhas lembranças faz com que eu volte a Escola Estadual Julio de Mesquita Filho , quase no final da Rua Agostinho Gomes, isso nos anos 1.974 a 1.980, que saudades do Hudson , Francisco ( português), Nilton ( o marinheiro), Valdir, as meninas Maria Rita e Soraia.
A moça que amei e nunca esqueci que morava na Rua Bento Vieira, que saudades de você.
Lembro das ruas Agostinho Gomes e do Manifesto onde morei.
Nestes 28 anos morando em Curitiba, não esqueço do querido bairro do Ipiranga, ando por todas as ruas gravadas em minhas memórias, do Parque Infantil D. Pedro I, dos meus 05 aos 12 anos onde ficava pela manha é a tarde ia par a Escola do SESI.
Que lembranças queridas, que saudades dos amigos das pessoas que passaram pela minha vida , que saudade do meu Bairro do Ipiranga.
José A. Belo
belo@netuno.com.br
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A MOÇA E O EQUILIBRISTA DO YPIRANGA.
A.B.
Lembra-me, com nitidez, o ano de 1946. É estranho, mas a lembrança tornou-se fácil porque, sempre que penso nesse ano, me vem à mente um calendário preso à parede de uma sala de minha casa, no Moinho Velho, Ipiranga, com os números 1946. Números que ocupavam todo o espaço do calendário, sem qualquer foto ou desenho. Lembra-me também a facilidade com que eu desenvolvia a leitura e buscava ler tudo o que era possível: revistas em quadrinhos, gibis, almanaques anuais, propagandas em coletivos etc. Não dispunha de fácil acesso a livros, porquanto, em face da crise da segunda grande guerra mundial, meu pai não dispunha de dinheiro para tanto. Não havia instalações de bibliotecas nos bairros, tampouco no grupo escolar que freqüentei: Grupo Escolar Professor José Escobar, então localizado na Rua Greenfed, no Sacomâ - Ipiranga, onde o bonde Fábrica, linha 23, fazia o contorno, vindo pela Rua Silva Bueno e com retorno pela mesma Greenfeld, para voltar à cidade, pela mesma Rua Silva Bueno. Nesse ano de 1946, dois fatos marcantes aconteceram: um acidente e uma reprovação escolar. O acidente ocasionou fratura dos dedos de minha mão direita, com prejuízo aos meus estudos. Garoto, dado a traquinagens, brincava eu, negligentemente, na Rua Américo Samarone, rua de terra batida, próximo ao logradouro então em obras, onde havia grande declive, onde se encontrava em obras a construção da importante rodovia que recebeu o nome de Via Anchieta, inaugurado no ano seguinte, em 1947. Naquele momento senti-me hábil para permanecer em equilíbrio, sobre um tronco grosso de árvore, que ajeitei para rolar ladeira abaixo e eu, muito infantil, imaginava suficiência para manter o equilíbrio. Até que tentei equilibrar-me movimentando as pernas. É desnecessário dizer que o subir no tronco foi tão rápido quanto a queda. Cai violentamente na frente do tronco, cuja velocidade tentei aparar com a mão direita. Fraturas feias e graves. Meu avô, Anselmo, sentado à margem da ladeira, coma uma pequena cesta de vime, vendendo caixinhas de uva passa, observando as obras da futura rodovia, olhou-me e disse “foi feio!!!”. Estava eu acompanhado de meu amigo de brincadeiras de nome Tomás, com mais ou menos sete anos. Tentei retornar à minha casa, mas desfaleci e somente me vem à lembrança que fui socorrido por uma mulher bastante afável, cuja bondade me confortou naquele momento em que fugazmente recobrei a consciência. Desfalecido novamente, mas sei que fui por ela carregado até o momento em que recobrei os sentidos e pude caminhar em direção à minha casa, agora acompanhado tão somente de Tomás. Do local do acidente, início da Rua Rua Américo Samarone (hoje perpendicular da Via Anchieta) até minha casa, na então Rua Dravinha (hoje Rua Bravinha), havia uma distância aproximada de 1.000mts. Fui deixado a uma distância estimada de mais ou menos quinhentos metros de minha casa. Com a mão dolorida e os dedos sujos de terra vermelha, todos tortos e esmagados, tentei não chorar, ainda porque o Tomás não parava de rir. Ao chegar defronte à minha casa, a janela do quarto de meus