A ESTRELA

Por: Nelli Célia ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

“ Vou me embora pra  Pasárgada/ Lá sou amigo do rei /

Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei”.

Quem não leu estes versos,  um dos mais famosos das poesias de  Bandeira? Pelo menos conhece essa citação, que ficou tão famosa nesta poesia do poeta pernambucano, Manuel Bandeira ( Manuel Carneiro de Sousa Bandeira  Filho ) nasceu em Recife no dia 19 de abril de 1886 e faleceu no Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1968)

      Bandeira faz parte da geração de 1922 da literatura moderna brasileira. Bandeira foi professor de literatura, crítico literário e crítico de arte. Mudou para o Rio de Janeiro quanto tinha 16 anos, estudando lá e depois foi fazer arquitetura na escola Politécnica de São Paulo, interrompendo o curso por causa de uma tuberculose que o levou para a Suíça, em busca da cura, lá conviveu  com o poeta francês Paul Éluard. Foi um período difícil pois a chance de sobrevivência era pouca, conforme confessou em um de seus poemas.

Em 1921, conheceu Mário de Andrade, e colaborou a distância com o movimento modernista. Querido por todos, Bandeira é considerado um dos maiores poeta brasileiro.

     

A ESTRELA

Vi uma estrela tão alta,

Vi uma estrela tão fria!

Vi uma estrela luzindo

Na minha vida vazia.

 

Vi uma estrela tão alta!

Era uma estrela tão fria!

Era uma estrela sozinha

Luzindo no fim do dia.

 

Por que da sua distância

Para minha companhia

Não baixava aquela estrela?

Por que tão alto luzia.

 

E ouvi-a na sombra funda

Responder que assim fazia

Para dar uma esperança

Mais triste ao fim do meu dia.