pais estava aberta e, sobre o batente, minha mãe cantando alegremente, jovem, bela e alegre como sempre, cantava uma música “caipira” e, no ritmo, colocava roupas de cama, para tomar o sol forte da manhã. Ao perceber, por sobre um muro de tijolos rústicos, minha presença, seu pressentimento materno foi traduzido num forte grito e imediata correria em minha direção. Prontamente, minha mãe solicitou à vizinha, Dª Guilhermina, hábil costureira de camisas masculinas, a quem servi por algum tempo pregando botões nas camisas, que vigiasse minha casa a qual permaneceria aberta, com roupas na janelas para tomar sol. Disse minha mãe à ela que, caso demorasse, as roupas podiam ser retiradas da janela que devia ser fechada. Não havia necessidade de trancarem-se as portas da casa ou o portão de entrada, porque meu pai chegaria mais tarde. Naquela época, meu pai era funcionário público e trabalhava no antigo Departamento Nacional do Café, na Vila Carioca, onde, depois, foi instalada a fábrica de autos Vemag. Cuidava ele da plataforma existente no local e na qual os carregadores de sacas de café as transportavam de dentro do armazém para os vagões de carga, fechados, para entrega no porto de Santos, pela ferrovia conhecida como S.P.R. De minha casa até o ponto mais próximo para condução, distava mais ou menos 1.200mts e esse ponto mais próximo era exatamente o lugar onde o bonde Fábrica realizava o contorno, próximo ao Grupo Escolar, para voltar ao Centro da cidade. Fomos nós, eu e minha mãe, em direção ao ponto do bonde, como era conhecido, percurso que nos tomou mais ou menos 25 minutos de caminhada apressada. O destino era o Centro da Cidade, a então conhecida “Central”, no Páteo do Colégio. Central era um ambulatório de emergência, onde era feito o atendimento de todos os que ali compareciam. É bom lembrar que naquela época não existia Previdência Social Federal centralizada, mas sim Caixas (Caixa dos Ferroviários, Caixa dos Comerciários etc.). No ambulatório “Central” fomos recebidos e aguardamos sentados em cadeiras de ferro, com pintura branca esmaltada na qual apareciam falhas enferrujadas e um cheiro forte de éter. Ficou gravado aquele dolorido atendimento em minha mente. A primeira providência, tomada sem qualquer cerimônia, foi a necessária higiene na minha mão, que naquela oportunidade, já estava bastante inflamada. Em uma grande pia esmaltada, com marcas de ferrugem, por causa da água corrente, meus dedos foram colocados sob uma torneira bronzeada e minha mão foi lavada com sabão, sem qualquer cuidado com as fraturas. A dor foi intensa até senti-la na medula; somente foi compensada por outra tão intensa, mas em outra parte do corpo. Uma atendente, não se sabe se médica ou enfermeira, abaixou um pouco minhas calças curtas, presas por um suspensório de pano, e aplicou uma injeção, com agulha grossa, de conteúdo oleoso e forte odor de cânfora. A dor foi tão intensa que as fraturas foram esquecidas, naquele momento em que, concomitantemente, aplicaram-se ataduras para manter a higiene dos dedos, impiedosamente lavados com água e sabão. Liberados, eu e minha mãe, seguimos para outro local apropriado para engessamento: Na Penha de França. Tentei andar, mas a dor era tão intensa que refletia no local da aplicação e nos dedos latejando. Enfim fomos encaminhado a outro atendimento, na Penha, na Av. Celso Garcia, e para lá rumamos eu e minha mãe. O Bonde para a Penha partia da Praça Clóvis Bevilacqua e descia a Av. Rangel Pestana. Era por volta das 14h. O acidente aconteceu por volta das 09.00h. e eu já sentia, além da dor na mão, na perna que estava endurecida, muita fome. Mas não havia tempo para alimentação, tampouco havia dinheiro para tanto. O trajeto foi demorado, dado que o bonde apresentou defeito elétrico e ficou parado, seguido de grande fila de outros bondes no mesmo sentido. Estávamos num lugar conhecido por Chácara do Marengo, mais ou menos onde hoje encontra-se instalado o prédio que era conhecido por Juizado de Menores. Não havia outra solução senão a de caminhar, até o nosso destino. Caminhada dolorida. A perna claudicava e mão se elevava, mas as lágrimas desciam. Enfim chegamos ao atendimento de fraturas. Aguardamos mais ou menos duas horas - com muita fome – até que as ataduras foram retiradas e com algum cuidado a mão foi preparada para aplicação de gase molhado para aderência de gesso. Minha mão direita, até a altura do cotovelo, foi imobilizada. Fomos liberados. O relógio marcava mais ou menos 17.30 h. às 1900, na Praça João Mendes, onde hoje está o Forum João Mendes Jr., tomamos o bonde Fabrica, em direção ao Sacomã. Chegamos ao destino por volta de 20.00. Mais alguns minutos de caminhada até minha casa, à noite, atravessando-se um lugar ermo, no qual havia o conhecido “castelo do Samarone” à esquerda e a lagoa do Clube Atlético Ypiranga, à direita. Em casa, muito cansado, aguardei minha mãe preparar uma deliciosa sopa, por ela denominada minestrone, forrando meu estômago, para uma merecida noite de sono. Em momento algum percebi qualquer reclamação, admoestação ou reprimenda, por parte da minha mãe. Que Deus a abençoe. De minha parte, restou a lembrança do falso equilibrista e da bela senhora que me socorreu.
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Boa noite.
Infelizmente só agora vi que há um site com informações muito bacanas desse bairro tão lindo que é o Ipiranga. Amo o Ipiranga! Nasci no Ipiranga, na avenida Nazaré e vivi nesse bairro até os 13 anos, quando, infelizmente, minha família mudou para um município do Oeste Paulista. Sou apaixonada pelo Ipiranga, apesar de não ter ido visitá-lo com tanta frequência. Lendo sobre os logradouros, fiz uma viagem no passado, lembrando de quando minha mãe me levava todo sábado para brincar no parque do Museu Paulista ou no Museu de Zoologia. Lembrei ainda de quando ia para a escola. Eu morava na rua Boturucaia e estudava na Silva Bueno, na escola Visconde de Itaúna. Achei ótimo o site, mas gostaria de saber a origem do nome Boturucaia. Gostaria de saber como faço para me cadastrar no site e receber as informações do nosso bairro.
Um grande abraço a todos.
Simone
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Tenho 44 anos, nasci no Ipiranga no ano de 1965 e morei lá até 1988, de onde mudamos para o interior do estado.
Nasci na Rua Jamboaçu, próximo à Av. Gentil de Moura. Lembro-me que a rua ao lado ainda era de barro, e brincávamos muito lá eu, meus irmãos, primos e vizinhos. Lembro quando ela foi asfaltada.Lembro a alegria que foi quando vimos pela primeira vez luz nos postes da rua.
Brincávamos na rua tranquila, de pular corda, amarelinha, pega ladrão, e andava de bicleta. Ainda naquele tempo, nossas mães podiam nos deixar na rua brincando, o que hoje não se vê mais.
Tenho ótimas lembranças das manhãs de domingo, quando íamos com meu pai, ao mercado da Av. Cursino, para nós era um passeio incrível, subir a Av.Gentil de Moura, passar na banca de jornal, comprar revistinhas. Lembro também quando fiz catecismo na Igreja Nossa Senhora do Sion, na mesma avenida, e na volta, era uma festa parar na Doceria Fischer e comer aqueles doces maravilhosos que sinto o gosto só de lembrar até hoje!
Lembro das procissões da igreja, até uma vez quando tinha uns 09 anos, eu, minha prima e minha amiga, saímos na procissão vestidas de anjinho!
Lembro também dos passeios ao Museu do Ipiranga, quando íamos de ônibus com a escola! Era uma festa! Aos domingos, também ia com minha família ao Museu, era um passeio maravilhoso que lembro até hoje! Estudei no EEPG Odon Cavalcanti, na rua Bamboré, e também no EESG Gualter da Silva, no Moinho Velho! Quantas lembranças boas daquela época!
Na adolescência, frequentei o Clube Atlético Juventus (Móoca), tinha vários amigos por lá, e passamos fins de semana maravilhosos, naqueles maravilhosos anos 80!! Show do Paralamas do Sucesso, quando estavam no início de carreira. Os namoricos no clube, os bailes de carnaval, as domingueiras!
Hoje, moro no interior de SP( região de Campinas) e não tenho mais parentes por lá, os amigos fomos perdendo o contato, mas adoraria encontrar velhos amigos do Ipiranga! Adorei encontrar esse site, para relembrar os bons tempos e quem sabe reencontrar os amigos!
Tânia
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Bem, depois de minhas falas ao LEMBRAÇAS DO IPIRANGA, infelizmente ninguém escreveu mais nada...
Espero não ter assustado os outros LEMBRADORES do bairro.
Informo que acabei localizando o amigo que tanto procurei, porém cheguei tarde... quando encontrei uma possibilidade de contato, fiquei sabendo que ele havia falecido, e isso aconteceu em meados do ano passado, ou seja, agosto de 2008.
Encontrei também no ORKUT alguns grupos que estudaram no ALEXANDRE DE GUSMÃO, e temos trocado correspondências, sobre nosso IPIRANGA de ontem.
Vou sugerir aos grupos que entrem nesse site e deixem suas LEMBRAÇAS gravadas.
Um abraço a todos.
Renato Mantel Pineda
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LEMBRANÇAS DO IPIRANGA
NO PERÍODO DE 1960 A 1980 TENHO A GRANDE E FELIZ LEMBRANÇA DO IPIRANGA E REGIÃO,
BAILES DO SPORTING , CINE E BAILES DO MARACANÃ , SINCLER, CINE SOBERANO SAÍDA DAS MENINAS DO CARDEAL MOTTA OS PASSEIOS NO MUSEU DO IPIRANGA AS DOMINGUEIRAS DO ATLÉTICO IPIRANGA E ATE MESMO OS BAILES DO BANDEIRANTES LOCALIZADA HOJE A AV.JUNTAS PROVISÓRIAS, A LANCHONETE BANG DOG NA RUA VERGUEIRO PRÓXIMO A SANTA CRUZ E O CINE SAMARONE QUE DEPOIS VIROU CASA DE SHOW LOCALIZADO NO SACOMA ONDE próximo HAVIA UMA PASTELARIA COM CALDO DE CANA E UMA CASA DE DISCOS E APARELHOS DE SOM ONDE OS GRANDES APARELHOS DE SOM ERAM COBIÇADOS POR TODOS, NA ÉPOCA PODIA SE ANDAR A PE A QUALQUER HORA DA NOITE OU NAMORAR DENTRO DOS AUTOS SEM QUE HOUVESSE QUALQUER RISCO
SAUDADES
MANUEL VICENTE
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Agradecemos aos autores dos textos que compõem as páginas de "Minhas Lembraças", a seguir:
Aclibes Burgarelli, Alice, Antonio Orquiza Ruiz, Antonio Souto, Axel Vianna Frances, Balbino Silva, Camila, Célia Pompilio Lefevre, Claudia, Doris Day, Edison Lehman, Fabio Yamamoto, Flavio Rocha, Francisco Lemmi Filho, Giuseppe Orsini, Havengar, Helena, Henrique Fernando, Hidely Mirley Toledo, Igor Nitschi, Isadora, Ivete Gomes Moreira, J.C.Oliveira, José Roberto Simões Lopez, Laer Passerini, Laerte Losacco Toporcov, Laerte Russini, Leny, Leonardo Freitas, Leonello Tesser, Luiz Simões Saidenberg, Manoel Antonio da Silva Neto, Manoel Oliveira da Silva, Manoel Valente Barbas, Maria Ignez Tosello Archetti, Maria Isabel Gallardo, Mario Lopomo, Marlene, Miguel Daoud, Miriam Ávila, Mônica, Nelio Nelson Gonçalves,Neuza Guerreiro de Carvalho, Nilce, Nivaldo, Pedro Galuchi, Rafael Estefano Sanchez, Reinaldo Tomiatti, Renato Mantel Pineda, Rodolfo Carlos Martino, Roque Vasto, Rubens Cano de Medeiros, Sergio Jacomino, Simone Mendes Maldegan, Valdemar Nitsch Filho, Valdir, Vera Lucia Nadal, Walter dos Santos Pires, Walter Silva, Zoltan Bergmann
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